«Nobre Terra» aposta no Licor de «Maçã Riscadinha»Que possa significar para Palmela o que a ginjinha significa para Óbidos

Por Jornal Rostos
Ângela Gonçalves, da empresa Marviflora, Ldª, dos produtos «Nobre Terra», de Palmela, hoje à tarde, no decorrer do «Palmela Wine» estava emocionada e expectante, aguardando o momento de apresentação do novo licor de «Maçã Riscadinha».
Transformar a Maçã Riscadinha num licor
“O licor da «Maçã Riscadinha» é a resposta a um desafio, de acordo com palavras da Presidente da Câmara, um desafio que nos foi lançado, pela Rota de Vinhos da Península de Setúbal e pela ADREPES, para pegarmos nos nossos produtos ao nível da produção de licores, e, agarrarmos este grande produto que temos na nossa região, transformando-o num licor.
Esta é uma forma de degustarmos a nossa bela maçã ao longo de todo o ano.” – sublinhou Ângela Gonçalves, ao jornal «Rostos».
Um ano a desenvolver esta receita
“Nós aceitámos o desafio. Estivemos um ano a desenvolver esta receita, até que atingimos o ponto que desejávamos, da qualidade que desejávamos.
E, estamos, hoje, a lançar, aqui, no Palmela Wine, este novo licor da Maçã Riscadinha.” – referiu, sentindo-se um enorme sorriso no seu olhar.
Foi processada uma tonelada de maçã
“Nós temos uma quinta de produção biológica, mas, a nossa produção de maçã já não é suficiente para aquilo que nós, neste momento, já trabalhamos.
Este ano já conseguimos processar uma tonelada de maçã, e, já trabalhámos com três produtores de maça riscadinha, que, de alguma forma viram em nós uma forma de canalizar os seus excedentes, ou a maçã de calibre que não conseguiam comercializar. Isto para nós é óptimo.” – salienta a empresária da Marviflora,
Estimular parcerias com produtores
“Um dos nossos objectivos é também contribuir para que os produtores de maçã riscadinha possam escoar o produto que não podem comercializar, por razões de calibre.
A base do nosso projecto também passa pelas parcerias económicas, pela rede de produtores que existe na nossa região.
É muito importante que os produtores saibam da nossa existência, e, também que saibam que podem ver em nós uma forma de escoar a sua produção” – refere Ângela Gonçalves.
Tradições ao nível do modo de produção
Na investigação que fizeram, foram ao encontro de tradições? – perguntámos.
“Fomos às tradições ao nível do modo de produção. O nosso modo de produção é um modo tradicional, nós trabalhamos muito com as maturações.
As tradições de produção foram incorporadas” .
Com uma grande esperança
Como se sente, agora, que vai apresentar um novo produto?
“Muito nervosa. Orgulhosa. Expectante, mas com uma grande esperança.
Espero que este produto seja bem aceite pelo nosso consumidor”.
Atingir a referência da ginjinha de Óbidos
Este produto pode vir a conquistar um nicho de mercado importante?
“Acredito que sim. Aliás, a nossa grande expectativa, e, digo-lhe, o nosso grande objectivo, é transformar este licor de Maçã Riscadinha, aqui em Palmela, naquilo que, por exemplo, a ginjinha de Óbidos, hoje em dia, representa para Óbidos”.
Um dia histórico – nasceu o Licor «Maçã da Riscadinha»
No âmbito da programação do «Palmela Wine», que decorre este fim-de-semana, na Pousada de Palmela, foi apresentado o novo licor da «Maçã Riscadinha».
Foi um momento que assistimos e registámos. Um dia histórico que marcou o culminar de um ano de trabalho e mais uma etapa de um projecto que nasceu no ano de 2009.
Um dia histórico que assinala o nascimento de um Licor de um produto de referência, que, pelo que saboreámos, vai fazer história, e, entrar na longa história de um concelho que aposta no desenvolvimento do enoturismo e na promoção de produtos de qualidade .
Criação de uma pequena indústria de produção de licores
De referir que a Marviflora, Ldª tem a sua sede em Cajados, no concelho de Palmela, e foi criada em 2009 por Marco e Ângela Gonçalves, um jovem casal de professores que decidiu dedicar-se à produção de licores com produtos agrícolas cultivados pelos próprios mas também de outros produtores locais.
Em 2010 apresentaram um projecto na ADREPES, que permitiu obter o financiamento do Subprograma 3 do PRODER, viabilizando assim o investimento que pretendiam realizar para a criação de uma pequena indústria de produção de licores.
Mais um produto da marca «Nobre Terra»
Os jovens empresários pegaram num produto local, único, a que foi recentemente atribuída a denominação de origem protegida (DOP) “Palmela”, o “Riscadinha” e transformaram o fruto numa nova experiência plena de sabores e sensações, preservando no entanto algumas das suas características organoléticas mais marcantes.
O Licor de Maçã Riscadinha é, pois, mais um produto da marca «Nobre Terra».
S.P.
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