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Perspectivas

Bruno Vitorino, Deputado do PSD de SetúbalAplicação da matriz de forma cega será responsabilidade do PCP do Barreiro

Bruno Vitorino, Deputado da Assembleia da República, eleito pelo PSD pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, ontem, em conferência de imprensa assumiu a defesa da proposta do Governo de Reforma do Poder Local.

No que diz respeito ao concelho do Barreiro, sublinhou não ter dúvidas – “quanto à necessidade de fusão das freguesias urbanas”, mas, no que diz respeito às freguesias rurais, expressou as suas dúvidas e considera necessário ser feita “uma discussão séria”.

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Bruno Vitorino, Deputado do PSD de Setúbal Aplicação da matriz de forma cega será responsabilidade do PCP do Barreiro

Por Jornal Rostos

O deputado social democrata sublinhou que na proposta apresentada pelo Governo – “não está previsto em lado nenhum a extinção de freguesias”, mas, sim “a fusão de freguesias”.
Referiu que “o documento não diz que a matriz se aplica cegamente”, e propõe que seja feita o debate ao nível das freguesias e nos concelhos.
Bruno Vitorino defendeu a necessidade de ser feito o debate – “de forma séria a nível local”.
Na sua opinião a fusão de freguesias pode contribuir para que as freguesias ganhem em escala e dimensão, ganhando capacidade para alargarem as suas possibilidades de intervenção.

Freguesias do Barreiro postura carregada de hipocrisia

No que diz respeito à aplicação da Reforma do Poder Local no concelho do Barreiro, o deputado do PSD, também líder de bancada dos sociais democratas na Assembleia Municipal do Barreiro, salientou a importância de “ser feita uma discussão séria sobre este tema”.
O deputado criticou o facto de as Juntas de Freguesia do concelho, em comunicado, apenas afirmarem que estão contra, quando, na sua opinião deviam discutir esta matéria com a população.
Referiu Bruno Vitorino que a posição das Juntas de Freguesia do concelho do Barreiro é uma postura – “carregada de hipocrisia”.

Fusão Alto do Seixalinho, Barreiro e Verderena

O deputado social democrata salientou que, no que diz respeito às freguesias urbanas – Barreiro, Verderena e Alto do Seixalinho – “não tenho dúvidas quanto à necessidade de fusão”.
Referiu que desta forma evita-se que existam três executivos com um total de 15 eleitos, e três Assembleias de Freguesias com um total de 39 eleitos, passando a existir apenas um executivo com 5 eleitos e uma Assembleia de Freguesia com 13 eleitos.

Aplica-se a matriz a régua e esquadro

No que diz respeito às freguesias rurais, o deputado do PSD, referiu que tem dúvidas, e, salienta que podem existir razões históricas e culturais, que podem apontar para que tudo fique como está, no entanto, considera ser necessário a realização de um debate com a população.
O deputado do PSD lamenta que não seja desenvolvido no concelho do Barreiro um debate sobre este tema, e, alerta, para o facto de, caso não existam propostas, “se os autarcas recusam fazer uma discussão séria”, certamente – “aplica-se a matriz a régua e esquadro”.
“A responsabilidade é do PCP do Barreiro” – sublinhou.

Outras responsabilidades do Poder Local

Bruno Vitorino, recordou que a proposta do Governo de Reforma do Poder Local, resulta do acordo assinado com a troika, pelo Governo de José Sócrates – “ficou prevista a redução de autarquias em Portugal”.
Salientou que o Governo, em vez de apostar em reduzir optou por ir mais além e tomou a opção de Reforma do Poder Local.
Bruno Vitorino, referiu que “o mundo mudou”, registaram-se mudanças do “ponto de vista demográfico”, acrescentando que “a realidade do municipalismo em Portugal não é igual ao que era há dez anos, ou à vinte anos atrás”.
“As dificuldades dos tempos exigem outras responsabilidades do Poder Local”- sublinhou.

PCP prefere a contestação à solução

Bruno Vitorino, recordou que algumas mudanças, nomeadamente ao nível da lei eleitoral para as autarquias, é uma matéria que será discutida na Assembleia da República, onde terá que existir – “entendimentos com o PS”.
Por outro lado, salientou que “os partidos de extrema esquerda estão indisponíveis para o diálogo”.
“É uma postura errada e imobilista do PCP e do BE” – sublinhou, acrescentando que mantêm posições de “recusa de participação na procura de soluções”
“O PCP prefere a contestação à solução” – sublinhou.
Bruno Vitorino, salientou – “eu não concordo com tudo o que está anunciado”, mas, referiu, “não acredito que o PCP também discorde de tudo, a sua posição é uma postura ideológica”.

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