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Perspectivas

Filipe Marques, sindicalista, da EMEF BarreiroManutenção de material circulante no Barreiro era muito mais barato

No decorrer da conferência de imprensa, realizada após visita à EMEF- Barreiro, Filipe Marques, sindicalista, salientou que – “o Plano de Acções da empresa é um plano de destruição da empresa no curto e médio prazo”.

“Estamos carecas de ouvir falar em crise e numa situação de crise, quando se podia produzir mais e mais barato e o que se faz é reduzir as capacidades da empresa” - salientou Filipe Marques.

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Filipe Marques, sindicalista, da EMEF Barreiro Manutenção de material circulante no Barreiro era muito mais barato

Por Jornal Rostos

O sindicalista acompanhou a deputada do PCP, Paula Costa, que participou hoje, pela manhã num visita às Oficinas da EMEF no Barreiro, onde promoveu encontros com a Administração da empresa e estruturas dos trabalhadores.
Filipe Marques, referiu que o Sindicato não é contra o Plano de Acções da EMEF 2011-2015 - “só porque está contra, é contra por tudo o que o plano vai implicar”, nomeadamente porque visa “reduzir o número de estabelecimentos da EMEF”, e, “não aponta um caminho de desenvolvimento sustentado da empresa”.

Um investimento que tinha retorno

O sindicalista da EMEF sublinhou que “o Plano de Acções da empresa é um plano de destruição da empresa no curto e médio prazo”.
Recordou Filipe Marques que a EMEF no Barreiro carece de investimentos ao nível da rede eléctrica.
“Se fossem construídos 300 metros de linha electrificada para ligar a linha do Sado às Oficinas, esta era uma medida estruturante” – sublinhou.
Segundo o sindicalista esta medida iria permitir efectuar a manutenção de material circulante no Barreiro – “muito mais barato”.
“Este era um investimento que tinha retorno” – salientou.

Trabalhadores com formação para a vertente eléctrica

Filipe Marques, referiu que nas Oficinas da EMEF do Barreiro “há capacidade e há mão de obra”, inclusivamente, os trabalhadores ao longo do tempo, disse – “tiveram formação para a vertente eléctrica”.
“Estamos carecas de ouvir falar em crise e numa situação de crise, quando se podia produzir mais e mais barato e o que se faz é reduzir as capacidades da empresa” - salientou Filipe Marques.
Recordou o sindicalista que a EMEF é uma das três maiores metalomecânicas do país, com uma capacidade de mão de obra qualificada instalada, que não é aproveitada.

Concentração em defesa da EMEF

Filipe Marques divulgou que no próximo dia 11 de Janeiro, vai realizar-se uma Concentração em Lisboa, junto às instalações do Conselho de Administração da CP, para afirmar que a EMEF faz falta ao país e contra a privatização da empresa.

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