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Pilar del Rio em Conferência no BarreiroNa Europa está instalada uma economia sem moral

Pilar del Rio, convidada para a Conferência de Abertura do projecto «Oficina Saramago», que decorreu no Auditório da Escola Secundária de Santo André, recordou a obra «Jangada de Pedra», para comentar a actual situação da Europa «que condena os pobres», é um lugar onde falta a “solidariedade”, e, onde está “instalada uma economia sem moral”.

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Pilar del Rio em Conferência no Barreiro Na Europa está instalada uma economia sem moral

Por Jornal Rostos

Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago, convidada para a Conferência de Abertura do projecto «Oficina Saramago», que decorreu, no Auditório da Escola Secundária de Santo André, que se encontrava repleto, recordou aos presentes, que os espanhóis “por muito que tentem, nunca conseguirão falar português”, justificando desta forma o facto que comunicar na língua castelhana, no entanto, salientou, que, “em todas as línguas Ibéricas nos podemos entender”, com excepção da língua Basca.

José Saramago escrevia para compreender

A presidente da Fundação José Saramago, começou por referir que José Saramago – “nos convoca porque é um grande escritor, mas, sobretudo porque é um grande cidadão”, um homem que foi – “um intelectual e um pensador”.
Salientou, Pilar del Rio, que José Saramago – “escrevia para compreender”.
Pilar del Rio, recordou a obra «Jangada de Pedra» para comentar a actual situação da Europa «que condena os pobres», é um lugar, onde, falta a “solidariedade”, e, onde está “instalada uma economia sem moral”.

Ser mulher é avançar mais o percurso da humanização

No seu percurso pela obra de José Saramago, recordou a importância da «força da mulher», e, deu um forte relevo às personagens femininas na obra do Nobel da Literatura.
Referiu que, na criação de personagens, José Saramago “viveu rodeado de mulheres”, porque estas personagens têm capacidade de conduzir a ver o que “está no interior das pessoas”.
São personagens marcadas por “paciência, capacidade de observação, generosidade e entrega”.
“Ser mulher é avançar mais o percurso da humanização” – sublinhou, afirmando que – “quem nasceu para ser generoso foi a mulher”.
Recordou que as «mulheres», personagens, criadas por José Saramago, são caracterizadas por “uma inesgotável esperança de resistir”.
Em contraposição, salientou que as personagens masculinas, de José Saramago, são “tímidas, melancólicas”, e, também “extremamente aborrecidas”.

Leitor, autor e personagem

Pliar del Rio, no decorrer da sessão, partilhou um texto, em português, que escreveu para esta acção de apresentação da «Oficina Saramago».
Um texto onde estabelece um encontro entre José Saramago e Blimunda, a personagem do «Memorial do Convento», que interroga o autor – “porque escreveste sobre homens honestos e sonhos de justiça, porque nos elegestes a nós, os pobres, como bela matéria dos teus relatos”.
Um texto que alerta para a importância da relação entre – “autor, leitor e personagem”, e, sublinha, que, nesta “cumplicidade” – “cada leitor tem a sua experiência”.

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