TESFAL – Teatro de Ensaio da SFAL no BarreiroUma coisa é «Mania das Grandezas» outra coisa é ter grandeza a fazer Teatro…
A peça «Mania das Grandezas», de Joracy Camargo, coloca-nos a reflectir sobre um tema que, em todos os tempos, é actual, é um texto que nos desafia a pensar sobre os valores que estão presentes no quotidiano – o novo riquismo, o pedantismo.
O TESFAL tem vindo a evoluir na qualidade do seu trabalho, e, sem dúvida, com a peça «Mania das Grandezas», atingiu um nível superior, concretizado quer ao nível da interpretação individual dos seus actores, quer ao nível da criação alcançada no trabalho colectivo - na sobriedade da encenação, no requinte das escolhas musicais.
O TESFAL tem vindo a evoluir na qualidade do seu trabalho, e, sem dúvida, com a peça «Mania das Grandezas», atingiu um nível superior, concretizado quer ao nível da interpretação individual dos seus actores, quer ao nível da criação alcançada no trabalho colectivo - na sobriedade da encenação, no requinte das escolhas musicais.

Por Jornal Rostos
Quando da estreia da nova peça do TESFAL – Teatro de Ensaio da SFAL, no final comentei que, neste novo ciclo de actividade do grupo, este espectáculo marcava um “virar de página”, e, era, sem dúvida, “um sinal de maturidade do TESFAL”.
“Este é o vosso melhor espectáculo! – sublinhei.
O TESFAL tem vindo a fazer um caminho, e, o seu trabalho demonstra como os grupos de teatro amadores, são escolas de aprendizagem.
O TESFAL tem vindo a evoluir na qualidade do seu trabalho, e, sem dúvida, com a peça «Mania das Grandezas», atingiu um nível de qualidade, concretizada quer ao nível da interpretação individual dos seus actores, quer ao nível da criação concretizada no trabalho colectivo - na sobriedade da encenação, no requinte das escolhas musicais.
O TESFAL está de parabéns!
A peça «Mania das Grandezas», de Joracy Camargo, coloca-nos a reflectir sobre um tema que, em todos os tempos, é actual, é um texto que nos desafia a pensar sobre os valores que estão presentes no quotidiano – o novo riquismo, o pedantismo.
A peça coloca no centro aquele velho ditado – “Se queres ver o vilão, coloca-lhe o pau na mão”, no caso, na peça, será, se queres ver o pobre mudar de opinião, coloca-lhe o dinheiro na mão.
Uma comédia divertida. Um trabalho que decorre com ritmo e intensidade.
O espectador fica preso ao desenrolar dos sucessivos quadros. Comenta, Diverte-se.
Há quadros de uma grande beleza estética e humorística, como é o caso da acção que se desenrola entre os dois criados, no 2º Acto – a Palmira (Inês Baptista) e o Gustavo ( João Noronha) conseguem de forma vibrante, com expressão corporal, criar um momento de grande plasticidade e humorístico.
Como tive o privilégio de assistir à estreia, ontem, no salão da SFAL, no âmbito da 12ª Mostra de Teatro do Lavradio, estava curioso para «rever» e «sentir», como a paragem entre a estreia e esta reposição, poderia, ou não valorizar o trabalho.
Pois, sem dúvida, o que se regista é que todos os actores deram um salto qualitativo, vivem de forma mais intensa os seus papeis, estão mais à vontade no espaço cénico e conseguem mesmo, em determinados momentos, dar a mão uns aos outros para evitar que “as brancas” possam prejudicar o normal desenvolvimento do espectáculo.
O Ventura ( Natacha Amendoeira) é um personagem vivo e dinâmico, que transmite a sua alegria e irreverência na peça e aos espectadores .
O Janjão (Rubem Sequeira) está sóbrio e com uma perfeita interpretação, vivendo com naturalidade os dois momentos de forma plena e diferenciada – o pobre e o novo rico.
A Rosinha ( Marta Pereira) tem plasticidade no seu rosto e nos seus gestos, vive a personagem de forma marcante, e, sem dúvida, permite sentir a energia do texto e as emoções, e, diga-se, enriquece a personagem.
A Alzira ( Lurdes Sales) é um exemplo da entrega de uma actriz à sua personagem, de forma natural e com muita dignidade. Uma flor no meio da juventude.
O Onofre ( José Miguel) consegue de forma total dar o perfil psicológico do personagem, permite-nos sentir o seu conteúdo humano, e, materializa em dois contextos diferentes, acima de tudo pela linguagem a forma de pensar e sentir de um personagem que se desdobra entre dois mundos. Uma boa interpretação.
Vitalino (António Santos) tem um papel que vive de forma sincopada, bastante agradável e com serenidade,
Tina ( Sandra Rocha) domina a personagem com inteligência, seguindo uma linha de interpretação sóbria.
Petra ( Sónia Rocha) coloca força no seu papel, a fluidez discursiva e a postura corporal, dá a dimensão da personagem com muita qualidade.
O Inglês/Alemão ( Rui Pinto) expressa através da sua verticalidade o meio de controlar as duas personagens, com uma representação bem conseguida.
Um coisa é verdade: há teatro quando o público sente e vive a peça.
Há teatro quando o conjunto funciona de forma activa, dinâmica e fluida, mesmo que exista um ou outro pormenor nas marcações que podem sair ao lado, mas, que, de facto, não contam desde que o ritmo e a intensidade da peça continue a fluir.
Há teatro quando a música entra no momento certo, de forma certa, e, ela mesma é portadora das emoções que o autor pretende transmitir, ou os personagens têm que vivenciar.
O TESFAL permitiu-nos viver e sentir uma comédia, de forma corrosiva, com valores, com inteligência e muita dignidade.
O cenário clássico está natural e tem todos os recursos para dar a dimensão das exigências do texto, na sua sátira e no seu enquadramento psico-social.
Os actores estão bem, se não soubéssemos que eram amadores, podíamos pensar que era uma equipa de profissionais.
Porque, afinal, a um actor o que se exige é que viva a personagem, dando-lhe vida e personalidade própria, indo, portanto, para além da mera «leitura» do texto. Isto foi conseguido.
Para finalizar que hei-de dizer: Gostei. Gostei mesmo muito do vosso trabalho. Espero que continuem, que continuem a crescer e demonstrar que o Teatro está vivo no Barreiro, assim como, manter viva a actividade dramática na SFAL – a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro – que sempre foi e, pelos vistos, continua a ser uma escola de vida e de invenção de sonhos.
Repito, Parabéns TESFAL!
O espectáculo volta ao palco, no próximo dia 13 de Novembro, pelas 17h00, no âmbito da 1ª Festa do Teatro do Barreiro, promovida pelo PROJÉCTOR, na SIRB «Os Penicheiros».
S.P.
TESFAL – Teatro de Ensaio da SFAL
«Mania das Grandezas» de Joracy Camargo
FICHA TÉCNICA
DIRECÇÃO E ENCENAÇÃO
Lurdes Sales Pereira
Elsa Assunção
ADAPTAÇÃO
Lurdes Sales Pereira
CENOGRAFIA
Elias Guerreiro
TE5FAL
LUZ E SOM
Pedro Lima
Elsa Assunção
FIGURINOS
TESFAL
CARACTERIZAÇÃO
Luisa Reis
INTERPRETAÇÃO
Ventura — Natacha Amendoeira
Alzira — Lurdes Sales
Rosinha — Marta Pereira
Onofre — José Miguel
Janjão — Ruben Sequeira
Vitalino — António Santos
Tina - Sandra Rocha
Gustavo — João Noronha
Palmira — Inês Baptista
Petra — Sónia Rocha
lnglês / Alemão — Rui Pinto
DESIGN GRÁFICO
Cartaz e Programa
Alexandra Antunes
FOTOGRAFIA/VIDEO
Ivo Almeida
Marta Pequito
AGRADECIMENTOS
Jornal Rostos
Faty Lopes
Salão Luísa Reis
António Pequito
Vítor Baptista
APOIO
Câmara Municipal do Barreiro
Junta de Freguesia do Lavradio
PRODUÇÂO
TESFAL / SFAL
JORACY CAMARGO
Joracy Camargo (Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 1898 — Rio de Janeiro, 11 de Março de 1973) foi um jornalista, cronista, professor e dramaturgo brasileiro.
“Este é o vosso melhor espectáculo! – sublinhei.
O TESFAL tem vindo a fazer um caminho, e, o seu trabalho demonstra como os grupos de teatro amadores, são escolas de aprendizagem.
O TESFAL tem vindo a evoluir na qualidade do seu trabalho, e, sem dúvida, com a peça «Mania das Grandezas», atingiu um nível de qualidade, concretizada quer ao nível da interpretação individual dos seus actores, quer ao nível da criação concretizada no trabalho colectivo - na sobriedade da encenação, no requinte das escolhas musicais.
O TESFAL está de parabéns!
A peça «Mania das Grandezas», de Joracy Camargo, coloca-nos a reflectir sobre um tema que, em todos os tempos, é actual, é um texto que nos desafia a pensar sobre os valores que estão presentes no quotidiano – o novo riquismo, o pedantismo.
A peça coloca no centro aquele velho ditado – “Se queres ver o vilão, coloca-lhe o pau na mão”, no caso, na peça, será, se queres ver o pobre mudar de opinião, coloca-lhe o dinheiro na mão.
Uma comédia divertida. Um trabalho que decorre com ritmo e intensidade.
O espectador fica preso ao desenrolar dos sucessivos quadros. Comenta, Diverte-se.
Há quadros de uma grande beleza estética e humorística, como é o caso da acção que se desenrola entre os dois criados, no 2º Acto – a Palmira (Inês Baptista) e o Gustavo ( João Noronha) conseguem de forma vibrante, com expressão corporal, criar um momento de grande plasticidade e humorístico.
Como tive o privilégio de assistir à estreia, ontem, no salão da SFAL, no âmbito da 12ª Mostra de Teatro do Lavradio, estava curioso para «rever» e «sentir», como a paragem entre a estreia e esta reposição, poderia, ou não valorizar o trabalho.
Pois, sem dúvida, o que se regista é que todos os actores deram um salto qualitativo, vivem de forma mais intensa os seus papeis, estão mais à vontade no espaço cénico e conseguem mesmo, em determinados momentos, dar a mão uns aos outros para evitar que “as brancas” possam prejudicar o normal desenvolvimento do espectáculo.
O Ventura ( Natacha Amendoeira) é um personagem vivo e dinâmico, que transmite a sua alegria e irreverência na peça e aos espectadores .
O Janjão (Rubem Sequeira) está sóbrio e com uma perfeita interpretação, vivendo com naturalidade os dois momentos de forma plena e diferenciada – o pobre e o novo rico.
A Rosinha ( Marta Pereira) tem plasticidade no seu rosto e nos seus gestos, vive a personagem de forma marcante, e, sem dúvida, permite sentir a energia do texto e as emoções, e, diga-se, enriquece a personagem.
A Alzira ( Lurdes Sales) é um exemplo da entrega de uma actriz à sua personagem, de forma natural e com muita dignidade. Uma flor no meio da juventude.
O Onofre ( José Miguel) consegue de forma total dar o perfil psicológico do personagem, permite-nos sentir o seu conteúdo humano, e, materializa em dois contextos diferentes, acima de tudo pela linguagem a forma de pensar e sentir de um personagem que se desdobra entre dois mundos. Uma boa interpretação.
Vitalino (António Santos) tem um papel que vive de forma sincopada, bastante agradável e com serenidade,
Tina ( Sandra Rocha) domina a personagem com inteligência, seguindo uma linha de interpretação sóbria.
Petra ( Sónia Rocha) coloca força no seu papel, a fluidez discursiva e a postura corporal, dá a dimensão da personagem com muita qualidade.
O Inglês/Alemão ( Rui Pinto) expressa através da sua verticalidade o meio de controlar as duas personagens, com uma representação bem conseguida.
Um coisa é verdade: há teatro quando o público sente e vive a peça.
Há teatro quando o conjunto funciona de forma activa, dinâmica e fluida, mesmo que exista um ou outro pormenor nas marcações que podem sair ao lado, mas, que, de facto, não contam desde que o ritmo e a intensidade da peça continue a fluir.
Há teatro quando a música entra no momento certo, de forma certa, e, ela mesma é portadora das emoções que o autor pretende transmitir, ou os personagens têm que vivenciar.
O TESFAL permitiu-nos viver e sentir uma comédia, de forma corrosiva, com valores, com inteligência e muita dignidade.
O cenário clássico está natural e tem todos os recursos para dar a dimensão das exigências do texto, na sua sátira e no seu enquadramento psico-social.
Os actores estão bem, se não soubéssemos que eram amadores, podíamos pensar que era uma equipa de profissionais.
Porque, afinal, a um actor o que se exige é que viva a personagem, dando-lhe vida e personalidade própria, indo, portanto, para além da mera «leitura» do texto. Isto foi conseguido.
Para finalizar que hei-de dizer: Gostei. Gostei mesmo muito do vosso trabalho. Espero que continuem, que continuem a crescer e demonstrar que o Teatro está vivo no Barreiro, assim como, manter viva a actividade dramática na SFAL – a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro – que sempre foi e, pelos vistos, continua a ser uma escola de vida e de invenção de sonhos.
Repito, Parabéns TESFAL!
O espectáculo volta ao palco, no próximo dia 13 de Novembro, pelas 17h00, no âmbito da 1ª Festa do Teatro do Barreiro, promovida pelo PROJÉCTOR, na SIRB «Os Penicheiros».
S.P.
TESFAL – Teatro de Ensaio da SFAL
«Mania das Grandezas» de Joracy Camargo
FICHA TÉCNICA
DIRECÇÃO E ENCENAÇÃO
Lurdes Sales Pereira
Elsa Assunção
ADAPTAÇÃO
Lurdes Sales Pereira
CENOGRAFIA
Elias Guerreiro
TE5FAL
LUZ E SOM
Pedro Lima
Elsa Assunção
FIGURINOS
TESFAL
CARACTERIZAÇÃO
Luisa Reis
INTERPRETAÇÃO
Ventura — Natacha Amendoeira
Alzira — Lurdes Sales
Rosinha — Marta Pereira
Onofre — José Miguel
Janjão — Ruben Sequeira
Vitalino — António Santos
Tina - Sandra Rocha
Gustavo — João Noronha
Palmira — Inês Baptista
Petra — Sónia Rocha
lnglês / Alemão — Rui Pinto
DESIGN GRÁFICO
Cartaz e Programa
Alexandra Antunes
FOTOGRAFIA/VIDEO
Ivo Almeida
Marta Pequito
AGRADECIMENTOS
Jornal Rostos
Faty Lopes
Salão Luísa Reis
António Pequito
Vítor Baptista
APOIO
Câmara Municipal do Barreiro
Junta de Freguesia do Lavradio
PRODUÇÂO
TESFAL / SFAL
JORACY CAMARGO
Joracy Camargo (Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 1898 — Rio de Janeiro, 11 de Março de 1973) foi um jornalista, cronista, professor e dramaturgo brasileiro.



















