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Perspectivas

Para amar o Barreiro é preciso conhecer o Barreiroafirma José Caro Proença ao comemorar 90 anos de vida

José Caro Proença, assinalou no dia 3 de Março o seu 90 º aniversário, para marcar a efeméride um grupo de amigos participou num almoço de convívio realizado no Restaurante Casa Transmontana.

José Caro Proença, sublinhou no decorrer do almoço que – “o Barreiro não tem que me estar reconhecido, eu é que estou reconhecido ao Barreiro”.

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Para amar o Barreiro é preciso conhecer o Barreiro afirma José Caro Proença ao comemorar 90 anos de vida

Por Jornal Rostos

Jorge Fagundes, no decorrer do almoço evocativo do 90º aniversário de José Caro Proença expressou a sua mágoa “como barreirense” pelo facto da Câmara Municipal do Barreiro não recordar esta efeméride de um cidadão distinguido com o Galardão «Barreiro Reconhecido».
“Este aniversário merecia outro tipo de importância. A CMB perdeu uma oportunidade única de homenagear quem colocou o Barreiro na Rota dos Descobrimentos” – sublinhou.

Anos dedicados à investigação histórica

Nuno Santa Clara Gomes, sublinhou o amor pela história que ao longo da sua vida tem sido demonstrado por José Caro Proença.
“É um homem que se tem esforçado para dar um cunho cientifico à história” – referiu o militar de Abril e vereador independente da Câmara Municipal do Barreiro.
“Pode-se não estar de acordo com ele, mas é importante reconhecer o seu amor e interesse de muitos anos dedicados à investigação histórica” – salientou.

A nossa amizade está na raiz deste almoço

Carlos Moreira, recordou que a sua amizade com José Caro Proença nasceu de forma espontânea.
“A nossa amizade está na raiz deste almoço” - sublinhou Carlos Moreira, vereador da Câmara Municipal do Barreiro.
O autarca desafiou os presente para um brinde a 90 ano de uma vida que deve ser “brindada com amizade”.
Emanuel Gois, recordou que é vizinho de José Caro Proença há 40 anos, com quem tem partilhado muitos momentos da sua vida.
“90 anos uma vez/mais que uma não se faz/se outro houve talvez/me diga que for capaz” – foi com esta quadra que o advogado barreirense, ex-autarca, saudou os 90 anos de vida de José Caro Proença.

Edição digital da obra de José Caro Proença

Cabós Gonçalves, manifestou o seu espanto por uma terra que “não aproveita os conhecimentos e escritos do Zé”.
Recordou que José Caro Proença escreve muito bem português e é um homem radical no sentido que – “vai à raiz das questões”.
Recordou os seus trabalhos de investigação em torno do Roteiro de Álvaro Velho e de «Os Lusíadas», e, sublinhou que na sua vida José Caro Proença foi «jornalista olímpico» e seleccionador de futebol em Angola.
O facto de José Caro Proença ser esquecido, Cabós Gonçalves salientou que não atribuía a culpa a ninguém – “É o Barreiro”.
“Vão se perdendo pessoas que eram fundamentais para o orgulho do Barreiro e para que esta terra não perca a sua identidade” – sublinhou.
Interrogou – “Seria muito caro fazer a edição digital da obra de José Caro Proença?”
O Comandante José Nortadas, recordou a origem da formação humanista de José Caro Proença no Colégio dos Pupilos do Exército.

Para amar o Barreiro é preciso conhecer o Barreiro

José Caro Proença, sublinhou que – “o Barreiro não tem que me estar reconhecido, eu é que estou reconhecido ao Barreiro”.
Recordou um amigo que lhe deixou de falar para sempre, sublinhando que – “um amigo que é amigo nunca deixa de falar”.
José Caro Proença afirmou as três máximas que marcaram a sua vida – Liberdade: que viveu com as crianças do Barreiro; Igualdade: que descobriu nos bancos da Escola Conde Ferreira; e Fraternidade: no convívio e vivências sociais da sua terra o Barreiro.
“Para amar o Barreiro é preciso conhecer o Barreiro em toda a sua extensão e profundidade” – sublinhou.
Lamentou que exista que defina o Barreiro apenas por cidade de Alfredo da Silva, e, para contestar, recordou que o Barreiro tem uma Certidão de Nascimento que data a 13 de Fevereiro de 1487.
Por outro lado, sublinhou que em 1507 o Barreiro tornou-se conhecido da Europa graças a Álvaro Velho do Barreiro, cujo manuscrito contribuiu para que fosse escrito «Os Lusíadas».
“Álvaro Velho foi o precursor do jornalismo universal moderno” – sublinhou.

Barreiro é uma terra notável

Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, filho de José Caro Proença, recordou que a sociedade nos tempos de hoje atravessa profundas crises.
Mas, sublinhou a amizade que está presente neste convívio é uma marca do Barreiro, uma terá que “o meu pai está reconhecido e pela qual viveu a causa da cultura”.
Referiu que em diversas conversas que tem mantido com figuras de referência de investigação da história e da literatura, o trabalho realizado por José Caro Proença tem sido sublinhado de grande interesse nacional, sendo sublinhado que os seus estudos sobre a viagem de Vasco da Gama – “são uma tese de doutoramento”.
“O Barreiro é uma terra notável, de valores da cidadania, de valores próprios, valores construídos ao longo da história” – sublinhou Vítor Proença.
Recordou que seu pai “adora uma boa discussão” e que tem dado um contributo para aprofundar os valores do Barreiro e tem uma profunda estima pelos novos valores desta comunidade.

No final, cantou-se os parabéns a José Caro Proença e, também, a Mário Durval, que assinalou, no mesmo dia o seu 62º aniversário.

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