Jornal Rostos ( Barreiro / Setúbal ) na descoberta da União EuropeiaA Europa não é um dado adquirido
O jornal Rostos esteve presente numa visita à Comissão Europeia, em Bruxelas, a convite da Europe Direct da península de Setúbal, entidade responsável pela divulgação de informações referentes à União Europeia e aos 27 países que a constituem.
Uma visita que permitiu reconhecer como é importante existir uma a visão global relativamente à União Europeia e aquilo que esta significa na vida de cada europeu. Somos 500 milhões, de 27 países e 23 línguas distintas.

Por Jornal Rostos
A Europe Direct reuniu nesta visita um «grupo de multiplicadores de informação». No primeiro dia o grupo teve oportunidade de se conhecer e também de visitar a cidade, que, para alguns já era familiar.
O grupo constituído por 24 pessoas, era constituído por representantes de várias entidades da península de Setúbal, nomeadamente da área agrária, instituições de caridade e da imprensa regional.
A visita à cidade de Bruxelas foi guiada pelo amigável e hospitaleiro Eng.º Manuel Meireles, representante da delegação regional da Europe Direct na península de Setúbal, conhecedor da cidade proporcionou ao grupo uma jornada mais tranquila e agradável.
A Europa não é um dado adquirido
No segundo dia realizou-se a visita à Comissão Europeia, começou logo pela manhã, sendo o grupo acompanhado por Adelaide Pinto, bastante simpática e acolhedora.
Na conversa com o grupo, não escondeu as saudades que sente de Portugal, referindo, também, as diferenças do nível de vida que tem actualmente comprativamente aquando residia em Portugal.
O grupo teve o ensejo de conhecer a Comissão Europeia, a sua estrutura e modelo de funcionamento.
Numa conferência com Ana Faria, com actividade na Comissão Europeia, há já 16 anos, onde desenvolve funções no departamento que organiza os dossier’s para os conselheiros do presidente da U.E.
Foi proporcionado um amplo conhecimento da União Europeia, com um breve resumo sobre a sua formação e desenvolvimento ao longo dos tempos.
Ana Faria, sublinhou ser importante ter uma a visão global relativamente à União Europeia e aquilo que esta significa na vida de cada europeu. Somos 500 milhões, de 27 países e 23 línguas distintas.
“A Europa não é um dado adquirido” - sublinhou.
“A Europa esta grande epopeia, não a devemos ter como certa e para tal é preciso dar mais valor a este continente que faz parte de nós, daquilo que somos e daquilo que podemos ser” – referiu Ana Faria.
Recordou que para além de um conjunto de valores a U.E. é também Economia, da qual beneficiamos, mas para a qual, agora temos que contribuir.
Educação essencial na valorização da cultura Europeia
Ana Faria salientou, a fraca dimensão existente da União Europeia na área da Educação, sendo esta um dos actores decisivos na criação da personalidade que posteriormente se traduz em ideias, valores e princípios.
É através da educação, especialmente dirigida à faixa etária das crianças, que existe muito trabalho por concretizar.
No final da sua intervenção Ana Faria teceu comentários sobre a situação específica, que Portugal enfrenta actualmente.
“O que é que nos falta?” – interrogou, acrescentando – “ Talvez não saibamos enumerar os problemas que temos, mas sabemos dizer inúmeras vezes que os temos. Ao invés de valorizarmos o pequeno, mas enorme país que somos.”
As politicas de comunicação e parcerias
Manuel Romano, da direcção geral de comunicação de governos dos estados membros, referenciou a importância da comunicação como estratégia de valorização das politicas europeias.
A Comunicação política, salientou, tem que estar directamente ligada à agenda política e os seus acontecimentos.
Por outro lado, é fundamental que exista uma Comunicação descentralizada dirigida aos cidadãos, ou seja, aquela que contribui para que se promova a cooperação entre instituições e prepare actividades de comunicação com os diferentes parceiros.
Recordou que, com o Tratado de Lisboa, em vigor desde Dezembro de 2009, tornou-se mais fácil conjugar estes dois pontos distintos, de forma , a “ligar a comunicação às prioridades da comunicação estratégica”, valorizando como pontos mais importantes desta estratégia, as relações com entidades locais e as redes de parceiros.
Manuel Romano sublinhou que “Portugal necessita de uma atenção especial, mas a sua resolução cabe obviamente ao Governo Nacional.”
Temas dirigidos à área agrária
Após as conferências, o grupo participou num almoçou oferecido pela Comissão Europeia.
Após o almoço o grupo visitou a Biblioteca da Comissão Europeia, guiado por Adelaide Pinto.
Nas sessões da tarde, os temas foram mais dirigido à área agrária, proporcionando aos representantes das empresas regionais conhecer a nova reforma da O.C.M. (organização comum do mercado vitivinícola) de 2008 e a sua implementação em Portugal.
Eugénio Fonseca salientou que Portugal continua a não ser valorizado
No final da visita o Rostos, em conversa com Eugénio Fonseca, presidente da Caritas, recolheu uma opinião de balanço desta vista.
Eugénio Fonseca referiu que o importante é que esta visita contribua para valorizar Setúbal, que, disse, “defender até ao fim do mundo”.
Referiu que no grupo encontrou em todos a preocupação de defender e valorizar a região de Setúbal, e, expressou o seu desejo que esta visita possa abrir portas para a “concretização de novos projectos na área da agricultura, da terra e do vinho”.
Eugénio Fonseca, salientou que Portugal continua a não ser valorizado.
“ É pois, com pena que menciono o facto dos nossos deputados continuarem sem saber enaltecer a nossa agricultura” - sublinhou.
Por outro lado, o presidente da Caritas, comentando a actual situação no distrito de Setúbal, referiu que, por vezes, se faz uma grande comparação com a situação que se viveu nos anos 80, e, na sua opinião, tal, não é correcto, pois, nos tempos de hoje existem infra-estruturas diferentes.
“É com alguma preocupação que receio o que se prevê para 2012, no que diz respeito às pequenas e médias empresas” – salientou.
No entanto, Eugénio Fonseca, espera que nada aconteça às empresas de maior dimensão da região de Setúbal, fazendo votos que estas continuem a dar suporte à economia regional.
Marta Sales Pereira













