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Unidade de Cuidados Continuados Integrados em Alhos VedrosUma obra que valoriza o concelho da Moita

. Regresso da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros à área da Saúde

A nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados “Francisco Marques Estaca Júnior” da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, localizada no Bairro Gouveia, na freguesia de Alhos Vedros, conta com 52 quartos, permitindo o funcionamento de 75 camas: 15 destinadas a Cuidados Paliativos, 30 a Cuidados de Média Duração e Reabilitação e 30 de Cuidados de Longa Duração e Integração.
A nova Unidade de Saúde um investimento na ordem dos 6 milhões de euros, contribui para a criação de 75 postos de trabalho directos.

4 min de leitura
Unidade de Cuidados Continuados Integrados em Alhos Vedros Uma obra que valoriza o concelho da Moita

Por Jornal Rostos

Raul Coelho, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, acompanhado de Maria João, neta de Francisco Marques Estaca Júnior, descerraram a placa que assinalou a inauguração da nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados.
A cerimónia contou com a presença de centenas de pessoas, dirigentes associativos, autarcas e representantes das Santas Casas da Misericórdia da região e do país.

Regresso da Santa Casa à área da Saúde

Raul Coelho, sublinhou no decorrer da cerimónia inaugural que a criação desta nova valência da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, significa o regresso da intervenção da instituição à área da Saúde – “há anos perdida”.
Recordou que esta obra foi um sonho de Jorge Fatia, antigo Provedor recentemente falecido – “um homem puro e bom” que foi “o pioneiro” deste projecto.
Ao evocar a memória da acção de Jorge Fatia, as centenas de pessoas presentes aplaudiram de pé calorosamente.
Raul Coelho expressou a sua emoção e “muita felicidade” de estar presente neste dia de inauguração da nova Unidade de Cuidados Continuados, que será – “um porto de abrigo” e de “prestação de um serviço social” de “cuidados de saúde e enfermagem a doentes necessitados”.

Uma obra que valoriza o concelho da Moita

Américo Palha, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, referiu que esta nova Unidade é um investimento que contribui para melhorar a qualidade e modernidade da Saúde no concelho da Moita e – “valoriza o concelho”.
Recordou o contributo da Câmara Municipal da Moita através da cedência do terreno, numa área de 7500 m2.
Maria João, neta de Francisco Marques Estaca Júnior, agradeceu a homenagem prestada ao seu avô e recordou todos aqueles que de forma desinteressada e gratuita contribuíram para concretizar esta obra.

Uma rede nacional de Cuidados Continuados

Cardoso Ferreira, do Conselho Nacional das Misericórdias, sublinhou que a inauguração do novo equipamento – “é um grande momento para a Misericórdia de Alhos Vedros e para as Misericórdias Portuguesas”.
Sublinhou a importância do “retorno das Misericórdias à área da Saúde” e contributo que estão a dar na criação de uma Rede Nacional de Cuidados Continuados – “em complementaridade com o Estado” libertando camas nos Hospitais, com vantagens para o “erário público”.

Melhoria dos Cuidados de Saúde no concelho da Moita

Rui Garcia, Vice Presidente da Câmara Municipal da Moita, sublinhou que – “esta obra assinala um passo em frente na melhoria dos Cuidados de Saúde no concelho da Moita”.
Recordou que a obra é uma herança de “homens sonhadores e dedicados” que acreditam em causas sociais e políticas.
Referiu que a Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros com 515 anos de história transmitiu os seus valores até ao século XXI, os quais se “consolidaram com os valores de Abril”.

Os cidadãos não são números

O autarca alertou para as dificuldades que estão previstas na área da Saúde, em sequência dos acordos com a troika, assumidos pelos partidos da área da governação.
“A situação vai agravar-se” – sublinhou porque os “tecnocratas do governo” na sua acção “esquecem as pessoas” e apenas se preocupam com “os números”.
“Os cidadãos do concelho da Moita não merecem ser tratados como números” – sublinhou.

Após as intervenções realizou-se um espectáculo cultural e um convívio.

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