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Perspectivas

Não voltarei a ser candidato a Presidente da Assembleia Municipal do BarreiroTomar o Café com… Eduardo Cabrita

Eduardo Cabrita foi o convidado de mais um ‘Tomar o café com…’ do nosso diário digital. Neste encontro ao final da tarde de ontem, 22 de Março, Eduardo Cabrita falou do Arco Ribeirinho Sul e da sua importância para o Barreiro e toda a região de Setúbal. O encontro teve, mais uma vez, lugar no restaurante ‘Emporio do Paladar’, no Palácio Alfredo da Silva.

Quando questionado acerca da influência da queda do Governo na execução deste projecto, Eduardo Cabrita afirmou que o mesmo é independente de forças políticas. “Este projecto honra o Governo que o aprovou, mas é um projecto para a região e para o país”, afirmou.

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Não voltarei a ser candidato a Presidente da Assembleia Municipal do Barreiro Tomar o Café com… Eduardo Cabrita

Por Jornal Rostos

Neste encontro com o nosso jornal, e com alguns interessados presentes, Eduardo Cabrita falou do Arco Ribeirinho Sul (ARS) e da importância que a execução deste projecto terá não só para o Barreiro, como para toda a região de Setúbal.
Para o deputado do PS, o que há de importante neste projecto é a “consolidação deste conceito”. “É um recentrar da Área Metropolitana de Lisboa (AML) no Tejo e olhar o lado Sul como aquele que tem o maior potencial de vitalidade e desenvolvimento”, expôs.
Neste sentido, Eduardo Cabrita salientou que é importante não olhar este projecto de forma “redutora”, mas sim olhá-lo como um projecto “a 18 anos de distância” que comportará muitas intervenções até à sua conclusão. “O projecto do ARS tem uma dimensão menor se for olhado como um conjunto de projectos urbanísticos”, disse.

“[O ARS] é de longe a maior plataforma logística programada para Portugal”

Numa segunda visão, mais ampla, deste projecto, o deputado socialista fala de uma “gestão integrada” de três espaços públicos: Margueira, Quimiparque e Siderurgia. “Se falarmos de uma visão conjugada destes três espaços, já falamos de um património de realização bem mais elevado”, considera.
Eduardo Cabrita avança ainda a ideia de que é necessário “olhar para a fachada atlântica” e não esquecer que é no distrito de Setúbal que está localizado “o maior porto português”. O deputado sublinha que “não vale a pena chorar lágrimas de crocodilo” ao lembrar o antigo modelo industrial já que o mesmo “nunca mais vai voltar”. “No entanto, temos uma cultura de saber fazer e temos que ter consciência disso”, acrescentou.

A queda do Governo não põe em causa o projecto

Quando questionado acerca da influência da queda do Governo na execução deste projecto, Eduardo Cabrita afirmou que o mesmo é independente de forças políticas. “Este projecto honra o Governo que o aprovou, mas é um projecto para a região e para o país”, afirmou.
No entanto, Eduardo Cabrita admite que, o “atraso” da Terceira Travessia do Tejo (TTT) e do novo aeroporto que, afirma, é uma “inevitabilidade” provocam também um atraso na execução do ARS. “O ritmo da concretização desses projectos condiciona o ritmo de concretização deste projecto”, reforçou.

“Reconheço no presidente da Câmara uma participação muito construtiva neste projecto”

Ainda em conversa com o nosso jornal, o deputado do PS confessou que a participação do presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto, tem sido “muito construtiva”. No entanto, considera que o PCP “tem um problema de identidade que se reflecte na Assembleia Municipal (AM)”.
“Orgulho-me de ter feito parte do Governo que aprovou este projecto e sinto vontade de assumir responsabilidades políticas para a região e para o país”, afirma Eduardo Cabrita que, no entanto, afirma que “não voltará a ser candidato à AM”.

Vanessa Sardinha

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