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Perspectivas

Eco-Desafio uma experiência inédita do BarreiroUm exemplo que devia ser desenvolvido ao nível nacional

. Oito entidades do Barreiro produtoras de energia

. Mais valia pela produção de energia fica na sociedade


“Não devemos ter problemas em dizer ao Secretário de Estado” que esta subsidiação de produção de energia – “fica para a sociedade, serve o bem comum da comunidade” – sublinhou Nuno Banza, num encontro onde foi efectuado um balanço do programa ECO DESAFIO.

“Em todos os processos há claramente um benefício social” – sublinhou o autarca.

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Eco-Desafio uma experiência inédita do Barreiro Um exemplo que devia ser desenvolvido ao nível nacional

Por Jornal Rostos

Nuno Banza, Vereador responsável pela área do Ambiente, numa sessão que decorreu nas instalações dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, sublinhou que a experiência do programa ECO DESAFIO, lançado a diversas colectividades e associações do Concelho deve ser – “uma experiência replicada a nível nacional”.

Apoiar o que deve ser apoiado e não quem não precisa

O programa ECO DESFAIO, lançado pela Câmara Municipal do Barreiro em estreita colaboração com a S.energia – Agência Regional de Energia para os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, está em desenvolvimento em seis colectividades do Concelho e duas corporações de bombeiros.
“O que devemos fazer é apoiar o que deve ser apoiado e não quem não precisa” – referiu Nuno Banza, acrescentando que – “quando não fazemos o que estamos a fazer perdemos duas vezes”.

Consciencialização para questões relacionadas com o ambiente

O autarca recordou que Portugal “não tem petróleo”, e quando estamos a importar “esse é um recurso que não é nacional”.
Recordou que a produção de energia, com a utilização do petróleo aumenta a produção de CO2.
“Estamos a desperdiçar um recurso que produz energia – o sol – quando não aproveitamos essa energia que está à nossa disposição”- sublinhou o autarca.
Nuno Banza salientou que o desenvolvimento do programa ECO-DESAFIO, envolveu diferentes entidades, e, acrescentou que o programa “não se restringe à produção de energia”, dado que tem como objectivos, igualmente, “aumentar a consciencialização para questões relacionadas com o ambiente”.

Oito entidades do Barreiro produtoras de energia

O ECO DESAFIO, projecto pioneiro a nível nacional, pretende sensibilizar e promover boas práticas ao nível da gestão ambiental, ao mesmo tempo que faculta informação sobre as tecnologias actuais permitindo, assim, que as instalações das entidades aderentes se tornem mais sustentáveis, para tal, o projecto conta com o apoio técnico da S.energia.
Aderiram ao projecto, de forma faseada desde 2009, o Sporting Clube Lavradiense; a SFAL; “Os Leças”; o FC Barreirense; a SIRB “Os Penicheiros” e os “Franceses”.
Estas colectividades tornaram-se, no âmbito do Eco Desafio, micro-produtoras de energia fotovoltaica. As duas corporações de Bombeiros do Concelho do Barreio – Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste e Corpo de Salvação Pública, também integram este DESAFIO, mas, com uma solução ao nível da minigeração.
Desta forma, são, neste momento, oito entidades do Concelho do Barreiro que, são, já, produtoras de energia e contribuem, pela sua acção, para o cumprimento das metas nacionais de produção de energias renováveis.

Mais valia pela produção de energia fica na sociedade

O Vereador Nuno Banza, salientou que “a mais valia pela produção de energia fica na sociedade”, portanto, recordou – “não é distribuído o lucro investido”.
“Não devemos ter problemas em dizer ao Secretário de Estado” que esta subsidiação de produção de energia – “fica para a sociedade, serve o bem comum da comunidade”.
“Em todos os processos há claramente um benefício social” – sublinhou o autarca.

“Este é desafio é uma aposta ganha

Nuno Banza, referiu com as seis instalações de micro-produção de energia – “são evitadas que seja emitidas para a atmosfera 216 toneladas de CO2”.
E, acrescentou, que com a instalação de microgeração são evitadas 261 toneladas de CO2, com um investimento de 65 mil euros.
“Este é um investimento que tem retorno a partir do 7º ano” – referiu o autarca.
“Este é claramente um projecto que podemos dizer, o pouco dinheiro que gastamos tem retorno, tem mais valia do ponto de vista económico, social e ambiental” – salientou Nuno Banza.
“Este é desafio é uma aposta ganha” – referiu.

Investimento seguro com retorno para cada instituição

Carlos Moreira, vereador responsável pela área financeira da autarquia, salientou que num tempo que vivemos com grandes dificuldades económicas, “é importante que as verbas que gastamos sejam bem utilizadas”.
“Este é um investimento seguro que vai dar um retorno a cada instituição, porque estas pequenas receitas que vão conseguindo são importantes para a sustentabilidade da instituição” – sublinhou.
O autarca referiu o facto de nenhuma das instituições envolvidas no projecto visarem o lucro com as suas actividades, nesse sentido considerou positivos estes investimentos dado que “são reprodutores para a comunidade”.

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