Saltar para o conteúdo
Perspectivas

NO BARREIROEm protesto pela morte do «Amarelinho»


Cerca de 77 pessoas e 16 cães estiveram hoje no Largo da Senhora do Rosário, no Barreiro, em protesto contra uma moradora que, alegadamente, terá torturado e enforcado um cão de rua que era cuidado pela vizinhança.

4 min de leitura
NO BARREIRO Em protesto pela morte do «Amarelinho»

Por Jornal Rostos

Alfredo Rodrigues foi quem gerou este movimento através do Facebook. “Não se pode deixar em claro uma atitude destas. O «Amarelinho» era um cão de rua, mas todos os vizinhos tratavam dele e eu cheguei mesmo a fazer-lhe uma casota. No entanto, esta vizinha não gostava dele e já várias vezes tinha ameaçado que o havia de matar. Chegou a atirar-lhe com ácido para cima.”
O animal terá desaparecido da rua no dia 2 ou 3 de Janeiro, e Alfredo Rodrigues procurou-o por diversos locais. “Cheguei a ir a Cabo Espichel, a Azeitão, a Sesimbra. Não sei, como ele era tão meigo, poderia ter sido levado por alguém. Cerca de duas semanas depois, um vizinho que passava de bicicleta perto da zona dos Moinhos de Alburrica viu um animal enforcado e cortou a corda porque lhe fez muita impressão aquilo. E também reconheceu o «Amarelinho» e avisou-me.
Foi um enorme choque quando fui ver o animal, porque ele tinha marcas de ter sido queimado, torturado e até lhe arrancaram os olhos. Não podia ficar parado e tive de denunciar isto” diz enquanto mostra a corda onde o animal foi enforcado.
A situação foi reportada à PSP, que já avisou Alfredo Rodrigues que tinha informações de que a mulher não terá agido sozinha, mas sim com dois cúmplices, e o SEPNA, que também tomou conta da ocorrência. “Nós sabemos quem são eles, porque um dos indivíduos até já confessou que o tinha feito para ela a troco de dinheiro num dos cafés daqui. São pessoas com dependências que fariam qualquer coisa por dinheiro.”
Hoje, pelas 15h00 mais de setenta pessoas reuniram-se com cartazes e fotos do animal, que colaram nas paredes da agressora, que segundo os vizinhos não está em casa há cerca de três dias. Foram ainda recolhidas as assinaturas dos presentes para entregar à Câmara Municipal do Barreiro.
Alfredo Rodrigues lamenta que a situação tenha chegado a este ponto, “mas as pessoas daqui vivem aterrorizadas com esta mulher, que já chegou mesmo a ameaçar familiares”.

Historial de violência

Sobre a alegada torturadora do animal, uma mulher de sessenta anos de idade, a mesma vive na casa ao lado da sogra de Alfredo Rodrigues, e já tem um historial de seis anos de má vizinhança.
“Ela tem atacado a minha sogra, com sprays e ácidos, insulta as pessoas até que passam, e a senhora que vive ao lado com armas de fogo” refere, mostrando os buracos de bala na porta e num armário no interior da casa. “A senhora que vive ao lado dela tem de saltar pela janela porque ela já a apanhou à porta e lhe deu uma tareia com bastões.
Temos isto tudo em tribunal, mas agora o caso está parado porque a juíza está de licença de parto. Mas isto é um caso de insanidade mental e já esteve internada, e agrediu uma enfermeira como uma cabeçada”, explica Alfredo Rodrigues. O Dr. Mário Durval está a par da situação, já aqui esteve, mas não podem fazer muito.”
Sílvia Marina Cruz é a vizinha da casa ao lado, que já foi agredida. “Eu tenho medo, ao sair de casa tenho de olhar para todos os lados porque não sei se ela me vai atacar de novo. Na casa dela ouço barulhos estranhos, ela diz a toda a gente que tem um pacto com o diabo e canta e coloca velas em todo o lado. Já fiz queixa, mas está tudo parado há mais de um ano.”
“Ela tem armas em casa, e a PSP diz que não as pode retirar sem um mandato da juíza. E tudo isto vai-se arrastando. Agora matou o «Amarelinho», amanhã será a minha sogra ou a vizinha e só depois é que vão agir?” interroga Alfredo Rodrigues.

Maria do Carmo Torres

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção