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Jerónimo de Sousa no BarreiroUm «crime» a privatização do estaleiro de Viana de Castelo

Jerónimo de Sousa, à margem da visita que efectuou hoje à tarde, comentou para os jornalistas a privatização dos Estaleiros de Viana do Castelo.
“Alguns interessados são donos de grandes estaleiros, devem estar mais interessados nas encomendas, do que na viabilização dos estaleiros de Viana” – sublinhou.

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Jerónimo de Sousa no Barreiro Um «crime» a privatização do estaleiro de Viana de Castelo

Por Jornal Rostos

Jerónimo de Sousa, à margem da visita que efectuou hoje à tarde, comentou para os jornalistas a privatização dos Estaleiros de Viana do Castelo.
O dirigente do PCP, sublinhou que existe uma “contradição” pela não existência de uma verba para satisfazer as encomendas do estaleiro e, agora, pretende privatizar-se demonstrando que a “empresa será rentável para os privados”.
Jerónimo de Sousa recordou, as experiências passadas, desenvolvidas pela acção de sucessivos governos, sobre a indústria naval, metalomecânica pesada, sector químico, privatizados, que conduziram à sua falência.
“Alguns interessados são donos de grandes estaleiros, devem estar mais interessados nas encomendas, do que na viabilização dos estaleiros de Viana” – sublinhou.
“Não há garantias dos postos de trabalho, dos seus direitos” – referiu.

Um crime a privatização do estaleiro

Jerónimo de Sousa classificou de “um crime a privatização do estaleiro, o maior estaleiro, o que resta em Portugal, um país que sempre esteve ligado à indústria naval, que sempre esteve ligado ao mar, que tem mão de obra altamente classificada”.
“Tem um grande significado politico a privatização desta empresa, e vamos ver o futuro. E, por outro lado, demonstra que esta conversa do Presidente da República, de governantes, que andam sempre a falar da economia do mar, aqui está um exemplo que é mais conversa que outra coisa, com os prejuízos que decorrem para o nosso país para aquilo que sempre estivemos vocacionados, um presente passado e futuro sempre ligado ao mar” – sublinhou Jerónimo de Sousa.
Recordou que para além das consequências concretas para a economia, também existe o simbólico de “quanto errado é o caminho que este governo está a trilhar”.
“O que eles queriam era a privatização dos estaleiros” – sublinhou.

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