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Perspectivas

Maria Amélia Antunes, Presidente da Câmara Municipal de MontijoA esquerda tem mais consciência da igualdade das mulheres

. As quotas são um mal necessário

No decorrer da Conferência – Debate, « Homens e Mulheres na politica, representações nos media», que decorreu no Barreiro, Maria Amélia Antunes, Presidente da Câmara Municipal de Montijo, sublinhou que os partidos de esquerda têm um sentimento e consciência da importância da participação das mulheres na vida politica, o que não acontece aos da direita conservadora.

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Maria Amélia Antunes, Presidente da Câmara Municipal de Montijo A esquerda tem mais consciência da igualdade das mulheres

Por Jornal Rostos

Maria Amélia Antunes, no decorrer da Conferência promovida pela Comissão Concelhia do Barreiro do Partido Socialista e pelo Departamento Federativo de Setúbal das Mulheres Socialistas, recordou que ao longo da sua vida sempre trabalhou “no mundo dos homens”, nomeadamente no movimento sindical – “representado exclusivamente por homens”.
“Nunca me senti constrangida” – sublinhou a autarca.

A esquerda tem mais consciência da igualdade das mulheres

“As quotas são um mal necessário” – referiu Maria Amélia Antunes, e, acrescentou que, por várias razões o Dia Internacional da Mulher “faz sentido” ser comemorado.
“Continua a ser necessário motivar a participação da mulher na politica” – sublinhou.
A autarca referiu que os percursos da igualdade “são difíceis” porque existem “factores culturais”.
Recordou que desde o ciclo politico de governação do Partido Socialista a participação da mulher na vida politica – “tem vindo a aumentar”.
Maria Amélia Antunes sublinhou que nos partidos de esquerda existe um sentido e um sentimento de maior consciência da participação das mulheres na politica – “contrariamente aos partidos da direita conservadora”.
“A esquerda tem mais consciência da igualdade das mulheres” – sublinhou.

Pugnar para que a igualdade se concretize no Parlamento

Maria Amélia Antunes sublinhou que os números são claros quanto ao deficit de participação das mulheres na Assembleia da República.
“Há uma cultura e tradições que nos vai tolhendo a representação feminina na Assembleia da República” – sublinhou.
A autarca defendeu que é preciso continuar – “a pugnar para que a igualdade se concretize no Parlamento”.

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