Área Protegida Local no BarreiroNuno Banza, Vereador do Ambiente da Câmara do Barreiro
Mata da Machada «um espaço de múltiplas responsabilidades»
“O esforço que a autarquia faz hoje para trazer para as luzes da ribalta um espaço com tanto valor e ao mesmo tempo tantas necessidades de conservação, tem a dupla função de ajudar a conservar os valores existentes, ao mesmo tempo que pretende reunir esforços e juntar vontades em torno da resolução das suas mais prementes necessidades.” – referiu Nuno Banza, vereador responsável perla área do Ambiente, na abertura da Conferência sobre Áreas Protegidas Locais, que está a decorrer, hoje, na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Nuno Banza, vereador responsável pela área do Ambiente da Câmara Municipal do Barreiro, hoje, na abertura da Conferência sobre Áreas Protegidas Locais, sublinhou que a razão que levou a autarquia a organizar uma conferência sobre este visa – “a recolha dos contributos e a partilha de experiências”.
Densidade populacional que o coloca nas cidades mais densas do país
O autarca recordou que concelho do Barreiro “viveu profundas alterações nos últimos 3 séculos, que o transformaram repetidamente e o fizeram perder e ganhar características, trazendo aos nossos dias um território marcado por duas realidades distintas, uma de cariz eminentemente urbano, com uma densidade populacional que o coloca nas cidades mais densas do país, ao mesmo tempo que conservou um território de cariz eminentemente rural, com áreas de agricultura e sem ocupação humana ou áreas de excepcional valor natural, como são disso exemplo a Mata Nacional da Machada e o Sapal do Rio Coina.”
Barreiro diferente daquele que a memória colectiva conserva
Este contexto, salientou, “mostra hoje um Barreiro de características muito diferentes daquelas que a memória colectiva conserva, de um passado industrial já praticamente desaparecido, procura hoje forma de consolidar a sua oferta de emprego, de assegurar uma boa qualidade de vida aos seus habitantes, ao mesmo tempo que se debate com as disfunções decorrentes de um desenvolvimento urbano desordenado e com bolsas de património construído em avançado estado de degradação.”
Habitats de importante valor natural
Nuno Banza salientou a importância da Mata Nacional da Machada e ao Sapal do Rio Coina, como um conjunto de espaços sobre os quais incidem várias jurisdições, de propriedade maioritariamente pública, nos quais se desenvolvem uma multiplicidade de actividades e onde ocorrem um conjunto de espécies animais e vegetais, que constituem em alguns locais, habitats de importante valor natural.
Referiu que – “para o melhor conhecimento destes valores, a Autarquia tem vindo a trabalhar com diversos parceiros, nomeadamente no levantamento da Fauna, Flora e Habitats, na caracterização da Avifauna e tendo ainda em curso o levantamento das espécies de morcegos que aí ocorrem.”
Consolidar uma estratégia mais vasta que se estenda ao nível do concelho
Segundo o Vereador Nuno Banza, a Autarquia considera que este território tem uma grande importância no desenvolvimento do concelho – “pode ajudar a consolidar uma estratégia mais vasta que se estenda ao nível do concelho e que ao mesmo tempo ajude a projectá-lo fora de portas, deve assentar num profundo conhecimento das suas potencialidades e dos seus valores, ao mesmo tempo que deve identificar a suas fragilidades e necessidades prementes. Por outras palavras, precisamos de identificar o que já sabemos e o que ainda nos falta saber sobre este território, para podermos tomar as melhores decisões.”
História, a memória e funções ambientais
Neste contexto defendeu que para “tornamos este caminho num caso de sucesso” foi tomada a decisão de “investir na elaboração de um plano estratégico”.
“A história, a memória e as funções ambientais que eles desempenham são apenas parte do valor deste nosso tesouro. O potencial que ele encerra e a sua capacidade de se constituir como gerador de soluções para os novos desafios que se nos colocam neste modelo de desenvolvimento, é talvez o seu maior valor.” – sublinhou Nuno Banza.
“O esforço que a autarquia faz hoje para trazer para as luzes da ribalta um espaço com tanto valor e ao mesmo tempo tantas necessidades de conservação, tem a dupla função de ajudar a conservar os valores existentes, ao mesmo tempo que pretende reunir esforços e juntar vontades em torno da resolução das suas mais prementes necessidades.” – acrescentou.













