Não voltarei a ser candidato a Presidente da Assembleia Municipal do BarreiroTomar o Café com… Eduardo Cabrita
Quando questionado acerca da influência da queda do Governo na execução deste projecto, Eduardo Cabrita afirmou que o mesmo é independente de forças políticas. “Este projecto honra o Governo que o aprovou, mas é um projecto para a região e para o país”, afirmou.

Por Jornal Rostos
Neste encontro com o nosso jornal, e com alguns interessados presentes, Eduardo Cabrita falou do Arco Ribeirinho Sul (ARS) e da importância que a execução deste projecto terá não só para o Barreiro, como para toda a região de Setúbal.
Para o deputado do PS, o que há de importante neste projecto é a “consolidação deste conceito”. “É um recentrar da Área Metropolitana de Lisboa (AML) no Tejo e olhar o lado Sul como aquele que tem o maior potencial de vitalidade e desenvolvimento”, expôs.
Neste sentido, Eduardo Cabrita salientou que é importante não olhar este projecto de forma “redutora”, mas sim olhá-lo como um projecto “a 18 anos de distância” que comportará muitas intervenções até à sua conclusão. “O projecto do ARS tem uma dimensão menor se for olhado como um conjunto de projectos urbanísticos”, disse.
“[O ARS] é de longe a maior plataforma logística programada para Portugal”
Numa segunda visão, mais ampla, deste projecto, o deputado socialista fala de uma “gestão integrada” de três espaços públicos: Margueira, Quimiparque e Siderurgia. “Se falarmos de uma visão conjugada destes três espaços, já falamos de um património de realização bem mais elevado”, considera.
Eduardo Cabrita avança ainda a ideia de que é necessário “olhar para a fachada atlântica” e não esquecer que é no distrito de Setúbal que está localizado “o maior porto português”. O deputado sublinha que “não vale a pena chorar lágrimas de crocodilo” ao lembrar o antigo modelo industrial já que o mesmo “nunca mais vai voltar”. “No entanto, temos uma cultura de saber fazer e temos que ter consciência disso”, acrescentou.
A queda do Governo não põe em causa o projecto
Quando questionado acerca da influência da queda do Governo na execução deste projecto, Eduardo Cabrita afirmou que o mesmo é independente de forças políticas. “Este projecto honra o Governo que o aprovou, mas é um projecto para a região e para o país”, afirmou.
No entanto, Eduardo Cabrita admite que, o “atraso” da Terceira Travessia do Tejo (TTT) e do novo aeroporto que, afirma, é uma “inevitabilidade” provocam também um atraso na execução do ARS. “O ritmo da concretização desses projectos condiciona o ritmo de concretização deste projecto”, reforçou.
“Reconheço no presidente da Câmara uma participação muito construtiva neste projecto”
Ainda em conversa com o nosso jornal, o deputado do PS confessou que a participação do presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto, tem sido “muito construtiva”. No entanto, considera que o PCP “tem um problema de identidade que se reflecte na Assembleia Municipal (AM)”.
“Orgulho-me de ter feito parte do Governo que aprovou este projecto e sinto vontade de assumir responsabilidades políticas para a região e para o país”, afirma Eduardo Cabrita que, no entanto, afirma que “não voltará a ser candidato à AM”.
Vanessa Sardinha













