Alcidio Torres sociólogo de MontijoÉ essencial a criação de uma «Rede Nacional de Ética Pública»
Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal do Montijo, divulgou a obra "O Regresso dos Partidos", que editou em co-autoria com Alcidio Torres, e, defendeu que os partidos têm que “encontrar novas formas de funcionamento” para que possam “fazer a diferença”.

Por Jornal Rostos
Alcidio Torres, hoje, à tarde, no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, lançou o seu novo livro «A questão da ética publica no século XXI». A obra foi apresentada por Guilherme d´Oliveira Martins.
A sessão contou com a presença de Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines, Edmundo Pedro, fundador do Partido Socialista.
Antes da apresentação do novo livro de Alcidio Torres, Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal do Montijo, divulgou a obra "O Regresso dos Partidos", que editou em co-autoria com Alcidio Torres, agora em 2ª edição.
Sem partidos não há democracia
A autarca sublinhou que os partidos «sem ética perdem muito de sua função», e, acrescentou que, «sem partidos não há democracia».
Referiu Maria Amélia Antunes que, actualmente, os partidos, não se apercebem que o mundo mudou, “mantêm os seus procedimentos, fechando-se em si próprios, tornando-se redutores”, e, não cumprindo o papel de “mediadores da cidadania”.
Maria Amélia Antunes, perante o distanciamento que existe entre os cidadãos e os partido, defendeu ser necessária uma profunda reflexão – “os partidos devem regressar para cumprir o seu papel de agentes de participação”.
Garante do pluralismo e da democracia
A autarca referiu o elevado índice de abstenção nas eleições de 5 de Junho, que identificou como sendo um reflexo do “sentido critico” dos cidadãos para com os militantes e dirigentes partidários.
“Só participa que se identifica, quem não se identifica não participa” – sublinhou.
Maria Amélia Antunes sublinhou que os cidadãos têm, cada vez mais, uma opinião mais negativa sobre os partidos “que nada fazem e vão ficando isolados”.
A autarca defendeu que os partidos têm que “urgentemente” de “encontrar novas formas de funcionamento” para que possam “fazer a diferença”.
Recordou que os partidos são o “garante do pluralismo e da democracia”.
Primado da democracia sobre o mercado
Alcidio Torres, no decorrer do lançamento do seu novo livro defendeu a importância de ser criada em Portugal uma «Rede Nacional de Ética Pública», como base de um Sistema Nacional de Ética Pública.
Alcidio Torres sublinhou que «a democracia assenta na confiança pública», e, defendeu que é essencial que exista «o primado da democracia sobre o mercado».
Falta uma valorização da «dimensão ética»
O investigador referiu que em Portugal há uma «crise de legitimidade e de carácter», e, considerou
que as elites portuguesas estimulam o «facilitismo», porque falta uma valorização da «dimensão ética».
Alcidio Torres sublinhou ser necessário defender a qualidade dos serviços públicos, a sua eficiência, e, na sua opinião, tal, pressupõe a existência de um clima de confiança, de prestação de contas, a existência de «uma ética de responsabilidade», que, exige uma «ética do serviço público».
Uma «nova filosofia de responsabilidade individual»
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Alcidio Torres, sublinhou que a implementação de uma politica de «menos Estado/melhor Estado» não deve significar uma redução gradual dos serviços prestados, e, neste contexto, criticou que «racionalizar seja feita à custa de perda de valor».
Alcidio Torres criticou que em Portugal exista uma «omnipresença do Estado» e defendeu ser necessária uma «nova filosofia de responsabilidade individual».













