Conferência – " A Castidade na sociedade actual: valor ou semântica?" - SetúbalA castidade é viver na liberdade de não sermos dominados pelos nossos instintos mais básicos
Referiu o Pe. Francisco Mendes «a castidade é muitas vezes entendida como a ausência de relações sexuais e isto é muito redutor. A castidade é viver na liberdade de não sermos dominados pelos nossos instintos mais básicos ou, se quisermos, mais “animalescos”. Assim entendida a liberdade é libertadora e não castradora».

Por Jornal Rostos
Debater a castidade na sociedade actual foi a proposta de um grupo de formandos do CIP Stª Inês para dar início às comemorações do dia da sua padroeira na Região de Setúbal.
A iniciativa teve lugar no passado dia 19 no Auditório da Junta Regional de Setúbal.
«Falar de castidade parece hoje algo ultrapassado pois parece que é algo apenas para padres e freiras» começou por dizer o Pe. Luís Ferreira que foi o moderador deste painel de convidados do qual fez também parte o Pe. Francisco Mendes, a Irmã Eugénia Figueiredo e Psicóloga Rute Cristo, também ela Dirigente do CNE.
Ao longo da noite foi-se desmistificando o tema que muitas vezes tem interpretações menos correctas como referiu o Pe. Francisco Mendes «a castidade é muitas vezes entendida como a ausência de relações sexuais e isto é muito redutor. A castidade é viver na liberdade de não sermos dominados pelos nossos instintos mais básicos ou, se quisermos, mais “animalescos”. Assim entendida a liberdade é libertadora e não castradora».
Rute Cristo debruçou-se sobre o problema de passar esta mensagem às gerações mais jovens sugerindo que a abordagem «deverá passar pelos conceitos de respeito do outro e de si próprio já que a castidade passa pela forma sincera e saudável com que nos relacionamos connosco e com os outros».
A Irmã Eugénia Figueiredo veio dar o seu testemunho pessoal sobre uma forma particular de viver a castidade que é a da vida consagrada referindo que «o voto de castidade é um voto de Amor» acrescentando que «este voto não fecha a pessoa á fecundidade, fim último da relação, mas que abre vida à fecundidade espiritual e á vocação de servir os outros».
Pedro Pinheiro, um dos organizadores da iniciativa e formando do CIP (Curso de Iniciação Pedagógica) do CNE, que visa formar os futuros Dirigentes da Associação, referiu ao Rostos que «esta iniciativa surgiu como resposta ao repto lançado durante o curso de comemorarmos o dia de Stª Inês e pensámos que seria bom fazer algo mais do que um encontro ou uma tradicional actividade escutista e assim surgiu a ideia de debater os valores defendidos por Stª Inês e a actualidade desses mesmos valores».
Rui Nobre













