Manuel Alegre na região de SetúbalPresidenciais luta decisiva onde «não há lugar para a abstenção»
. Valorizar a nossa dimensão Euro- Atlântica
Manuel Alegre, candidato à Presidência da República, no decorrer de um almoço com sindicalistas e apoiantes do “mundo do trabalho” salientou que nas eleições estão em confronto dois projectos “um projecto progressista” liderado pela sua candidatura, e, “um projecto conservador” liderado pela candidatura de Cavaco Silva.

Por Jornal Rostos
O Candidato à Presidência da República, Manuel Alegre, iniciou a sua deslocação ao Distrito de Setúbal, em Montijo, seguindo-se um almoço numa Quinta de Palmela, o qual, como foi referido por Carlos Trindade, sindicalista da CGTP/IN, da tendência socialista, foi o encontro de Manuel Alegre com o “mundo do trabalho”, sendo, disse, “uma iniciativa altamente simbólica”, por se realizar no distrito de Setúbal que “bate à esquerda”
Não há democracia sem estado Social
Mário Jorge, do Sindicato Independente dos Médicos, referiu que “não há democracia sem estado Social” e que um dos seus alicerces é o Serviço Nacional de Saúde e o “direito constitucional à saúde”.
Salientou que Manuel Alegre é quem está “melhor colocado para defender este desígnio da Constituição”.
Por outro lado sublinhou que o candidato é “um homem de cultura” e, acrescentou, - “fazer politica é um acto de cultura, um acto de cidadania”,
Cavaco Silva a maior repressão sobre o povo
António Chora, Coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, referiu que Cavaco Silva afirma que trouxe a Autoeuropa para Portugal, mas que se esqueceu de referir a deslocalização da Renault, o desmantelamento da frota de pesca.
“Foi com Cavaco Silva que assistimos no distrito de Setúbal à maior repressão sobre o povo, na Ponte 25 de Abril” – referiu.
Presidente que assegure a ética republicana
João Proença, secretário-geral da UGT, salientou que Manuel Alegre, “não sendo o todo da esquerda” é o candidato que conta com mais apoios e que tem mais condições para vencer numa segunda volta.
Referiu que no apoio à candidatura de Manuel Alegre há “diferentes opções sindicais unidas por um país com menos exclusão social”.
O líder da UGT referiu que um presidente, uma maioria, um governo “não é um projecto democrático” e defendeu a eleição de um “presidente que assegure a ética republicana”.
Eles estão unidos, eles estão organizados
Manuel Alegre salientou, que as eleições presidenciais são – “uma luta decisiva para o futuro de Portugal”, onde – “não há lugar para a abstenção”.
O candidato referiu que a “direita domina grande parte do poder mediático em Portugal” e quer “o Poder todo em Portugal”.
“Eles estão unidos, eles estão organizados, têm todos os mesmo guião, porque precisam de um Presidente complacente” – referiu.
Sei que neste momento sou o alvo
“Sei que neste momento sou o alvo, sou um empecilho àquilo que parecia já estar feito. Não ia haver eleições presidenciais, ia haver uma espécie de coroação” – salientou Manuel Alegre, porque – “desta vez temos todas as condições para ir à segunda volta, vai haver luta até ao fim”.
O candidato à presidência sublinhou que – “este é um combate político” e apontou as baterias a Cavaco Silva afirmando – “não digo que não sou politico”, e, “não falo da politica” como se “não fosse responsável, nunca fosse Primeiro Ministro ou não fosse Presidente da República”.
“Este é um combate cívico e um combate de valores" – sublinhou, acrescentando – “quero um Portugal de tolerância”.
Eu não me candidato para governar
“Eu não me candidato para governar, não defendo a cooperação estratégica” – referiu Manuel Alegre, sublinhando que será o garante do “regular funcionamento das instituições”.
“Não irei à Madeira receber os Partidos Políticos num Hotel” – salientou.
“Promulgarei uma Lei e não virei posteriormente desvaloriza-la. Se tiver que vetar uma Lei porque é contrária à Constituição. Vetarei” – acrescentou.
Uma nova perspectiva para a Europa
“O presidente da República não poder calar-se quando se diz que o FMI pode entrar em Portugal” – sublinhou o candidato à presidência da República, defendendo que Portugal tem que ter uma voz activa na Europa.
Manuel Alegre anunciou que se for eleito Presidente da República irá promover, em Lisboa, uma conferência ao nível europeu, com a participação de grandes figuras da Europa, das mais diversas áreas, para que se debata – “uma nova perspectiva para a Europa”.
Manuel Alegre não aceita que exista uma Europa a “duas velocidades”, com “um centro na Alemanha”.
Valorizar a nossa dimensão Euro- Atlântica
“Temos que valorizar a nossa dimensão Euro- Atlântica” – referiu Manuel Alegre, alertando para a importância cultural e económica da língua portuguesa no mundo.
“O papel do Presidente da República é potenciar os nossos valores” – salientou.
Por outro lado o candidato à Presidência da República, alertou para a necessidade de existir uma reflexão “sobre que espécie de democracia vamos ter”, afirmando que, “se a direita tomar o Poder em Portugal, a nossa democracia não será mais a democracia do 25 de Abril”.
Ele tem uma visão assistencialista
Manuel Alegre salientou que Cavaco Silva não fala da Escola Pública, não fala da Saúde Pública.
“Ele tem uma visão assistencialista” – referiu.
“Eu estou do lado do mundo do trabalho, como Presidente nenhum Governo porá em causa o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública e os Direitos Laborais” – salientou Manuel Alegre.
BREVES REGISTOS













