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Perspectivas

Ana Carrilho jornalista do Barreiro«Continuamos a ter poucas mulheres na política e nas organizações sindicais»

. A mulher trabalha fora e dentro de casa

Ana Carrilho, jornalista da Rádio Renascença, convidada na última conversa de «5ªs Feiras à noite na SFAL», salientou que gostava que “não existisse o Dia Internacional da Mulher», mas, existe, porque este dia tem justificação – “porque as mulheres continuam a estar em desvantagem em relação aos homens”.

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Ana Carrilho jornalista do Barreiro «Continuamos a ter poucas mulheres na política e nas organizações sindicais»

Por Jornal Rostos

A iniciativa «5ª s Feiras à noite na SFAL», promovida pela Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, visa criar um espaço de debate de ideias, um ponto de encontro, convívio e reflexão.
Na última conversa participou Ana Carrilho, jornalista da Rádio Renascença, que abordou a temática da mulher, numa noite em que a poesia no feminino foi clamada pelos membros do TESFAL – Teatro de Ensaio da SFAL.
As mulheres ao longo da vida activa são mais prejudicadas

“As mulheres no mundo do trabalho continuam a ganhar menos que os homens, têm mais dificuldade em chegar aos lugares de chefia” – sublinhou a jornalista da Rádio Renascença, acrescentando que – “as mulheres ao longo da vida activa são mais prejudicadas”.
“A mulher tem mais dificuldade no acesso ao emprego e mais facilmente caem no desemprego” – referiu.

A mulher trabalha fora e dentro de casa

“Mais de 60% das pessoas que vivem sozinhas são mulheres. E 85 % das pessoas com mais de 65 anos a viver sozinhas são mulheres” – referiu a jornalista.
Ana Carrilho recordou que – “a maioria das pessoas com desemprego de longa duração são mulheres”.
Referiu, igualmente, que a mulher – “trabalha fora e dentro de casa”.

A educação é uma conquista

Por outro lado a jornalista salientou o facto de – “as mulheres estão cada vez mais no Ensino Superior”, sublinhando que esta evolução da mulher neste nível – “a educação é uma conquista, é um direito cívico que foi conquistado”.
Ana Carrilho referiu que cada vez se acentua mais a participação da mulher na sociedade civil.
No entanto, sublinhou que – “continuamos a ter poucas mulheres na política e nas organizações sindicais”.
“Nas direcções dos sindicatos continuam a predominar os homens, são poucas as mulheres que chegam às direcções dos sindicatos” - sublinhou

Quotas são um mal necessário

A jornalista a propósito das quotas que são defendidas pela legislação visando a presença das mulheres nas listas de candidaturas ao Parlamento e autarquias, referiu que – “é um mal necessário”, dado que – “a igualdade não se consegue de outra maneira”.
Recordou que vivemos numa sociedade onde as mulheres são a maioria, mas – “as organizações não reflectem a vida da sociedade”.

Dia Internacional dos Direitos do Consumidor

Nas conversas de «5ªs feiras à noite na SFAL», hoje, dia 15 de Março, pelas 21,30 horas - Dia Mundial dos Direitos do Consumidor – participa Carlos Moreira, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área do Consumidor.

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