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Perspectivas

“A SECIL e a ciência na Arrábida” - SetúbalTema de mais uma semana de portas abertas

A Cimenteira SECIL voltou a abrir as suas portas à população. O Rostos acompanhou esta actividade na manhã de Sábado, com o mote “A SECIL e a ciência na Arrábida”.

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“A SECIL e a ciência na Arrábida” - Setúbal Tema de mais uma semana de portas abertas

Por Jornal Rostos

Cerca das 9h30 no Largo José Afonso juntámo-nos ao grupo para embarcarmos no autocarro que nos iria levar às instalações da Fábrica no Vale da Rasca para a sessão de Acolhimento.
Esta actividade repete-se há oito anos para, nas palavras do Professor José Manuel Palma, o nosso anfitrião, «dizer às pessoas que a SECIL tenta ter uma consciência muito grande sobre o Sítio onde nos encontramos e a importância que para nós tem a Arrábida».
«Temos feito muito trabalho científico e temos investido muito esforço para conhecer exactamente aquilo que fazemos na Arrábida e aquilo que podemos fazer melhor na Arrábida» sublinhou este responsável referindo-se ao tema da sua exposição “A SECIL e a ciência na Arrábida”, acrescentando que «neste momento nós sabemos mais sobre a Arrábida que qualquer organismo publico, privado, universidade, etc.».
Para além de toda a monitorização que a empresa realiza com meios próprios, conta com colaboração de um painel de entidades para a análise científica dos impactes da sua actividade, das quais constam: Ergo (Laboratório europeu); UVW (Especialistas em modelação de dispersão de poluentes); Instituto Superior Técnico (IST); Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT-UNL); Universidade de Évora (UE); Faculdade de Ciências (FCUL); Instituto Superior Agronomia (ISA); Cambridge Environmental (E.U.A.). No âmbito da Biodiversidade a SECIL tem protocolos com o Centro de Biologia Ambiental (CBA) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa na área da recuperação paisagística e com o Departamento de Biologia, Universidade de Évora para a componente faunística.

Depois da exposição sobre a visão actual e futura da SECIL para a sua actividade na Arrábida, entrámos de novo no autocarro, desta vez o destino era o complexo fabril do Outão onde, no cais já nos aguardava o Barco Évora. Já a bordo prosseguiram as explicações efusivas por parte do nosso anfitrião que complementavam a visão privilegiada que tínhamos de toda a zona envolvente ao longo deste percurso náutico.
De novo em terra começámos a subir em direcção ao viveiro de plantas onde são multiplicadas, por técnicos especializados, 16 espécies de árvores e arbustos da flora da Arrábida: Carvalho cerquinho, zambujeiro, lentisco, medronheiro, alfarrobeira, aroeira, Alecrim, rosmaninho, folhado, murta madressilva, pinheiro manso, sabina da praia, alfazema brava, trovisco fêmea e carrasco. Esta importante ferramenta para a recuperação da paisagem natural da serra «tem vantagens económicas, uma vez que antes as plantas eram compradas em viveiros públicos e a vantagem da melhor adaptação das espécies ao meio natural» referiu a Engª Alexandra Silva, responsável pela Biodiversidade, que nos acompanhou também na visita à pedreira onde podemos observar o trabalho de reflorestação do talude já realizado bem como a preparação das próximas etapas do processo.
Antes do regresso a Setúbal fomos levados de novo ao vale da Rasca onde tivemos contacto com alguns equipamentos interactivos sobre os diversos temas abordados na visita.

As visitas repetem-se nos dias 9 e 10 de Julho entre as 9h30 e as 13h e das 14h30 às 18h.

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