Museu Industrial da Quimiparque/Baía Tejo - Barreiro«Nós queremos aproximar o Museu da Comunidade»
O Museu Industrial da Quimiparque/Baía Tejo, disponibiliza diversos pólos museológicos, nomeadamente o Tratamento da Juta, na área de representação da industria têxtil da CUF, até, á zona de Produção da Energia Eléctrica, ou o pólo da segurança e Corporação dos Bombeiros da CUF.

Por Jornal Rostos
O Museu Industrial da Quimiparque/Baía Tejo, situado na antiga Central Diesel, arrancou no ano 2004, hoje, ao longo do ano, recebe cerca de 3000 visitas.
O Museu Industrial da Quimiparque/Baía Tejo, disponibiliza diversos pólos museológicos, nomeadamente o Tratamento da Juta, na área de representação da industria têxtil da CUF, até, á zona de Produção da Energia Eléctrica, ou o pólo da segurança e Corporação dos Bombeiros da CUF.
E, a partir do ano 2008 o Museu recebeu a exposição integrada nas comemorações do centenário da CUF no Barreiro.
Novas áreas do Museu Industrial
Entretanto, tendo por objectivo integrar no Museu Industrial novas áreas, que não tinham sido contempladas anteriormente, foi desenvolvido um projecto que proporciona aos visitantes um olhar sobre outras áreas da actividade.
“O nosso objectivo foi abranger actividades da CUF que não tinham sido contempladas na primeira versão do Museu, concretamente as áreas da indústria Química, da Indústria Metalomecânica, os serviços, como o Cinema-Ginásio, os Serviços Sociais, os Serviços de Organização. Um conjunto de actividades que foram fundamentais na existência da CUF e que não tinha sido possível abordar na primeira versão do Museu” – refere Sardinha Pereira, Director do Museu Industrial.
Exposição itinerante do Museu Industrial
Com o objectivo de divulgar no concelho e na região o Museu Industrial foi criada recentemente uma exposição itinerante do Museu Industrial, que procura dar a conhecer o conteúdo daquele espaço museológico, dando uma visão, como refere Sardinha Pereira – “que o património histórico e museológico não é apenas industrial, porque existe para além do Museu Industrial, a Casa Museu Alfredo da Silva, o Mausoléu Alfredo da Silva”.
Recorda que o Museu Industrial é um espelho das memórias do complexo industrial, nomeadamente da CUF e das comemorações do seu centenário.
“Nós pretendemos com esta exposição aguçar o apetite das pessoas para que visitem o Museu Industrial, porque vindo visitar este espaço, sabemos que as pessoas saem daqui encantadas. É importante para o Museu que as pessoas das escolas, das colectividades venham cá visitar, é por isso que produzimos esta exposição para chegar às pessoas” – refere Sardinha Pereira.
Aproximar o Museu da Comunidade
A exposição tem tido como principal público alvo as escolas, e, por essa razão tem sido instalada em diversas escolas, nomeadamente, na Escola Secundária Alfredo da Silva, Escola Augusto Cabrita, Universidade Nova em Almada.
Para além das escolas a exposição vai circular pelo Forum Barreiro, pelo Retail Planet e colectividades, nomeadamente na SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense.
“Nós queremos aproximar o Museu da Comunidade. Porque, costumam dizer que o Museu está muito bonito, mas as pessoas não sabem da sua existência” – refere Sardinha Pereira.
Um Museu nunca é uma obra pronta
Sardinha Pereira fala com emoção do Museu Industrial, do muito acervo que existe ainda para tratar e que tem procurado conservar para que não se perca a memória do complexo industrial.
Recorda que todo o projecto arrancou no ano de 1998, quando foi dispensado o edifício da Central Diesel com o objectivo de instalar o Museu Industrial.
“A realização deste projecto foi um complemento daquilo que foi a minha vida profissional sempre ligada à CUF.” – sublinha.
“Um Museu nunca é uma obra pronta, está sempre em dinâmica, entram sempre coisas novas. Este Museu dá uma ideia aproximada para que se possa perceber aquilo que foi a dimensão da CUF” – refere Sardinha Pereira.
Museu pode ser visitado sempre que o desejar
“Hoje é muito mais fácil visitar o Museu, porque temos uma funcionária que garante o apoio a visitantes desde as 9 da manhã às 18 horas. Se necessário também garante o apoio a visitas aos sábados ou domingos” – sublinha Sardinha Pereira.
De referir que o Museu Industrial actualmente recebe por ano cerca de 3000 visitas, sobretudo oriundas das escolas, que representam cerca de 80% dos visitantes.
O Museu pode ser visitado com marcação prévia, ou caso, não estejam agendadas visitas, estabelecer um contacto directo e, até, sem marcação a visita pode ser proporcionada, basta ligar 21 206 77 09.
Museu Industrial é uma porta aberta a estágios escolares
Alunos da Escola Augusto Cabrita foram pioneiros
Os alunos da área do Turismo da Escola Augusto Cabrita, realizaram um estágio de fim de curso no Museu Industrial, acompanhando visitas e efectuando diversos estudos, nomeadamente sobre a as componentes sociais da CUF e a importância da indústria Química.
Hoje, pois, o Museu, para além da sua própria dinâmica, também é um instrumento de integração dos jovens estudantes no mundo do trabalho.
“O Museu é uma escola que proporciona estágios a alunos ligados à área do turismo e da cultura” – sublinha Sardinha Pereira.













