Moita e Barreiro unidos pela primeira vez num projecto cultural«Oficina Saramago» ao longo de um ano divulga a obra e vida do escritor
Pedro Canário, Presidente da Direcção da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, hoje, no decorrer de uma conferência de imprensa, sublinhou que o projecto «Oficina Saramago», pretende ao longo de um ano contribuir para divulgar a obra e a vida do escritor.
No âmbito desta iniciativa vão realizar-se seis conferências, sendo Pilar del Rio, Presidente da Fundação José Saramago, convidada para a Conferência de Abertura, que terá como tema : «O meu compromisso é com o meu tempo”.

Por Jornal Rostos
Pedro Canário, Presidente da Direcção da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, hoje, no decorrer de uma conferência de imprensa, sublinhou que “tem sido brilhante” o envolvimento da Comunidade Escolar dos concelhos do Barreiro e Moita na implementação de propostas que visam a divulgação da obra de José Saramago.
O dirigente da cooperativa cultural referiu que o projecto «Oficina Saramago», pretende ao longo de um ano contribuir para divulgar a obra e a vida do escritor, estando previstas a realização de diversas iniciativas, assim como o envolvimento de diferentes instituições.
Um projecto aberto
Pedro Canário salientou que o projecto “cruza a sociedade de forma transversal”, e, referiu que, este, é “um projecto aberto” que “a qualquer momento acolhe novos parceiros” .
Sublinhou que para além da adesão das Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia dos concelhos da Moita e do Barreiro, estão envolvidas Escolas do concelho da Moita e Barreiro, também, os grupos de teatro Arteviva e Projéctor, assim como a Artesfera, Banda Municipal do Barreiro, Camerata do Barreiro, Cine Clube do Barreiro, UTIB e Associação GRIOT.
No âmbito deste projecto será reeditada a brochura «O Sabor da Palavra Liberdade», de José Saramago, que foi editada pela Câmara Municipal do Barreiro, no ano de 1992.
Pilar del Rio: «O meu compromisso é com o meu tempo»
De referir que no âmbito desta iniciativa vão realizar-se seis conferências, sendo a Conferência de Abertura, no próximo dia 28 de Novembro, pelas 18 horas, no Auditório da Escola Secundária de Santo André, tendo como convidada a Presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Rio, que irá abordar o tema : «O meu compromisso é com o meu tempo”.
A conferência é aberta à comunidade, mas, dado que o Auditório tem uma lotação limitada, os interessados em particpar deverão efectuar previamente a inscrição.
Um privilégio trabalhar neste projecto
Arlete Cruz, da Escola Secundária de Santo André, salientou a importância da riqueza cultural e de vida de José Saramago, para que nas escolas possam ser realizadas um conjunto de iniciativas que podem ser uma referência para – “tornar os jovens mais conscientes e materializarem a cidadania”.
Sublinhou que alunos e professores ficam “mais enriquecidos”, e, considerou que, para as escolas “é um privilégio trabalhar neste projecto”.
Algo maior que apenas o escritor
Rui Garcia, Vice Presidente da Câmara Municipal da Moita, recordou que esta “é a primeira vez que os dois municípios se irão envolver num projecto desta dimensão”.
“Olhamos para este acontecimento e José Saramago como algo maior que apenas o escritor” – referiu, acrescentando que o Nobel – “tem valores que ultrapassam essa condição de escritor”.
Rui Garcia sublinhou que José Saramago – “não ficou numa posição anémica”, foi um intelectual de “dimensão” que questionou o mundo e realidade.
Nunca se esqueceu de um tempo novo
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que reflectir sobre José Saramago é reflectir sobre o mundo presente, este que é um tempo, de “muitas dificuldades e angústias”.
O autarca referiu que os seres humanos “procuram sempre novos caminhos” e “construir um tempo novo”.
Recordou que José Saramago, foi um homem que se destacou por ser daqueles – “que nunca se esqueceu de um tempo novo”.
Referiu que o Barreiro é um concelho marcado por uma permanente “intervenção social e política”, uma terra de luta – “por um tempo novo”.
Carlos Humberto, sublinhou, igualmente, que, apesar das dificuldades – “é necessário continuar a manter iniciativas na cultura e no património humano”.













