Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do BarreiroNós temos uma ambição de transformar Lisboa numa cidade região
Luis Tavares, da Quimiparque, recordou que o passivo ambiental existente resultou de 100 anos de actividade de indústria química no Barreiro.
Emidio Xavier, presidente da ACE’s, recordou que na Quimiparque existem 1 milhão e 200 mil toneladas de metais piritosos enterrados no seu território.

Por Jornal Rostos
“Este é um momento marcante para a Baía Tejo” – referiu Paulo Silva, Administrador da Baía Tejo, na abertura da cerimónia que assinalou o arranque da remoção de lamas de zinco no território da Quimiparque, salientando que esta era uma “necessidade para a requalificação do território”.
Nós temos uma ambição de transformar Lisboa numa cidade região
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou, igualmente, que “este é um primeiro passo” acrescentando que “outros passos são necessários” para resolver “o passivo ambiental”.
“É importante o que foi anunciado” a remoção das lamas de zinco, referiu o autarca, para transformar o território da Quimiparque como uma área central para que “Lisboa cresça para a margem sul”.
“Nós temos uma ambição de transformar Lisboa numa cidade região” – referiu Carlos Humberto.
Pólo de criação de actividade económica
“Transformar o território da Quimiparque como pólo de criação de actividade económica, de criação de riqueza e criação de emprego” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
O autarca salientou que – “nós temos uma ambição profunda servir o nosso povo e o nosso país”.
100 anos de actividade de indústria química
Luis Tavares, da Quimiparque, recordou que o passivo ambiental existente resultou de 100 anos de actividade de indústria química no Barreiro.
Recordou que em 2002 foi concretizada a remoção de 5 milhões e 200 mil toneladas de resíduos industriais, com os custos assumidos integralmente pela Quimiparque, uma despesa que rondou os 4 milhões de euros.
Entre 1995/1996 foi concretizada a inventariação e caracterização dos resíduos existentes no território da Quimiparque.
Luis Tavares salientou que existiam em 1996, 1 milhão e 600 mil toneladas de cinzas de pirite e que no ano 2010 esse valor estava reduzido a 500 mil toneladas.
Recordou que com a criação, em 2008, pelo Ministério do Ambiente, de um Grupo de Trabalho de Resíduos, foram dados passos importantes para desenvolver a caracterização e inventariação dos resíduos, situação que contribuiu para a apresentação de uma candidatura no valor de 4 milhões e 300 mil euros, que vai permitir a remoção de 52 milhões de toneladas de resíduos de zinco.
Luís Tavares salientou que o estudo do subsolo e águas subterrâneas irá permitir definir os investimentos que, no futuro, serão necessários concretizar.
Avaliação de resíduos para a saúde humana e ecológica
Emidio Xavier, presidente da ACE’s recordou que a intervenção no território da Quimiparque envolveu uma área de 180 hectares.
Referiu que nos estudos elaborados foi efectuada a “avaliação de resíduos para a saúde humana e ecológica”.
Recordou que na Quimiparque existem 1 milhão e 200 mil toneladas de metais piritosos enterrados no seu território.
Não há necessidade de intervenção no subsolo
No estudo sublinhou que conclui-se pela remoção das lamas de zinco e considerou-se que “actualmente não havia necessidade de intervenção no subsolo de águas subterrâneas.
Emídio Xavier salientou que essas medidas justificam-se, no futuro, de acordo com a utilização que o território quer ao nível económico, quer ao nível residencial.
De imediato optou-se pela selagem de captações de água – referiu.













