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Perspectivas

SDUB «Os Franceses» no Barreiro«Uma colectividade que não está com medo do futuro»

Luis Vitório, Presidente da Direcção da SDUB «Os Franceses, ontem, no decorrer da Sessão Solene evocativa do 141º aniversário da colectividade, sublinhou que esta é – “uma colectividade que não está com medo do futuro, mas o presente é muito difícil”.

Na sua intervenção referiu que “não deixamos cair” o projecto de construção da Creche, um investimento na ordem dos 820 mil euros, embora, agora, tendo apoios mais reduzidos que outras instituições que, recentemente, construíram o mesmo tipo de equipamentos.

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SDUB «Os Franceses» no Barreiro «Uma colectividade que não está com medo do futuro»

Por Jornal Rostos

Fernando Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral da SDUB «Os Franceses», na abertura da Sessão Solene evocativa do 141º aniversário da colectividade, expressou a sua satisfação pelo facto de existirem um amplo leque de actividades que motivam os jovens a marcar presença no seu quotidiano – “o futuro da colectividade está assegurado” – sublinhou. .
O dirigente sublinhou a importância da participação dos jovens tendo por objectivo gerar novos dirigentes.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral lançou diversos desafios, desde o intercâmbio de actividades das diversas colectividades ao nível local e regional, passando pela realização de homenagens a antigos barreirenses, até, à criação do Prémio ao associado que mais contribua para a promoção das actividades da colectividade.

Franceses soube adaptar-se aos novos tempos

Júlio Dias, em representação da Junta de Freguesia do Barreiro, sublinhou que o Movimento Associativo desempenha um papel importante na vida da freguesia, nomeadamente a SDUB «Os Franceses» que, disse, “soube adaptar-se aos novos tempos”.
O autarca recordou que vivemos tempos difíceis que afectam o Poder Local e o Movimento Associativo – “as coisas vão regredir” – referiu.

Situação financeira impede-nos de ir mais longe

O Vereador Carlos Moreira, em representação da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que a SDUB «Os Franceses» é uma colectividade que “tem rejuvenescido ao longo dos anos, sendo um agente vivo da nossa cidade”.
O autarca salientou as dificuldades do Poder Local, os cortes de verbas que dificultam a situação financeira – “impede-nos de ir mais longe nos apoios ao movimento associativo” - sublinhou.

Levam crianças e deixam estrutura humana

Luis Vitório, Presidente da Direcção da SDUB «Os Franceses», numa intervenção que sentiam-se as palavras vibrar à flor da pele, recordou que a colectividade vive “momentos extremamente difíceis”, tal como o país, “nós não somos uma ilha”.
Recordou as muitas actividades que são desenvolvidas, e, as dificuldades que existem, actualmente no funcionamento do Colégio Inicio, que tem uma concorrência aberta ao nível do Ensino Publico – “estão a levar as crianças e deixa-nos a estrutura humana”.
Luis Vitório sublinhou que a colectividade não tem dinheiro para pagar indemnizações por isso acaba por ter um garrote.
Recordou que a colectividade conta com 30 trabalhadores e mais 8 a recibo verde – “são poucas as empresas no concelho com estes postos de trabalho”.
“O dinheiro não chega para os vencimentos” – disse.

Investimento na Creche ronda os 820 mil euros

O Presidente da Direcção da SDUB, divulgou a recente criação do «Serviço de Apoio Domiciliário», que envolve a formação de 16 pessoas.
Na sua intervenção emocionada, alertou para as dificuldades da gestão corrente, que tira o sono aos dirigentes e obriga a andar numa azáfama a solicitar apoios a entidades bancárias para que possam desenvolver projectos.
Apesar das dificuldades, Luis Vitório, referiu que o projecto de construção de uma Creche, que se arrasta desde 2008, continua a ser um desafio que – “ainda não deixámos cair”, embora, disse, “as ajudas são poucas, ou nenhumas”.
Sublinhou o dirigente da SDUB que o investimento na Creche ronda os 820 mil euros, e, lamentou o facto de, nas actuais candidaturas, o apoio do Estado, que a colectividade poderá receber, irá ser inferior ao que receberam outras instituições que construíram Creches, dando o exemplo da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro.
“Estamos a pagar mais do que o Estado nos subsidia” – sublinhou.

Investimentos eram uma necessidade

“Em tempos de seca é que se abrem os poços” – referiu, para acrescentar que a SDUB – “é uma colectividade que não está com medo do futuro, mas o presente é muito difícil”.
Luis Vitório, recordou recentes investimentos realizados, nomeadamente a compra de duas carrinhas, que eram uma necessidade imperiosa, perante as condições de segurança exigidas, assim como a aquisição de um fogão de 6000 euros, que as condições de segurança colocaram como inadiável a sua compra.
Sublinhou que, eram necessidades, apesar de saber que “a má língua” critica o facto de serem feitos investimentos quando há dificuldades financeiras.
Recordou, igualmente, que todos os dirigentes são voluntários, sendo ele remunerado, não por ser dirigente, mas por exercer funções de Gestor do Colégio.

Isto é uma colectividade de família

Luis Vitório, referiu a importância de trazer mais pessoas para a vida da colectividade, e, teceu criticas ao facto de a vida no concelho do Barreiro ser marcada por muita “partidarite”.
“Isto é uma colectividade de família – “somos democratas e vamos continuar com todas as tendências politicas na vida da colectividade”.
“Não perguntamos às pessoas qual é o partido quando entram para associados” – sublinhou.

No final da sessão foram entregues emblemas aos associados com 25 e 50 anos de vida associativa e prestada uma homenagem ao «Mestre Pessanha».
De referir, que, antes da sessão solene, decorreu uma festa das actividades da colectividade, com grande animação e envolvimento de dezenas de jovens em modalidades, entre outras, Hip-Hop, Dança e Ballet.

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