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Na vida da resistência do Barreiro Manuel Cabanas foi uma referênciaRecordado o seu grito “Levanta-te Liberdade!”

Carlos Alberto Correia, na sessão de abertura da exposição «Kira – in memoriam Manuel Cabanas», fez uma leitura dos quadros de Kira, sublinhando os elementos simbólicos, que colocam o Mestre Cabanas “rodeado de opressão”, ou as pombas “sinais de pureza e harmonia” que “voam alto e longe”.

“Manuel Cabanas foi um homem que nunca deixou de intervir. Na vida da resistência do Barreiro foi uma referência ” – sublinhou Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

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Na vida da resistência do Barreiro Manuel Cabanas foi uma referência Recordado o seu grito “Levanta-te Liberdade!”

Por Jornal Rostos

A exposição «Kira – in memoriam Manuel Cabanas», na Cooperativa Operária Barreirense, vai estar patente ao público até ao próximo dia 18 de Fevereiro.
A sessão inaugural contou com a presença de personalidades dos mais variados sectores políticos do Barreiro.
A sessão de abertura foi apresentada por Jorge Fagundes . A mesa da sessão inaugural contou com a presença de Kira, artista plástico, autor das obras que homenageiam o Mestre Manuel Cabanas, Carlos Alberto Correia, Almeida Santos e Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

“Levanta-te Liberdade!”

Carlos Alberto Correia, na sessão de abertura da exposição «Kira in memoriam Manuel Cabanas» sublinhou a “força de carácter” do Mestre, recordando o episódio das comemorações do 5 de Outubro, naquele tempo em que “os ajuntamentos eram proibidos” e a “sociedade ficou cercada pela GNR”.
“Houve quem se angustiasse, mas o Mestre Cabanas agigantou-se num discurso de luta, pela liberdade, igualdade e fraternidade” – sublinhou Carlos Alberto Correia.
Recordou que Manuel Cabanas tinha uma afilhada a quem dera o nome de «Liberdade», e, naquela sessão, cercada pela GNR, com “a sua eloquência de sempre” o Mestre ergueu a voz e dirigindo-se à sua afilhada disse : “Levanta-te Liberdade!”.

Sinais de pureza e harmonia

Carlos Alberto Correia, recordou, igualmente o seu primeiro quadro de Kira – O grito – que retratava “uma paixão acesa”, pois Kira era conhecedor “dos meus dramas e paixões”.
Neste contexto de reflexões, Carlos Alberto Correia questionou – Para que serve a arte? Para que servem os sonhos?, sublinhando que – “um país que despreza a sua arte, despreza-se a si próprio”.
Na sua intervenção, fez uma leitura dos quadros de Kira, sublinhando os elementos simbólicos, que colocam o Mestre Cabanas “rodeado de opressão”, ou as pombas “sinais de pureza e harmonia” que “voam alto e longe”.
Carlos Alberto Correia salientou que nos quadros de Kira é possível ir ao encontro do Mestre Cabanas nos seu percurso de – “homem, politico e cívico”.

Mestre Cabanas não morreu está presente

António João Sardinha, presidente da Direcção da Cooperativa Operária «Os Corticeiros», sublinhou o orgulho em receber a exposição de homenagem a Manuel Cabanas, um homem que se entregou a uma causa – “a causa comum, a causa de todos”.
“Mestre Cabanas não morreu está presente entre nós” – sublinhou.
Recordando a ligação do Mestre Cabanas à cooperativa leu a mensagem escrita no Livro de Honra, pelo Mestre, no ano 1940, no dia que entrou pela primeira vez nas instalações.

Na vida da resistência do Barreiro foi uma referência

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou as memórias de um Barreiro cheio de vida, do pulsar das fábricas, num tempo que esta terra era – “um Barreiro vibrante”.
Recordou que desde criança frequentou a cooperativa, num tempo que sair da sua rua até ao Parque – “era ir para muito longe de casa”.
Recordou que tem memórias de Manuel Cabanas de o ver a trabalhar, e, também de professor de Caligrafia na Escola Alfredo da Silva.
Recordou a sua intervenção politica, quando em 1969, se encontrou com Manuel Cabanas que “era um decano”.
“Manuel Cabanas foi um homem que nunca deixou de intervir. Na vida da resistência do Barreiro foi uma referência ” – sublinhou.

Fazer um mundo mais bonito

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou, igualmente, a acção do pintor Kira, a sua ligação ao Barreiro – “a sua disponibilidade para participar e fazer com os outros, fazer pequenas e grandes coisas, porque o que faz não é dele é nosso”.
Kira, sublinhou Carlos Humberto, faz da sua arte – “uma forma de cidadania, de intervir e fazer um mundo mais bonito”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que de Manuel Cabanas devemos retirar – “a esperança no futuro” e de Kira a sua “alegria e combatividade”.

Kira, «in memoriam» de Manuel Cabanas

Visite a exposição na Cooperativa Operária «Os Corticeiros», na Rua Drº Eusébio Leão, nº 11, no Barreiro.
A exposição pode ser visitada todos os dias das 17 às 21 horas.

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