Muitas vezes paramos para ver, mas raramente paramos para ouvir«Sons do Arco Ribeirinho Sul» um projecto para descobrir a «paisagem sonora»
Fonseca Ferreira, Presidente do Conselho de Administração da Sociedade do Arco Ribeirinho Sul, sublinhou que diversas razões contribuíram para acolher com entusiasmo o projecto da OUT.RA, porque este “é um projecto singular”.

Por Jornal Rostos
Rui Dâmaso, Director do OUT.FEST, salientou ontem, no Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada, que o projecto «Sons do Arco Ribeirinho Sul» vai prolongar-se até ao ano 2013, tendo como objectivo a recolha de sons destes territórios.
“Queremos contribuir para preservar o património da região” – sublinhou.
Diversidade de sons que tem esta cidade
Luis Antero, técnico de sons, que vai ficar responsável pela recolha dos sons, referiu que numa acção que já realizou, tal permitiu-lhe aperceber-se da “diversidade de sons que tem esta cidade”, desde o som das abelhas, até ao ruído do pontão do Terminal dos barcos.
Raramente paramos para ouvir
Luis Antero, sublinhou que através desta recolha de sons, pretende-se contribuir que todos possam sentir “a paisagem sonora o mais abrangente destes locais”.
Recordou que, no quotidiano, “muitas vezes paramos para ver, mas raramente paramos para ouvir”.
“É preciso ouvir de olhos vendados” – sublinhou.
Uma cidade onde é possível ser feliz
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que a maior riqueza do Barreiro é o ser humano, na sua diversidade – “somos iguais e somos diferentes”.
Esta é uma terra sempre marcada por ser – “uma terra de trabalho”, “uma terra que tem como objectivo construir uma cidade onde é possível ser feliz”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que a cultura faz parte da vida do Barreiro, há muitas pessoas sensíveis ao património.
O autarca referiu que o Arco Ribeirinho Sul é um projecto do concelho do Barreiro, mas é também um projecto para ajudar o país.
“Tudo o que se fizer para que ele avance é positivo, tudo o que se fizer para que não avance é um mau exemplo e é um contributo negativo” – referiu.
Carlos Humberto saudou a realizou deste projecto da Associação OUT.TRA, porque é um contributo positivo para valorizar o projecto Arco Ribeirinho Sul, um exemplo que não são só as questões económicas que interessam.
Um projecto singular
Fonseca Ferreira, Presidente do Conselho de Administração da Sociedade do Arco Ribeirinho Sul, sublinhou que diversas razões contribuíram para acolher com entusiasmo o projecto da OUT.RA, porque este “é um projecto singular”.
Recordou que o Arco Ribeirinho Sul é um projecto de requalificação territorial, no Barreiro, no Seixal e em Almada.
“O território não é um espaço físico, não é só obra, não é só requalificação” – sublinhou.
Fonseca Ferreira recordou que um território é marcado por tudo o que nele existe, as suas actividades humanas, a sua cultura, os seus sons.
“A cultura é fundamental para o desenvolvimento regional” – referiu.













