Requalificação da Quimiparque e construção da ponte Barreiro/ChelasExigência dos trabalhadores em manifestação no Barreiro
Arménio Carlos, da CGTP- IN, hoje, no decorrer de uma concentração no Barreiro, que juntou cerca de 500 trabalhadores, referiu que o actual Governo quer ser “mais papista que o papa”impondo medidas que vão para além do acordo da troika.
Arménio Carlos, exigiu que o Governo tenha “respeito pelo Estado Social”, e, acusou o Governo de pretender aprovar legislação laboral que “é muito perigosa”.

Por Jornal Rostos
Cerca de 500 trabalhadores das autarquias, EMEF, outras empresas do concelho do Barreiro, e, população, hoje, pela manhã, concentraram-se no Parque Catarina Eufémia, tendo seguido, posteriormente, em manifestação até ao Centro de Emprego do Barreiro, onde procederam à entrega de uma Resolução aprovada pelos manifestantes.
Importância da luta dos trabalhadores da EMEF
Arménio Carlos, da CGTP- IN, referiu que o actual Governo quer ser “mais papista que o papa”impondo medidas que vão para além do acordo da troika.
Sublinhou a importância da luta dos trabalhadores da EMEF e o papel que esta empresa poderia desenvolver na economia portuguesa, contribuindo para o desenvolvimento do concelho do Barreiro e do país.
Por outro lado, salientou o papel dos trabalhadores das autarquias, a acção dos municípios e das freguesias, na acção que desenvolvem ao serviço das populações.
Acabar com direitos conquistados por sucessivas gerações
Arménio Carlos, exigiu que o Governo tenha “respeito pelo Estado Social”, e, acusou o Governo de pretender aprovar legislação laboral que “é muito perigosa”, pois, visa “acabar com direitos conquistados por sucessivas gerações”.
“Tenho a certeza que cada um de vocês não se resigna” – sublinhou, obtendo como resposta dos manifestantes o grito – “A Luta Continua”.
Foi apresentada uma Resolução, aprovada pelos manifestantes por unanimidade e aclamação, onde, se refere que – “o país encontra-se numa situação difícil e não podem ser tomadas decisões que comprometam o futuro da economia e do bem-estar dos portugueses.”
Serviços sociais estão a ser atacados
“Na Administração Central o governo PSD/CDS para implementar a sua política de direita, utiliza a redução da despesa pública para encerrar ou eliminar muitos serviços e organismos públicos, com brutais reflexos imediatos no emprego dos trabalhadores e na sua prestação de serviços à população.
Na Administração Local, para além do aumento do custo de vida e congelamento dos salários em dois anos, o governo decidiu congelar as progressões decorrentes de avaliação de desempenho e promoções.
Os trabalhadores que estavam a contrato, após concurso são colocados com salários inferiores aos que auferiam.
Os serviços sociais estão a ser atacados, as despesas com a saúde a aumentar, querem impor alterações no horário de trabalho.” – é salientado na Resolução.
Governo pretende privatizar a CP, CP-Cargas e EMEF
“No sector Ferroviário, o governo pretende privatizar a CP, CP-Cargas e EMEF, com todas as consequências e custos para os trabalhadores, população para o país.
As oficinas da EMEF no Barreiro correm o risco de encerramento e os trabalhadores de despedimentos, quando o concelho do Barreiro e o País precisam de uma política de aumento de produção e mais emprego, neste caso garantir a reparação/manutenção neste sector de actividade, evitando a entrega do trabalho a terceiros, quando pode ser efectuado com menos custos neste grupo oficinal, onde existe mão de obra classificada tanto na vertente diesel, como na vertente eléctrica.” – é sublinhado no texto aprovado na concentração.
Apoiar as propostas da CGTP-IN
Nas conclusões da Resolução aprovada pelos trabalhadores e população do Barreiro, presentes na concentração realizada no Parque Catarina Eufémia, foi decidido:
1 — Apoiar as propostas da CGTP-IN já apresentadas ao governo, propostas que asseguram o desenvolvimento económico e social, nomeadamente:
• A renegociação da dívida, dos prazos e dos juros;
• O investimento na produção nacional na industria, agricultura e pescas;
• O aumento do poder de compra dos salários e das pensões, incluindo o SMN para os 500 euros;
• A criação de mais e melhor emprego, contra o desemprego e a precariedade;
• O reforço da protecção e dos apoios sociais;
• A defesa e melhoria das funções sociais do Estado e dos serviços públicos, promovendo políticas de proximidade às populações, com a valorização dos seus trabalhadores e das suas condições de trabalho;
O combate à fraude, evasão fiscal e economia clandestina;
• A paragem das privatizações e o reforço da presença do Estado nas empresas e sectores estratégicos para o desenvolvimento do país;
2 — Exigir do Governo as medidas necessárias e adequadas para a manutenção das oficinas da EMEF no Barreiro, com o objectivo de defender a reparação/manutenção no país, defender os postos de trabalho e o interesse nacional.
3 — Exigir do governo, medidas e decisões que garantam a continuação dos projectos e obras no concelho, nomeadamente a requalificação da Quimiparque, a construção da ponte Barreiro/Chelas e a conclusão das obras de prolongamento do 1C13, como assim dos projectos de desenvolvimento da Região/Distrito de Setúbal.
BREVES REGISTOS













