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Perspectivas

Nuno Banza, Vereador do Ambiente do BarreiroMata da Machada como área protegida local só faz sentido com o envolvimento das pessoas

João Farinha, da Universidade Nova, no final da Sessão de Participação Pública sobre a Mata da Machada que, ontem, decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro sublinhou que – “há ideias fáceis de concretizar, para as quais não são precisos muitos recursos, há um grande potencial para desenvolver, agora é preciso juntar vontades”.

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Nuno Banza, Vereador do Ambiente do Barreiro Mata da Machada como área protegida local só faz sentido com o envolvimento das pessoas

Por Jornal Rostos

Realizou-se ontem à tarde, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, a Sessão de Participação Pública sobre a Mata da Machada, uma iniciativa que teve como objectivo promover uma reflexão e debate sobre a Mata da Machada e sua sustentabilidade e o seu papel na melhoria da qualidade de vida do concelho do Barreiro.

Uma estratégia de sucesso

Nuno Banza, Vereador Responsável pela área do Ambiente na Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou a importância do envolvimento da população ( que registe-se marcou uma presença significativa nesta iniciativa), acrescentando que a Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina, são – “as área naturais mais importantes do ponto de vista da conservação da natureza que existem no concelho do Barreiro”.
O autarca referiu que o envolvimento de todos no processo de classificação daqueles espaços como Área Protegida Local é condição essencial para que seja desenvolvida uma “estratégia de sucesso”.
Recordou que a realização da «Agenda de Actividades» foi exemplar na motivação e participação, dado que envolveu milhares de cidadãos em Maios de 100 actividades.

Envolvimento das pessoas

Nuno Banza sublinhou que o desígnio de classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina como «Área Protegida Local» só faz sentido com o envolvimento das pessoas.
“Os valores naturais do Barreiro devem ser reconhecidos pelos cidadãos” – referiu.

1ª reserva natural local criada em Portugal

O evento contou com a participação de Nuno Gomes Oliveira, Director do Parque Biológico de Gaia, que proporcionou aos presentes diversa informação sobre as boas práticas daquele projecto reconhecido ao nível nacional e internacional como uma experiência de sucesso.
Nuno Oliveira, salientou que o Parque Biológico de Gaia iniciado há cerca de 30 anos desenvolveu um percurso de criação de espaços de educação e tomada de consciência dos valores da natureza.
“Esta foi a 1ª reserva natural local criada em Portugal” – sublinhou, acrescentando que foi pensada inicialmente como Centro de Educação Ambiental.

Experiências foram adaptadas mas não copiadas

Na sua intervenção, referiu as linhas estratégicas de criação do Parque Biológico de Gaia, nomeadamente – “conservar a biodiversidade, sem ser uma área natural”; mostrar plantas, sem ser jardim botânico”; Mostrar animais, sem ser jardim zoológico” e “conservar o património, sem ser um museu”.
Nuno Oliveira recordou que o desenvolvimento do projecto foi fruto de muitos contactos internacionais que proporcionaram conhecer experiências, que ao longo do tempo foram adaptadas mas não copiadas.
”A roda já foi inventada” – salientou.

2 milhões de visitantes

Referindo alguns resultados da existência do Parque Biológico de Gaia, salientou que este é o local em Portugal onde mais animais são recuperados e restituídos à liberdade, tendo sido tratados mais de 3000 animais/ano, sendo 50% restituídos à natureza.
O parque desde a sua criação em 1982 já teve mais de 2 milhões de visitantes, na sua maioria cidadãos com formação ao nível superior, na ordem dos 60% dos visitantes.
Tendo sido criado para receber grupos de alunos de escolas, actualmente é mais visitado por público não escolar e adulto.
Recordou que, anualmente, durante o mês de Junho o parque recebe visitantes interessados em “ver o espectáculo dos pirilampos”, com inscrições prévias de 500 pessoas por noite, que esgotam sempre.
Nuno Oliveira expressou toda a disponibilidade em colaborar com a Câmara Municipal do Barreiro no desenvolvimento de projectos para a Mata da Machada e Sapal do Rio Coina.

Áreas vitais na estrutura ecológica municipal

Pinto Àngelo, apresentou diversos aspectos de caracterização do território da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, do ponto de vista histórico, enquadramento no Plano Director Municipal, uma área de 400 hectares, dos quais 150 hectares estão ao dispor da NATO.
É uma área com uma boa rede de acessos, com excelentes locais de observação, e, também com uma boa rede de protecção de incêndios.
Recordou que no âmbito do Plano Municipal do Ambiente estão reconhecidas como «áreas vitais» na estrutura ecológica municipal.

Passos significativos na última década

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que nas ideias estratégicas de desenvolvimento do concelho do Barreiro, a Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina, assim como toda a frente ribeirinha, são áreas essenciais ao desenvolvimento da qualidade de vida.
O autarca referiu que “deram-se passos significativos na última década que é preciso consolidar”.
Sublinhou que é importante reaprender a tratar com o Sapal do Rio Coina e Mata da Machada e integrar estes espaços na estratégia de desenvolvimento do concelho.

A arte e a natureza

De referir que no decorrer da sessão o artista plástico Kira, fez o registo das ideias força em debate na sessão, pintando três telas, sobre os temas – ambiente, sustentabilidade e economia, para preservar a memória do evento e valorizar com o seu sentido estético um olhar da arte e sua relação com a natureza.
Na sala estavam expostos diversos quadros, criados por barreirenses que participaram em workshops de pintura da natureza realizados na Matada da Machada, no âmbito da Agenda de Actividades.

Há ideias fáceis de concretizar

A Sessão após a reunião plenária prosseguiu com trabalho de Grupo, tendo os participantes lançado sugestões e diversas propostas de trabalho para melhoria das condições de acesso e de fruição da Mata da Machada.
João Farinha, da Universidade Nova, no final da Sessão de Participação Pública sobre a Mata da Machada que, ontem, decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro sublinhou que – “há ideias fáceis de concretizar, para as quais não são precisos muitos recursos, há um grande potencial para desenvolver, agora é preciso juntar vontades”.

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