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Perspectivas

Padre Vítor Milícias no BarreiroPovo português enfrenta desafios graves
. Misericórdias são «um estímulo para a resistência»

O Padre Vítor Milícias apresentou o livro «Obras de Misericórdia - Origens, Doutrina, Simbologia», de Jorge Morais, uma obra que referiu - "é a história da alma deste povo".

O Presidente da Federação Europeia das Misericórdias, sublinhou que – “estamos num tempo que muita gente está aflita, e, muito mais gente vai ficar muito mais aflita”, este, é um tempo que considera ser necessário retomar os valores das Misericórdias, porque são um estímulo para promover a fraternidade.

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Padre Vítor Milícias no Barreiro Povo português enfrenta desafios graves . Misericórdias são «um estímulo para a resistência»

Por Jornal Rostos

O Padre Vítor Milícias, que é o autor do prefácio da obra de Jorge Morais, apresentada no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, no passado dia 1 de Dezembro, no âmbito das comemorações dos 450 anos da Santa Casa da Misericórdai do Barreiro, dsublinhou a sua satisfação de estar presente no Barreiro – “num acto de cultura que o objectivo é a cultura, no verdadeiro sentido da palavra”, através do qual se pretende sublinhar os valores das Misericórdias.
Recordou que mantém pela Santa Casa da Misericórdia do Barreiro – “uma grande estima”, evocando, igualmente, o seu sportinguismo, e, as vezes que vinha, ao Barreiro, ver os jogos frente a um forte adversário, o Futebol Clube Barreirense.

Misericórdias fruto da genialidade portuguesa

Vitor Milícias referiu que a bibliografia que existe sobre as Misericórdias é muito vasta, e, sublinhou que a obra de Jorge Morais - “não é uma qualquer obra sobre Misericórdias”.
Recordou a vasta história das Misericórdias, que Frei Luis de Sousa, definiu como – “um fruto impar e genial deste reino”, um ´”fruto da genialidade portuguesa” que está espalhado por todo o mundo.
Salientou que – “não é possível fazer a história de Portugal, sem a história das Misericórdias”.

Misericórdias um estímulo para a resistência

O Padre Vítor Milícias salientou que o povo português, que neste momento enfrenta desafios tão graves, encontra nas Misericórdias – “um estímulo para a resistência”.
Referiu que as Misericórdias surgiram em momentos de grande dificuldade social, sendo a forma de “proteger aqueles que não tinham protecção”, uma expressão – “do ideal humanista e Cristão de fraternidade”.

Um livro que é a história da alma deste povo

Vítor Milícias, sublinhou que o livro de Jorge Morais – “não é um livro de história, é um livro da história dos valores, de cultura das Misericórdias”
“É um livro que é a história da alma deste povo” – sublinhou.
Recordou que a “cultura institucional” das Misericórdias está bem reproduzida na obra de Jorge Morais, uma cultura que apela ao “respeito como irmãos”, uma cultura de “fraternidade que liga todos os seres humanos”.
“Somos todos irmãos, todos diferentes

“Somos todos irmãos, todos diferentes, na diversidade de opções religiosas, politicas” – sublinhou.
Referiu que as Misericórdias, nos seus valores, desde 15 de Agosto de 1498, estão marcadas, por “uma visão moderna”, que considera todos os homens “irmãos em Cristo”, sejam Cristãos, sejam Judeus, ou sejam Muçulmanos.
“Nós todos somos irmãos, tudo o que há é de todos” – salientou, recordando que – “roubar para comer não é pecado”, porque, numa situação de necessidade, de sobrevivência – “é um exercício de um direito e não usurpação de um direito”.

Reagirmos com os valores das Misericórdias

“Jorge Morais teve a sensibilidade de detectar, mais que uma história sucessão de números e factos, detectou sobretudo os valores que estão subjacentes a esta grande obra” – sublinhou.
“Esta é uma obra que é a história e eco da alma das Misericórdias” – referiu.
“Num momento em que todos nós temos consciência que a humanidade está a viver tempo de grande dificuldade e de grande crise, e, que é necessário de novo encontrarmo-nos com a alma das Misericórdias, para «sobreviver» e darmos um passo para o futuro, para um futuro de esperança, para isso precisamos de uma alma, e, a alma está naquilo que é o sentido do outro como irmão” – salientou Vítor Milícias.
“Estamos num tempo que muita gente está aflita e muito mais gente vai ficar muito mais aflita” – referiu.
As Misericórdias, recordou, são o fruto daqueles que se unem, em solidariedade, para dar aos que estão aflitos uma esperança – “este livro é um estímulo para reagirmos com os valores das Misericórdias”.

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