Mata da Machada e Sapal de Coina fazem parte da agenda política do Barreirosublinhado por Nuno Banza no «Tomar o café com…» promovido pelo Rostos
A rubrica ‘Tomar o café com…’ volta a fazer parte do ‘Rostos’. A primeira conversa decorreu ontem, dia 27, no "Emporio do Paladar" ex-Palácio Alfredo da Silva, com o vereador Nuno Banza, responsável pelo pelouro do Ambiente na Câmara Municipal do Barreiro (CMB). A conversa teve como tema base a ‘Mata da Machada e o Sapal Coina como áreas protegidas’. Tema do qual o autarca salientou três vertentes essenciais: “ambiental, social e económica”.

Por Jornal Rostos
Durante a conversa, na qual várias pessoas estiveram presentes, Nuno Banza lembrou que a Mata da Machada e o Sapal de Coina “delimitam um dos conjuntos de valores mais importantes do Barreiro”.
A ideia de classificar ambos os territórios como áreas protegidas surgiu, inicialmente, em 1990 por um grupo de Escuteiros. “O que fazia sentido era tomar uma decisão estruturada, que pertencesse ao património do Barreiro”, disse.
O autarca considera que a protecção de uma determinada área, “tem que começar com a sua conservação por parte das pessoas” e que “é necessário identificar os seus valores” e cumprir as suas orientações genéticas.
O primeiro passo dado foi no sentido de “criar um processo de participação pública”, onde o grande objectivo era o de dar a conhecer e envolver as pessoas naquele que considera ser “o maior património natural do concelho do Barreiro”.
“Criámos um programa com mais de 60 actividades que, em três meses, levou à Mata da Machada cerca de 3000 pessoas”, adiantou.
Neste sentido, o responsável pelo pelouro do Ambiente, não tem dúvidas de que este se tratou do processo “mais participado” da CMB.
“É impossível parar este projecto”
Apesar de ainda não existir uma delimitação da área a ser protegida, já existe, segundo o autarca, “uma ideia do que se vai classificar”. “Se as coisas são feitas no tempo que queríamos? Não são. Mas há algo de que não temos dúvidas: é impossível parar este projecto”, afirmou o responsável.
Durante a conversa, Nuno Banza foi recordando aos presentes as condições “privilegiadíssimas” que a Mata da Machada comporta. “O Centro de Educação Ambiental (CEA) é, hoje em dia, uma referência a nível nacional. Em 2004 quando começámos a falar do CEA não havia nada do género. Aventurámo-nos…”, garantiu.
O vereador responsável não deixou também de referir as múltiplas actividades oferecidas por este Centro de Educação Ambiental que recebe já inúmeras crianças vindas, não só do concelho, como de escolas de concelhos limítrofes.
No que diz respeito a números, Nuno Banza afirmou que este projecto, que inclui o boletim ‘Folha Viva’, custa “menos de 0,5 por cento” do orçamento da CMB. “Nem sempre é preciso muito dinheiro. O que é preciso é ter uma boa equipa e vontade de trabalhar”, acrescentou a propósito.
“O contacto com o Seixal está feito”
Quando questionado acerca da possibilidade do envolvimento do Seixal na classificação destes territórios como áreas protegidas, Nuno Banza afirmou que “o contacto com o Seixal está feito”. “Temos todo o interesse em envolver o Seixal, mas precisamos de ganhar massa crítica. E isso não anula todo o trabalho que temos ainda a desenvolver com os nossos actores locais”.
O autarca recorda, a título de exemplo, o trabalho que está a ser desenvolvido com a Unidade de Saúde Pública no sentido de criar percursos terapêuticos nestes espaços naturais. “Estamos a preparar isto com os Centros de Saúde do Barreiro e do Montijo”, disse.
“O potencial da Mata e do Sapal de Coina é muito elevado”
Também o potencial económico destas áreas foi posto em cima da mesa durante a conversa com o autarca. Nuno Banza reconhece assim que existe “muito potencial” e que o segredo está em “marcar a diferença pela positiva”. “Criarmos produtos, aproveitar o potencial que temos. Com isto refiro-me à necessidade de criarmos uma economia diferenciada, de identificarmos a cidade com aquilo que ela tem de melhor”, explicou.
Vanessa Sardinha
A ideia de classificar ambos os territórios como áreas protegidas surgiu, inicialmente, em 1990 por um grupo de Escuteiros. “O que fazia sentido era tomar uma decisão estruturada, que pertencesse ao património do Barreiro”, disse.
O autarca considera que a protecção de uma determinada área, “tem que começar com a sua conservação por parte das pessoas” e que “é necessário identificar os seus valores” e cumprir as suas orientações genéticas.
O primeiro passo dado foi no sentido de “criar um processo de participação pública”, onde o grande objectivo era o de dar a conhecer e envolver as pessoas naquele que considera ser “o maior património natural do concelho do Barreiro”.
“Criámos um programa com mais de 60 actividades que, em três meses, levou à Mata da Machada cerca de 3000 pessoas”, adiantou.
Neste sentido, o responsável pelo pelouro do Ambiente, não tem dúvidas de que este se tratou do processo “mais participado” da CMB.
“É impossível parar este projecto”
Apesar de ainda não existir uma delimitação da área a ser protegida, já existe, segundo o autarca, “uma ideia do que se vai classificar”. “Se as coisas são feitas no tempo que queríamos? Não são. Mas há algo de que não temos dúvidas: é impossível parar este projecto”, afirmou o responsável.
Durante a conversa, Nuno Banza foi recordando aos presentes as condições “privilegiadíssimas” que a Mata da Machada comporta. “O Centro de Educação Ambiental (CEA) é, hoje em dia, uma referência a nível nacional. Em 2004 quando começámos a falar do CEA não havia nada do género. Aventurámo-nos…”, garantiu.
O vereador responsável não deixou também de referir as múltiplas actividades oferecidas por este Centro de Educação Ambiental que recebe já inúmeras crianças vindas, não só do concelho, como de escolas de concelhos limítrofes.
No que diz respeito a números, Nuno Banza afirmou que este projecto, que inclui o boletim ‘Folha Viva’, custa “menos de 0,5 por cento” do orçamento da CMB. “Nem sempre é preciso muito dinheiro. O que é preciso é ter uma boa equipa e vontade de trabalhar”, acrescentou a propósito.
“O contacto com o Seixal está feito”
Quando questionado acerca da possibilidade do envolvimento do Seixal na classificação destes territórios como áreas protegidas, Nuno Banza afirmou que “o contacto com o Seixal está feito”. “Temos todo o interesse em envolver o Seixal, mas precisamos de ganhar massa crítica. E isso não anula todo o trabalho que temos ainda a desenvolver com os nossos actores locais”.
O autarca recorda, a título de exemplo, o trabalho que está a ser desenvolvido com a Unidade de Saúde Pública no sentido de criar percursos terapêuticos nestes espaços naturais. “Estamos a preparar isto com os Centros de Saúde do Barreiro e do Montijo”, disse.
“O potencial da Mata e do Sapal de Coina é muito elevado”
Também o potencial económico destas áreas foi posto em cima da mesa durante a conversa com o autarca. Nuno Banza reconhece assim que existe “muito potencial” e que o segredo está em “marcar a diferença pela positiva”. “Criarmos produtos, aproveitar o potencial que temos. Com isto refiro-me à necessidade de criarmos uma economia diferenciada, de identificarmos a cidade com aquilo que ela tem de melhor”, explicou.
Vanessa Sardinha















