Moção de Solidariedade com a Greve GeralAprovada por unanimidade pela Câmara Municipal do Barreiro

Por Jornal Rostos
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, apresentou, hoje, na reunião pública da autarquia, uma moção de solidariedade com a Greve Geral que está agendada para o próximo dia 24 de Novembro.
O autarca sublinhou que o texto da moção expressa a solidariedade com este dia de luta dos trabalhadores portugueses, e, recordou que, no essencial a moção era muito semelhante àquela que foi aprovada, por unanimidade, na última Greve Geral.
Ninguém defende o empobrecimento do povo português
Nuno Banza, PSD, expressou a sua vontade de votar favoravelmente a moção, porque reconhece que este é um direito dos trabalhadores, no entanto, manifestou a sua discordância por na moção estar afirmado que a Greve Geral era uma “resposta ao empobrecimento” do povo português.
Sublinhou o autarca social democrata que – “ninguém defende o empobrecimento do povo português”.
Na sua opinião, pelo texto da moção fica a ideia que “há uns que são pelo empobrecimento e outros que são pelo enriquecimento” do povo português.
Nesse sentido, sugeriu que esta frase fosse retirada, para que o seu voto fosse favorável.
“Estou a reflectir, participar nesta Greve”
Amílcar Romano, PS, expressou a concordância com a moção e sublinhou que de facto, o que está a acontecer é o empobrecimento do povo português, nomeadamente com o corte dos subsídios de Natal.
“Temos que reagir perante a afronta com a vida de todos nós, sem esgotar outro tipo de alternativas” – disse.
O autarca socialista, referiu que não tem feito greves, mas, desta vez, está a pensar fazer greve – “Estou a reflectir, participar nesta Greve” – sublinhou.
Amílcar Romano, manifestou estar de acordo que a autarquia expresse a sua solidariedade com os trabalhadores, embora, salientando, que não era favorável à votação deste tipo de moções na reunião de Câmara.
Não deve ser a Câmara Municipal do Barreiro a fazer o apelo à Greve
Zélia Silva, PS, sobre a moção da Greve Geral, sugeriu que fosse retirado o parágrafo onde era feito o apelo à participação na Greve Geral – “Não deve ser a Câmara Municipal do Barreiro a fazer o apelo à Greve” – sublinhou.
Na sua opinião a autarquia deve expressar a sua solidariedade com a Greve Geral de 24 de Novembro, mas não fazer o apelo.
“Há um empobrecimento do povo português”
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, PCP, sublinhou que era “importante fazer um esforço” para que a moção da Greve Geral fosse aprovada por unanimidade, nesse sentido aceitou que a moção fosse alterada, de acordo com as sugestões de Nuno Banza e Zélia Silva.
O autarca, sublinhou, no entanto quem na sua opinião – “Há um empobrecimento do povo português”, mesmo que não seja esse o objectivo.
A moção foi aprovada por unanimidade.













