Escola Técnica Profissional da MoitaTaxa de empregabilidade dos alunos atingiu 88%
. Uma realidade que hoje atinge 2760 pessoas
Não queremos ser uma escola com uma proposta educativa isolada, mas queremos ser uma escola aberta para responder às necessidades da nossa comunidade” – sublinha Alexandre Oliveira, presidente do Conselho Directivo da Escola Técnica Profissional da Moita.

Por Jornal Rostos
A Escola Técnica Profissional da Moita arrancou com a sua actividade no ano lectivo 2006/2007, tendo como objectivo suprir uma necessidade muito sentida no concelho da Moita, onde se registava um deficit de qualificação muito elevado.
“A formação profissional seria uma resposta natural para combater os desequilíbrios em termos de qualificações da população do concelho” – sublinha Alexandre Oliveira, Presidente do Conselho Directivo da Escola Técnica Profissional da Moita.
Uma realidade que hoje atinge 2760 pessoas
De referir que a Escola Técnica Profissional da Moita foi criada em articulação com o Ministério da Educação e pertence à Rede Pública de oferta do Ministério.
A Escola começou o seu primeiro ano lectivo com três turmas, leccionando três Cursos Profissionais, com uma comunidade educativa de cerca de 100 pessoas.
“A evolução da Escola nos anos seguintes evidencia bem que estávamos certos quando identificamos esta lacuna no concelho, porque, ao longo dos anos, passámos de uma comunidade educativa com cerca de 100 pessoas, para uma realidade bastante diferente que hoje atinge 2760 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, os quais servimos com uma oferta bastante diversificada” – refere Alexandre Oliveira.
Valorar competências dos adultos na vertente profissional
A Escola Técnica Profissional da Moita oferece as actividades de enriquecimento curricular para os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico, do Agrupamento Fragata do Tejo e Agrupamento José Afonso.
Promove Curso Profissionais de Educação, que este ano vai atingir cerca de 20 turmas, abrangendo 450 jovens, na formação profissional.
Por outro lado, através do Centro Novas Oportunidades, a escola dá resposta ao eixo adultos, estando inscritos 1760 adultos, tanto na vertente escolar, como na vertente profissional
“Uma das vantagens de sermos escola profissional é que também podemos valorar as competências dos adultos na vertente profissional” – sublinha o presidente do Conselho Directivo.
Dinamizar uma «Incubadora de ideias de empresas»
Alexandre Oliveira, refere que este ano vão arrancar três turmas de Educação e Formação de Adultos, numa acção em estreita colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Por outro lado, vai ser dinamizada uma «Incubadora de ideias de empresas» que se destina a dar apoio a um programa de educação de empreendedorismo, ao nível do 10º , 11, e 12 º ano.
“Vamos lançar uma incubadora para apoiar os alunos e as ideias que resultam desse percurso formativo, mas também para dar apoio às PME’s, que no concelho e nos concelhos limítrofes precisam de apoio sobretudo na área de formação e requalificação dos seus recursos humanos” – sublinha Alexandre Oliveira.
“Este é um passo muito importante que vamos dar, no inicio do próximo ano lectivo.
Nós vamos continuar a diversificar a nossa oferta formativa a aumentá-la porque acreditamos que é, nesta oferta muito abrangente e diversificada que a escola cumpre a sua missão social” – refere o presidente do Conselho Directivo.
A maior comunidade educativa do concelho
“Nós sentimos que somos indiscutivelmente um parceiro fundamental na promoção da coesão social do concelho da Moita, porque somos uma entidade educativa que ganhou uma dimensão e uma escala de referência, hoje, somos a maior comunidade educativa do concelho. Não há nenhuma que tenha 2700 pessoas envolvidas, nas diferentes áreas, fruto da resposta com qualidade que temos sempre prosseguido, realidade que é visível” – salienta Alexandre Oliveira.
“Ainda este ano lectivo a procura que tivemos, o número de candidaturas que tivemos de alunos, para as várias vertentes, continua a ser bastante superior à nossa oferta.
E, isso não se tem por acaso, tem-se pelo trabalho, que temos vindo a desenvolver desde 2006” – sublinha.
Escola reconhecida pela tutela
Alexandre Oliveira sublinha o reconhecimento que a Escola tem tido por parte da tutela – “tem sido muito disponível”.
“Nós temos de forma muito periódica reuniões de acompanhamento, quer com a Direcção Regional de Educação, quer ao nível do próprio Ministério” - recorda.
Ao longo dos seus anos de funcionamento a Escola Técnica Profissional da Moita já formou 420 crianças, jovens e adultos.
Por outro lado, ao nível do Programa da Novas Oportunidades recebeu a inscrição de 1760, tendo sido Certificados 280 adultos.
Formações gratuitas obtidas por qualquer pessoa
Outro âmbito da actividade da Escola Técnica Profissional da Moita, está relacionada com as Formações Modelares Certificadas - formações de curta duração – no âmbito das TIC, Inglês ou Higiene e Segurança no Trabalho.
São formações gratuitas que podem ser obtidas por qualquer pessoa que queira fazer formação e melhorar as suas competências, para tal, basta inscrever-se na escola.
Existe um público permanente disponível para participar nas acções de Formação Modelares, já estão 700 pessoas inscritas, e, foram Certificadas 380 participantes.
Recorda, Alexandre Oliveira , que há «Formações Modelares» que são solicitadas por instituições para valorizar os seus recursos humanos, de acordo com as necessidades de formação da entidade.
Por outro lado, também se inscrevem pessoas que estão no desemprego que procuram, através desta formação, adquirir novas competências.
E, também, existem pessoas que têm lacunas – por exemplo Inglês – existindo casos de muitos licenciados que contactam a escola para obter esta formação.
Criar novas competências aos desempregados
A Escola Técnica Profissional da Moita mantém, também, em funcionamento o Gabinete de Inserção Profissional, através do qual faz o acompanhamento de cerca de 700 pessoas que estão em situação de desemprego, das freguesias da Moita, Sarilhos Pequenos e Gaio-Rosário.
O Instituto de Emprego e Formação Profissional como não tem instalações na Moita estabeleceu uma parceria com a Escola, que faz através do Gabinete de Inserção Profissional, o acompanhamento individual das pessoas em situação de desemprego.
Nesta actividade a escola procura fazer o enquadramento proporcionando oferta formativa que permita criar novas competências aos desempregados, de forma que mais facilmente possam reentrar no mercado de trabalho.
“Nós procuramos introduzi-las no Mercado de Trabalho, para isso temos uma Bolsa de Emprego, que resulta de termos 320 protocolos, com várias empresas e entidades da região” – sublinha Alexandre Oliveira.
Taxa de empregabilidade atingiu 88%
A Escola Técnica Profissional da Moita procura garantir aos seus alunos a oportunidade de desenvolver competências na realidade das empresas, e, tal, tem contribuído para resultados positivos.
“A nossa taxa de empregabilidade no ciclo formativo de 2006 – 2009 atingiu 88%.
Há muitas empresas que acolhem os nossos alunos após a sua formação em contexto de trabalho” – sublinha o presidente do Conselho Directivo.
“Vamos procurar manter esta taxa de empregabilidade elevada, porque, este é um importante factor competitivo” – sublinha, acrescentando – “as famílias e os jovens, cada vez mais, fazem as escolhas das ofertas educativas que existem, em função desse factor”.
Ligação com o mercado de trabalho
Guilherme Rocha, Director Pedagógico da Escola, salienta que – “tem que haver uma atenção em termos pedagógicos para ir ao encontro das expectativas de emprego e criar condições na escola para dar uma formação ao nível das competências que são necessárias para a entrada no mercado de trabalho”.
“Há uma estreita ligação com o mercado de trabalho e com as empresas sobre as suas necessidades” – refere, acrescentando – “este é um ensino profissional e por isso é importante esta ligação com o mercado de trabalho”.
Responder a necessidades da região
É, por essa razão que os Cursos que a escola proporciona não têm a ver com a lógica da reposição de postos de trabalho.
“Nós temos um trabalho articulado entre IEFP, as Direcções regionais e as escolas. O IEFP fornece informação relativamente à dinâmica de criação e destruição de postos de trabalho por família profissional.
A Escola quando decide, através do seu Conselho Consultivo, planear a oferta formativa, tem por base um levantamento da realidade da região.” – salienta Alexandre Oliveira.
A Escola não atende à especificidade do concelho mas da região e procura respeitar as expectativas dos empresários em termos de emprego futuro, e, naturalmente, estrutura os Cursos de acordo com as suas capacidades, quer do ponto de vista das suas condições físicas, quer dos seus recursos humanos.
“Podem existir algumas áreas mais prioritárias mas a escola pode não ter condições, quer ao nível de instalações ou de recursos humanos” – sublinha Alexandre Oliveira.
Curso de Energias Renováveis
Na Escola Técnica Profissional da Moita, são ministrados o Curso de Energias Renováveis, tendo sido a primeira escola na região a promover formação nesta área.
“Vamos manter este Curso, numa perspectiva de médio e longo prazo, porque as energias renováveis, são uma realidade fundamental para o desenvolvimento da estratégia da Agenda 21, por isso, temos que continuar a apostar nesta área” – salienta o presidente do Conselho Directivo.
Curso de Hotelaria e Restauração.
Outra área de referência da Escola é o Curso de
Hotelaria e Restauração.
“Este ano vai ter na totalidade 4 turmas em simultâneo” – é referido, sendo salientado o facto de ser “um curso de grande empregabilidade”.
“Para este curso nós temos condições excelentes
temos um Restaurante Pedagógico - onde os alunos fazem práticas simuladas – temos uma Cozinha Pedagógica, com todas as condições.
E, mantemos um conjunto de ligações a entidades da área, que nos facilitam na prestação desta formação com qualidade” – sublinha Alexandre Oliveira.
Restauração é uma imagem de marca
Por outro lado, recorda que muitas entidades – “quase querem recrutar os alunos ainda quando eles estão no 11º ano, ou quando estão a fazer formação em contexto de trabalho, isto, de facto, é aquilo que nos mostra que estamos no caminho certo”.
“Nas férias os nossos alunos estão quase todos a trabalhar” – sublinha.
De referir que ao nível da Restauração a escola é, muitas vezes convidada para fazer serviços de catring.
“A Restauração é uma imagem de marca da escola” – sublinha com um grande sorriso Alexandre Oliveira.
Será o único Centro no concelho da Moita
Outra área da actividade da Escola Técnica Profissional da Moita, está ligada ao Programa das Novas Oportunidades.
“O balanço que fazemos do nosso Centro de Novas Oportunidades é bastante positivo” – refere o presidente do Conselho Directivo, recordando que esta é “uma realidade recente no nosso país, que funciona desde o final de 2008”.
De acordo com o reajustamento da rede das Novas Oportunidades não vão ficar em funcionamento todos os Centros de Novas Oportunidades que existem no país.
“Na avaliação feita pela Agência o nosso Centro é um dos que vai manter-se em funcionamento, será o único no concelho da Moita ” – sublinha.
Certificados 300 formandos
“Isto resulta da avaliação que foi feita, quer do ponto de vista da gestão dos recursos, quer do ponto de vista da gestão pedagógica.
Os Centros foram avaliados durante dois anos contínuos, tendo sido contratualizados resultados e o processo pedagógico.
“Sendo este um processo novo em Portugal existiram vários riscos, penso que os riscos foram bastante bem acautelados” – sublinha Alexandre Oliveira.
Na Escola Técnica Profissional da Moita foram efectuadas 1700 inscrições, tendo sido Certificados 300 formandos.
“Não foi uma certificação fácil” – refere, acrescentando – “há uma proporção bastante equilibrada, foi muito bom”.
“Fazemos um balanço positivo, agora, vão ter que ser feitos ajustes o que é normal, porque as politicas devem ser sempre avaliadas e corrigidas, dado que não há nenhuma politica que seja perfeita” – salienta.
Uma escola aberta a toda a comunidade
“A Escola na sua diversidade acaba por espelhar o que é a sua equipa, aquilo que é a dinâmica do serviço que presta. Nós somos uma escola aberta a toda a comunidade.
Não queremos ser uma escola com uma proposta educativa isolada, mas queremos ser uma escola aberta para responder às necessidades da nossa comunidade” – sublinha Alexandre Oliveira.













