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Perspectivas

1ª Maestrina portuguesa Natércia CoutoHomenageada no Barreiro no Dia Internacional da Mulher

Ontem, na SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense realizou-se uma iniciativa, integrada no programa das comemorações do Dia Internacional da Mulher, no âmbito da qual foi homenageada Natércia Couto, a primeira Maestrina portuguesa, natural do Lavradio, concelho do Barreiro.

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1ª Maestrina portuguesa Natércia Couto Homenageada no Barreiro no Dia Internacional da Mulher

Por Jornal Rostos

O evento promovido numa parceria da UTIB, SFAL e Câmara Municipal do Barreiro, evocou Natércia Couto, recordando que esta foi um exemplo de mulher emancipada que fez da música a paixão da sua vida.
Natércia Couto para além da música legou diversas obras poéticas e filosóficas. Natural do Lavradio, ligada a uma família que sempre cultivou a música, através das suas ligações à Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradeinse, iniciou os seus estudos musicais aos 10 anos, e aos 20 anos dirigiu a Orquestra de Lisboa.
Foi uma mulher que fez do "bem e da verdade" os valores que marcaram a sua vida.

Uma criança muito activa – “uma Maria.rapaz”

No decorrer da sessão familiares e amigos recordaram memórias das vivências de infância e reviveram a vida na comunidade lavradiense.
Ana Galvão Mexia, 88 anos, amiga de infância, sublinhou que era uma criança muito activa – “uma Maria.rapaz”.
Margarida Alves, 90 anos, recordou a vida do Lavradio, as salinas e a vida familiar que marcava as vivências da comunidade.
João Saraiva, poeta e investigador da vida local, evocou diversos nomes, naturais do Lavradio, cuja dimensão musical são uma referência para o país.

Portugal não lhe prestou o devido reconhecimento

Isabel Canas, familiar de Natércia Couto, sublinhou que o país nunca deu o devido reconhecimento à Maestrina que alcançou grande reconhecimento no Brasil e na Europa.
Sublinhou, só o Barreiro e a sua terra lhe prestaram as devidas homenagens e, agradeceu, a realização desta iniciativa, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
António Sousa Pereira, que moderou o debate, recordou que Natércia Couto escreveu poemas e musicou, que foram cantados por Maria de Lourdes Resende.

Um bonito espectáculo de música e dança

No espectáculo para além da actuação do Coral UTIB e da Escola de Dança da UTIB, marcou presença Raquel Fernandes, que tocou uma peça para violino da Maestrina Natércia Couto.
Luciano Barata, Manuel Alpalhão e outros intervenientes leram poemas dedicados de diversos autores dedicados à mulher e àsd suas lutas.

Luta pela emancipação da Mulher

No decorrer da sessão, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou o significado do Dia Internacional da Mulher, as suas lutas pela emancipação, sublinhando que Natércia Couto é um exemplo de mulher emancipada num tempo em que, salientou, “as mulheres nem podiam ser dirigentes da SFAL”.

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