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Perspectivas

Livro «Vivências» de João José da Silva - MoitaNão deixem morrer a memória da memória

João José da Silva, autor do livro «Vivências», que ontem à noite foi apresentado no Forum Cultural José Figueiredo, referiu que ao escrever o livro quis “incentivar a escrita” e demonstrar que “a escrita está ao alcance de todos”, sendo esta uma forma de partilhar experiências e divulgar histórias guardadas.

“As histórias ficam guardadas no nosso subconsciente e um dia despertam” – sublinhou.

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Livro «Vivências» de João José da Silva - Moita Não deixem morrer a memória da memória

Por Jornal Rostos

No âmbito das comemorações do 45º aniversário da criação da freguesia da Baixa da Banheira foi efectuado o lançamento do livro «Vivências», de João José da Silva.

Raízes alentejanas das gentes da freguesia

O Forum Cultural José Manuel Figueiredo encheu para festejar os 45 anos da freguesia da Baixa da Banheira.
O evento começou com a actuação do Grupo Musical «Vozes da Planicie» que trouxe ao palco os sons das raízes alentejanas que marcam as gentes da freguesia.

Curiosidade dos mais novos e a nostalgia dos mais velhos

Seguiu-se a apresentação de um vídeo sobre o Núcleo Museológico da Baixa da Banheira, um espaço criado por João José da Silva, cuja preocupação central foi a recolha de artefactos que permitam guardar a memória de profissões.
Um espaço que foi salientado pelo Presidente da Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira que desperta a curiosidade dos mais novos e a nostalgia dos mais velhos.

Utilizem os textos na sala de aula

Helena Gregório, Tesoureira da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira que coordenou a sessão, começou por sublinhar o facto de na sessão ser apresentado o livro «Vivências» de João José da Silva, uma obra que sublinhou - “achei saborosa”.
Ana Teixeira e Telma, proporcionaram aos presentes uma abordagem dos textos escritos no livro «Vivências», com a leitura de uma história.
Ana Teixeira, professora, lançou o repto aos professores para que utilizem na sala de aula os textos de João José da Silva, dadas as suas características didácticas.

A obra mostra o mundo real

Raul Coelho, prestigiado médico do concelho da Moita, referiu que a obra «Vivências» é “um conjunto maravilhoso de textos», escritos por «um homem bom, responsável” que dedicou a sua vida à construção de “uma sociedade mais justa e fraterna”.
Referiu que a obra “mostra o mundo real” e tem um “cunho socializante e humanista”.
“Esta obra permite desenvolver um processo de aprendizagem enriquecedor” – sublinhou.

Fazer parte das Bibliotecas das escolas

Joaquim Gonçalves, salientou que “neste livro somos transportados ao nosso passado”, às “vivências de Abril”.
“Este livro deverá fazer parte das Bibliotecas das escolas do concelho da Moita” – sublinhou, dando como exemplo a história da «girafa» que pode ser contada às crianças.

A escrita está ao alcance de todos

João José da Silva, referiu que ao escrever este seu livro quis “incentivar a escrita” e demonstrar que “a escrita está ao alcance de todos”, sendo esta uma forma de partilhar experiências e divulgar histórias guardadas.
“As histórias ficam guardadas no nosso subconsciente e um dia despertam” – sublinhou.

Todas as peças têm a sua história

João José da Silva referiu, igualmente, o trabalho que desenvolveu na criação do Núcleo Museológico da Baixa da Banheira, um espaço onde sublinhou – “todas as peças têm a sua história”.
Referiu que é um núcleo museológico que – “cada vez está mais dedicado às profissões”, do sapateiro, do barbeiro, dos operários.
“As peças têm que se expor com carinho” – salientou, acrescentando que por vezes uma só peça pode ter mais significado que muitas, mas, para tal será necessário que exista espaço.
José João da Silva lançou o repto aos técnicos da área de museologia para que “dêem uma mão”, para que todo o espólio recolhido que está exposto e muito que está guardado, possa merecer tratamento e divulgado num espaço com outras condições.
A criação de um espaço museológico voltado para a divulgação de profissões é o sonho que alimentou ao longo de anos, na recolha de artefactos e na criação do Núcleo Museológico da Baixa da Banheira.

Não deixem morrer a memória da memória

Fernanda Gaspar, presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, referiu que José João da Silva, ou Veiga Nunes, “são homens que valorizam a comunidade”, que “valorizam as nossas raízes”.
A autarca, sublinhou estar emocionada com a lição de vida que recolheu ao longo da sessão e lançou um apelo - “Não deixem morrer a memória da memória”.
Fernanda Gaspar sublinhou que o livro «Vivências» de José João da Silva, é uma obra que permite a reflexão, a troca de experiências, sendo um exemplo de como a Baixa da Banheira é, de facto – “uma terra singular”.

Uma obra que orgulha a nossa terra

Nuno Cavaco, presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, na sessão salientou que a história da Baixa da Banheira, é uma história feita de pessoas, da vida das pessoas, “uma história ligada à história destes homens”, destacando o facto do livro «Vivências», de José João da Silva, ser uma obra – “que orgulha a nossa terra”.

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