Quebra de receitas da Câmara do Barreiro obriga a “medidas dolorosas”Presidente da autarquia admite quebra de 750 mil a 1 milhão de euros

Por Jornal Rostos
“O quadro geral do país, do mundo e do concelho é preocupante. É um quadro de angústia para quem tem responsabilidades porque as dificuldades são imensas”, disse o responsável da autarquia aquando a sua intervenção.
Carlos Humberto reconheceu que o concelho do Barreiro “é pobre” e exige medidas de responsabilidade. O autarca recordou não só o aumento do desemprego, como o envelhecimento e a perca de população que se tem registado nos últimos 25 anos e que em muito tem contribuído para o empobrecimento da região.
“A nível local não houve visão estratégica, secalhar era preciso encerrar as fábricas mas era preciso ter algo em vista e não houve. Temos perdido dinamismo”, lamentou.
O presidente da autarquia admitiu ainda que foram criadas expectativas “muito elevadas” há três anos atrás. “Víamos a luz ao fundo do túnel e agora já não vemos”, disse.
Relativamente à vinda da Terceira Travessia do Tejo (TTT), Carlos Humberto sublinhou que acredita que a mesma virá para o concelho mas não no prazo inicialmente previsto. “Estou convicto de que a ponte virá mas mais tarde, assim como todas as coisas que viriam associadas a ela”, disse.
“Somos obrigados a tomar medidas dolorosas”
No mesmo discurso, Carlos Humberto avançou que a quebra de receitas da CMB, entre 750 mil a 1 milhão de euros, obrigará a “medidas dolorosas” por parte da autarquia.
“As Câmaras têm menos condições para colmatar decisões urgentes e exigem medidas dolorosas”, disse.
O presidente da autarquia recordou a importância das questões de sociais e da ajuda mútua para combater os actuais problemas do concelho. “As questões da solidariedade pessoal, emocional, material e de compreensão mútua, são essenciais em qualquer sociedade”, afirmou.
Vanessa Sardinha













