Em Sessão de Solidariedade do MDM na MoitaAntónio Guterres criticado por não olhar os 5 milhões de refugiados Palestinos

Por Jornal Rostos
Ontem, domingo, dia 30 de Outubro, no Salão da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) promoveu uma sessão de solidariedade com a Palestina.
Regina Marques, membro do Conselho Nacional do MDM, recordou que o movimento tem vindo a manifestar a solidariedade activa com o povo palestino na luta que trava pela sua autodeterminação.
Esta iniciativa salientou, insere-se nesse “espírito de solidariedade que uniu as mulheres portuguesas ao povo da Palestina”.
Unidade ampla entre as autarquias e as forças vivas
Regina Marques, referiu a importância de dar a conhecer a situação da Palestina, a qual os órgãos de comunicação social “todos os dias são alheios”, e, lançou o apelo a que seja criada uma “unidade ampla entre as autarquias e as forças vivas da Baixa da Banheira, entre as quais se inclui o MDM”, em solidariedade com aqueles que lutam por uma Palestina livre.
Há um mandato para haver um estado da Palestina
Regina Marques recordou que o território da Palestina foi ocupado pela Grã Bretanha até ao ano de 1948, e, findo o mandato britânico foi definido o direito da Palestina a constituir-se como Estado, o que acabou por não se cumprir.
Após ter sido votado pela ONU a criação do Estado de Israel, para os Judeus, gerou-se uma situação de conflito que deu origem ao êxodo de milhares de palestinos.
“Desde 1948 que há um mandato para haver um estado da Palestina, mas, essa é uma situação que ainda, hoje, não está resolvida ” – sublinhou Regina Marques.
Impera o muro da segregação
A representante do Conselho Nacional do MDM salientou, que, o MDM organizou uma exposição, divulgada nas comemorações do 1º de Maio, com o objectivo de dar a conhecer ao povo português aquilo que foi visto por uma Delegação que visitou a Palestina.
Foi o conteúdo da exposição, e, aquilo que Regina Marques viu durante a visita à Palestina, que permitiu aos presentes tomar conhecimento das situações dramáticas que marcam o quotidiano do povo palestino, que vive num disse, num “sistema de apartheid”, em Gaza e na Cisjordânia, territórios onde impera o “muro da segregação”.
“Eu vi estradas para Israelitas e estradas para Palestino” – sublinhou Regina Marques.
Referindo que os colonatos são “ilhas de Judeus” no território da Palestina.
Estradas ladeadas com muros com mais de 1000 Km
Regina Marques, recordou que nesta visita o primeiro episódio começou no aeroporto de Telaviv, onde, esteve retida, sem saber as razões e, onde, apenas perguntavam – “Quem era o meu avô?».
Referiu que na viagem pelos territórios da Cisjordânia viu estradas ladeadas com muros com mais de 1000 Km.
Sublinhou a pressão que existe por parte de Israel sobre os palestinos, nomeadamente em Israel, onde – “tentam afastar as pessoas das zonas onde vivem, mas as famílias resistem, acampando em tendas”.
Regina Marques, salientou que o povo palestino – “apenas quer ter uma terra, lutam por esse direito”.
“São pessoas doces, simpáticas, cada um conta a sua história de vida” – sublinhou.
Recordando diversos «fragmentos de uma visita de solidariedade», referiu a destruição das oliveiras, as diversas situações que existem nas cidades, com altos muros, guaritas com guardas israelitas armados, os pontos de controle que cortam as ruas, a forma como os colonatos israelitas desviam a água dos palestinos.
5 milhões de refugiados Palestinos
Regina Marques, referiu que desde 1946 até 1999, o povo Palestino tem sido retirado do seu território.
“A Palestina qualquer dia não tem território” – salientou.
Sublinhou a existência de 5 milhões de refugiados Palestinos, espalhados pela Síria, Jordânia e Egipto.
“O Alto Comissário dos Refugiados, que é português, António Guterres, nunca olhou muito para estes refugiados” – sublinhou Regina Marques.
Regina Marques, salientou a importância do reconhecimento internacional da Palestina, e, afirmou que esta é uma luta por uma causa, «é uma luta humanista».
Uma terra de solidariedade
Nuno Cavaco, presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, recordou que a população da vila sempre abraçou causas – “esta é uma terra que tem muitas histórias de solidariedade”, e, expressou o desejo que esta iniciativa seja “mais um gesto” dessa história e um contributo para que a Palestina alcance a sua autonomia.
Se outros calam, cantemos nós
Vivina Nunes, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Moita, recordou que a autarquia sempre foi solidária com as lutas dos povos, e, com a causa da Palestina também expressou o seu apoio, nomeadamente, dando o seu apoio para a construção de uma Escola para as crianças na Palestina.
“Não temos liberdade quando a liberdade de outros não está garantida” – sublinhou a autarca.
Sublinhou que a luta do povo da Palestina é silenciada, por essa razão, afirmou – “é necessário dar mais força à solidariedade”.
“Se outros calam, cantemos nós” – referiu Vivina Nunes, recordando a solidariedade do povo português com o povo de Timor, que, sublinhou, deve ter continuidade no apoio ao povo da Palestina.













