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Perspectivas

A NÓS inaugurou na Moita Lar Residencial «Nossa Casa»Já esta a adjudicar no Barreiro uma nova obra de maior envergadura

. É possível fazer obras sem derrapar

. Instituições nem sempre merecem o apoio devido

Mário Durval, Presidente da Direcção da NÓS, no decorrer da inauguração do Lar Residencial «Nossa Casa», referiu que terminada esta grande obra – “não adormecemos e já estamos a adjudicar uma nova de maior envergadura: um centro de actividades ocupacionais, quatro residências autónomas e um serviço de apoio domiciliário”.

Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, salientou que é importante construir uma sociedade “mais esclarecida aos problemas dos cidadãos com deficiência”.

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A NÓS inaugurou na Moita Lar Residencial «Nossa Casa» Já esta a adjudicar no Barreiro uma nova obra de maior envergadura

Por Jornal Rostos

A Nós – Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente inaugurou, ontem, o Lar Residencial “NOssa Casa”, um espaço destinado a pessoas adultas com deficiência com reduzidos níveis de autonomia e com a capacidade para 18 utentes.
As novas instalações disponibilizam 10 quartos, salas de jantar e de estar, cozinha, mini lavandaria e um espaço exterior para actividades lúdicas e desportivas.
Este projecto contou com o apoio da Câmara Municipal da Moita que cedeu dois terrenos municipais, com uma área total de 10.810 m2, avaliados em 94.500 euros.
O Lar Residencial “Nossa Casa” teve um custo global superior a 675 mil euros, tendo sido apoiado pelo Programa PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, com uma verba na ordem dos 430 mil euros, a restante verba resultou do investimento da NÓS, que contou com apoios de donativos particulares e empresas.
A cerimónia inaugural, contou com a presença de Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade e da Segurança Social.

Vivemos numa sociedade com muito pudor

Isabel Angelino, madrinha da Associação NÓS, expressou o seu orgulho de estar presente e ser um dos rostos desta causa de solidariedade social.
Enquanto decorria a visita das entidades oficiais às novas instalações, Isabel Angelino conversou com Paulo Bento, seleccionador nacional, que referiu a importância de “cada vez mais pessoas expressarem a solidariedade e respeito por estas causas”.
Também, Ricardo, Guarda Redes da Selecção Nacional, e, padrinho da NÓS, sublinhou a sua felicidade por ver nascer esta obra, e, recordou que em tempos de crise, as pessoas tendem a ser mais solidárias.
Por outro lado, referiu que apesar de muita coisa ter mudado, nos dias de hoje, ainda se sentem alguns estigmas sociais em relação ao cidadão com deficiência – “vivemos numa sociedade com muito pudor”.

Adjudicar uma nova obra de maior envergadura

Mário Durval, Presidente da Direcção da NÓS. recordou que esta obra é a concretização de um sonho de muitas pessoas que “souberam ao longo de anos manter firmes propósitos”, agradecendo a todos os que contribuíram para tornar o sonho uma realidade.
Por outro lado, referiu que terminada esta grande obra – “não adormecemos e já estamos a adjudicar uma nova de maior envergadura: um centro de actividades ocupacionais, quatro residências autónomas e um serviço de apoio domiciliário”.
“A nossa consciência impele-nos para arriscarmos uma nova aventura” – sublinhou.

Nem sempre merecem o apoio devido

Mário Durval, salientou que os objectivos da associação “se confundem com os do Estado Social”, mas, “nem sempre merecem o apoio devido”.
Referiu que o nível de empenhamento voluntário, os baixos custos de funcionamento – “ mereceriam outro nível de comparticipações públicas”.

É possível fazer obras sem derrapar

O presidente da Direcção da NÒS, salientou que a instituição consegue – “níveis de gestão e execução que nos dão credibilidade para merecermos apoios”.
Deu, como exemplo, o facto da obra que estava sendo inaugurada, ter sido concluída com um custo total de empreitada exactamente ao inicialmente previsto – “mostra que é possível fazer obras sem derrapar”.
Mário Durval, encerrou a sua intervenção, visivelmente emocionado, lendo um poema, onde o sonho e ousadia, a loucura que transforma se exprimia como vontade de persistir e acreditar que – “uma ravina apenas se atravessa de um único salto”.

Crise não pode afectar os direitos fundamentais dos cidadãos

João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, recordou que a autarquia sempre esteve disponível para ajudar as instituições do concelho, que representa – “estar na vida politica de forma solidária e democrática”.
O autarca alertou para as consequências das medidas de austeridade que estão a ser implementadas, que têm – “consequências avassaladoras para os doentes crónicos e para as pessoas com deficiência.”
“Não podemos deixar que a crise ponha em causa os direitos fundamentais dos cidadãos” – referiu o autarca.

Reconhecer a acção das instituições

Pedro Mota Soares, Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, salientou que é importante construir uma sociedade “mais esclarecida aos problemas dos cidadãos com deficiência”.
Referiu o exemplo da NÓS como, um daqueles, que demonstra como a sociedade civil, antes do Estado, consegue desenvolver projectos de inclusão social,
“O Estado deve reconhecer que existem outros com capacidade de fazer” – salientou, referindo que estas instituições têm mais flexibilidade de agir que o Estado e conseguem unir esforços locais.

Dispensar a maioria de 2/3 dos residentes do seu condomínio

Pedro Mota Soares, sublinhou que os cidadãos com mobilidade reduzida, “esbarram na incompreensão” e não podem, muitas vezes, construir rampas de acesso ou plataformas elevatórias, porque a legislação actual obriga que esta medida seja aprovada por 2/3 dos membros do condomínio.
Nesse sentido, anunciou que vai propor alterações legislativas de forma que os cidadãos com deficiência ou mobilidade reduzida, possam concretizar a construção dos acessos.

Fortalecer o 3º sector

O Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, referiu a importância de ser reforçado o papel do 3º sector - Economia Social – de forma a ser criada uma rede de acção social.
Divulgou que vai estar em discussão uma Lei de Bases da Economia Social, com o objectivo de – “fortalecer o 3º sector”, garantindo regras de fiscalidade especificas.

Diversidade, Esperança e Alegria.

A cerimónia terminou com o lançamento de três balões, por utentes do novo Lar Residencial, onde estavam inscritas as palavras - Diversidade, Esperança e Alegria.






















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