António Abreu «Profissional do Ano» do Rotary Clube do Barreiro«Fiz tudo o que esteve ao meu alcance pelo Barreiro»
. Não merecia que me tivessem feito aquilo que me fizeram
António Abreu, empresário, fundador da ARB – Auto Reconstrutora do Barreiro foi este ano distinguido como «Profissional do Ano», pelo Rotary Clube do Barreiro.
“Isto não é nenhum pedido de desculpas da terra, porque nada vai desculpar. Isto é uma singela homenagem a um companheiro que o clube considerou que devia ser condecorado como «Profissional do Ano».” – sublinhou Pedro Gameiro, Presidente da Direcção do Rotary Clube do Barreiro.
António Abreu, empresário, fundador da ARB – Auto Reconstrutora do Barreiro foi este ano distinguido como «Profissional do Ano», pelo Rotary Clube do Barreiro.
“Isto não é nenhum pedido de desculpas da terra, porque nada vai desculpar. Isto é uma singela homenagem a um companheiro que o clube considerou que devia ser condecorado como «Profissional do Ano».” – sublinhou Pedro Gameiro, Presidente da Direcção do Rotary Clube do Barreiro.

Por Jornal Rostos
A Homenagem ao Profissional do Ano, no Rotary Club do Barreiro, realizou na passada segunda-feira, dia 7 de Novembro, no Restaurante “Leão d’Ouro”, no local habitual das reuniões do clube.
Na sessão para além dos membros do clube, marcaram presença membros do Rotary Clube Lisboa Oeste, do qual António Abreu é membro, do Rotary Clube da Moita, familiares e amigos de António Abreu.
Foi uma cerimónia marcada pela simplicidade, num clima familiar, e, onde sentiu-se existia alguma emoção «escondida» quando foi lida a biografia do homenageado, assim como, quando António Abreu, agora com 84 anos, recordou os momentos que viveu no Barreiro.
Uma surpresa agradável
António Abreu, empresário, no decorrer da homenagem que lhe foi prestada pelo Rotary Clube do Barreiro, com a atribuição da distinção «Profissional do Ano», sublinhou que recebeu a notícia “com surpresa, uma surpresa agradável”.
Recordou que há mais de 15 anos que deixou de estar no activo e sublinhou que a sua empresa está entregue “ao meus genros, que têm orientado, muito bem, tudo aquilo que eu deixei, e, tenho um grande orgulho pela forma como têm sabido corresponder dando continuidade à obra que iniciei”.
Não merecia que me tivessem feito aquilo que me fizeram
“Custou-me muito deixar aquela obra da maneira que a deixei, mas, já não era capaz porque a idade não perdoava.
Mas, ainda hoje sinto, que não merecia que me tivessem feito aquilo que me fizeram, no entanto, os tempos conturbados vão passando e, o tempo, normalmente, é que come tudo, e, acredito, irá comer todo este passado e daqui a uns anos, já ninguém se lembra daquilo que nós passámos, ou, sobretudo, aquilo que eu passei, porque, como devem calcular custou-me muito. Os tempos passaram o que lá vai, lá vai, o tempo esquece, mas, não posso dizer que esqueço.
Quando eu for para o outro lado, levarei comigo esse desgosto, pela maneira como fui tratado aqui nesta terra” – sublinhou António Abreu, que falava com muita emoção.
Fiz tudo o que esteve ao meu alcance pelo Barreiro
“Que me perdoem os meus amigos, mas eu fiz muito, fiz tudo o que esteve ao meu alcance pelo Barreiro.
Hoje, sinto que não merecia aquilo que me fizeram, mas, já está, por isso, hoje, estou muito grato por esta atenção que me dispensaram, porque foi para mim uma surpresa.
Não estava minimamente preparado para tal, por essa razão agradeço bastante, a todos os companheiros, assim como aos companheiros do meu clube rotary que me deram o prazer de estar aqui nesta sessão.
Espero um dia aqui voltar pelo prazer de conviver com os companheiros do Rotary Clube do Barreiro” – sublinhou.
Não é nenhum pedido de desculpas da terra
Pedro Gameiro, Presidente do Rotary Clube do Barreiro, fez a entrega da placa de homenagem e, salientou – “Isto não é nenhum pedido de desculpas da terra, porque nada vai desculpar. Isto é uma singela homenagem a um companheiro que o clube considerou que devia ser condecorado como «Profissional do Ano».”
Na placa entregue podia ler-se: “Rotary Clube do Barreiro ao Profissional do Ano Rotário 2011/2012 – António Manuel Abreu”.
António Abreu leu o teor do Diploma onde estava inscrito “Ao Exmº Senhor António Abreu”, e, comentou – “Esta coisa do Exmº Senhor, não era necessário, bastava estar:«ao Companheiro»”.
O sentido humanista de António Abreu
Na sessão estiveram presentes Fernanda Afonso e Armando Soares, já distinguidos como «Profissionais do Ano».
Armando Soares, recordou o sentido humanista de António Abreu e ofereceu-lhe o livro da sua biografia.
Recordou que um dia, após um temporal, a Praça de Toiros desmontável que estava instalada junto ao Estádio do Barreirense, ficou destruída – “metade da Praça caiu”
“Que vou fazer? Fui ter com António Abreu e, ele, colocou o serviço da sua empresa ao dispor, recuperou a Praça. No final perguntei-lhe quanto era a despesa. Ele respondeu-me: Não é nada” – referiu Armando Soares, acrescentando que esta foi sempre a postura do empresário para o Barreiro e para os barreirenses.
BIOGRAFIA
António Manuel Abreu.
Nasceu em 1927, em Beja e depois de tirar a 4ª. classe, começou a trabalhar na metalúrgica bejense, aos 10 anos de idade.
Em 1943, com 16 anos, à revelia dos pais vem para Lisboa à procura de melhores condições de vida, fica a morar no Barreiro, trabalhando em várias empresas metalúrgicas em Lisboa.
Em 1952, já casado com uma barreirense, Judite Maria Duarte, abre na Rua 1º. de Dezembro uma pequena oficina metalúrgica, com fundição e torno onde dá assistência a automóveis e máquinas, a que dá o nome de Auto Reconstrutora do Barreiro.
Com o passar dos anos a oficina torna-se pequena, sendo a empresa transferida para novas instalações sitas nos sete portais. Essa pequena oficina torna-se então numa fábrica e aí nasce a marca “A. R. B.” identificativa dos semi-reboques nela fabricados que circulam por toda a Europa, levando consigo o nome do Barreiro, pois vulgarmente são conhecidos como os semi-reboques do Barreiro.
A sua paixão pelo Barreiro, tornou-o um barreirense fervoroso e chegou a ser Presidente do Futebol Clube Barreirense, no início dos anos 80.
Quando em 1974, já com cerca de 180 trabalhadores, se preparava para iniciar a exportação para o Irão, por razões políticas, vê-se obrigado a abandonar esse projeto e a sair do Barreiro, passando a viver em Lisboa.
Apesar de ter recebido vários convites, quer do Brasil, quer de Espanha para instalar a “A. R. B.” nesses países, nunca quis fazer, porque não desistiu da empresa que tinha no Barreiro.
Assim, transformou a Auto Reconstrutora numa sociedade anónima, consegue com a sua preserverança celebrar um contrato de exportação de porta máquinas para os EUA, voltando a empregar cerca de 200 pessoas.
Hoje com 84 anos encontra-se retirado, fez parte de uma geração avançada para a época, personalizada no traço industrial.
Ainda apadrinhou a nova “A.R.B.” no Barreiro, empresa que deu lugar à “Fabrequipa” que consubstancia hoje um programa industrial de defesa Nacional, o programa “Pandur”.
BREVE REGISTO
Na sessão para além dos membros do clube, marcaram presença membros do Rotary Clube Lisboa Oeste, do qual António Abreu é membro, do Rotary Clube da Moita, familiares e amigos de António Abreu.
Foi uma cerimónia marcada pela simplicidade, num clima familiar, e, onde sentiu-se existia alguma emoção «escondida» quando foi lida a biografia do homenageado, assim como, quando António Abreu, agora com 84 anos, recordou os momentos que viveu no Barreiro.
Uma surpresa agradável
António Abreu, empresário, no decorrer da homenagem que lhe foi prestada pelo Rotary Clube do Barreiro, com a atribuição da distinção «Profissional do Ano», sublinhou que recebeu a notícia “com surpresa, uma surpresa agradável”.
Recordou que há mais de 15 anos que deixou de estar no activo e sublinhou que a sua empresa está entregue “ao meus genros, que têm orientado, muito bem, tudo aquilo que eu deixei, e, tenho um grande orgulho pela forma como têm sabido corresponder dando continuidade à obra que iniciei”.
Não merecia que me tivessem feito aquilo que me fizeram
“Custou-me muito deixar aquela obra da maneira que a deixei, mas, já não era capaz porque a idade não perdoava.
Mas, ainda hoje sinto, que não merecia que me tivessem feito aquilo que me fizeram, no entanto, os tempos conturbados vão passando e, o tempo, normalmente, é que come tudo, e, acredito, irá comer todo este passado e daqui a uns anos, já ninguém se lembra daquilo que nós passámos, ou, sobretudo, aquilo que eu passei, porque, como devem calcular custou-me muito. Os tempos passaram o que lá vai, lá vai, o tempo esquece, mas, não posso dizer que esqueço.
Quando eu for para o outro lado, levarei comigo esse desgosto, pela maneira como fui tratado aqui nesta terra” – sublinhou António Abreu, que falava com muita emoção.
Fiz tudo o que esteve ao meu alcance pelo Barreiro
“Que me perdoem os meus amigos, mas eu fiz muito, fiz tudo o que esteve ao meu alcance pelo Barreiro.
Hoje, sinto que não merecia aquilo que me fizeram, mas, já está, por isso, hoje, estou muito grato por esta atenção que me dispensaram, porque foi para mim uma surpresa.
Não estava minimamente preparado para tal, por essa razão agradeço bastante, a todos os companheiros, assim como aos companheiros do meu clube rotary que me deram o prazer de estar aqui nesta sessão.
Espero um dia aqui voltar pelo prazer de conviver com os companheiros do Rotary Clube do Barreiro” – sublinhou.
Não é nenhum pedido de desculpas da terra
Pedro Gameiro, Presidente do Rotary Clube do Barreiro, fez a entrega da placa de homenagem e, salientou – “Isto não é nenhum pedido de desculpas da terra, porque nada vai desculpar. Isto é uma singela homenagem a um companheiro que o clube considerou que devia ser condecorado como «Profissional do Ano».”
Na placa entregue podia ler-se: “Rotary Clube do Barreiro ao Profissional do Ano Rotário 2011/2012 – António Manuel Abreu”.
António Abreu leu o teor do Diploma onde estava inscrito “Ao Exmº Senhor António Abreu”, e, comentou – “Esta coisa do Exmº Senhor, não era necessário, bastava estar:«ao Companheiro»”.
O sentido humanista de António Abreu
Na sessão estiveram presentes Fernanda Afonso e Armando Soares, já distinguidos como «Profissionais do Ano».
Armando Soares, recordou o sentido humanista de António Abreu e ofereceu-lhe o livro da sua biografia.
Recordou que um dia, após um temporal, a Praça de Toiros desmontável que estava instalada junto ao Estádio do Barreirense, ficou destruída – “metade da Praça caiu”
“Que vou fazer? Fui ter com António Abreu e, ele, colocou o serviço da sua empresa ao dispor, recuperou a Praça. No final perguntei-lhe quanto era a despesa. Ele respondeu-me: Não é nada” – referiu Armando Soares, acrescentando que esta foi sempre a postura do empresário para o Barreiro e para os barreirenses.
BIOGRAFIA
António Manuel Abreu.
Nasceu em 1927, em Beja e depois de tirar a 4ª. classe, começou a trabalhar na metalúrgica bejense, aos 10 anos de idade.
Em 1943, com 16 anos, à revelia dos pais vem para Lisboa à procura de melhores condições de vida, fica a morar no Barreiro, trabalhando em várias empresas metalúrgicas em Lisboa.
Em 1952, já casado com uma barreirense, Judite Maria Duarte, abre na Rua 1º. de Dezembro uma pequena oficina metalúrgica, com fundição e torno onde dá assistência a automóveis e máquinas, a que dá o nome de Auto Reconstrutora do Barreiro.
Com o passar dos anos a oficina torna-se pequena, sendo a empresa transferida para novas instalações sitas nos sete portais. Essa pequena oficina torna-se então numa fábrica e aí nasce a marca “A. R. B.” identificativa dos semi-reboques nela fabricados que circulam por toda a Europa, levando consigo o nome do Barreiro, pois vulgarmente são conhecidos como os semi-reboques do Barreiro.
A sua paixão pelo Barreiro, tornou-o um barreirense fervoroso e chegou a ser Presidente do Futebol Clube Barreirense, no início dos anos 80.
Quando em 1974, já com cerca de 180 trabalhadores, se preparava para iniciar a exportação para o Irão, por razões políticas, vê-se obrigado a abandonar esse projeto e a sair do Barreiro, passando a viver em Lisboa.
Apesar de ter recebido vários convites, quer do Brasil, quer de Espanha para instalar a “A. R. B.” nesses países, nunca quis fazer, porque não desistiu da empresa que tinha no Barreiro.
Assim, transformou a Auto Reconstrutora numa sociedade anónima, consegue com a sua preserverança celebrar um contrato de exportação de porta máquinas para os EUA, voltando a empregar cerca de 200 pessoas.
Hoje com 84 anos encontra-se retirado, fez parte de uma geração avançada para a época, personalizada no traço industrial.
Ainda apadrinhou a nova “A.R.B.” no Barreiro, empresa que deu lugar à “Fabrequipa” que consubstancia hoje um programa industrial de defesa Nacional, o programa “Pandur”.
BREVE REGISTO

















