Na SIRB «Os Penicheiros» - BarreiroTempo de recordar Abril em poesia, canções e partilha
O presidente da Direcção da SIRB «Os Penicheiros», Vítor Santos, sublinhou a importância histórica do 25 de Abril, para os barreirenses, para Portugal e para o Movimento Associativo, como contributo para melhores condições de vida.

Por Jornal Rostos
A iniciativa realizada ontem à noite, no Salão da SIRB «OS Penicheiros», foi uma organização conjunta da colectividade com a Associação de Teatro PROJÉCTOR, teve como objectivo proporcionar momentos de partilha de recordações daqueles que viveram por dentro os dias de Abril, escutar poemas e canções.
Luciano Barata, da Associação Projéctor, recordou que 38 anos da Revolução de Abril devem ser vividos para que se continue a evocar o sentido desta data histórica.
O presidente da Direcção da SIRB «Os Penicheiros», Vítor Santos, sublinhou a importância histórica do 25 de Abril, para os barreirenses, para Portugal e para o Movimento Associativo, como contributo para melhores condições de vida.
Toni da Costa abriu a sessão, abriu a sessão recordando canções de Zeca Afonso, «Menino do Bairro Negro», «Venham mais cinco» , depois escutaram-se poemas de Miguel Torga, Manuel Alegre. Cantou-se a desgarrada alentejana do Operário e do Patrão.
Lisa Maria, cantou que “eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida”. Mário Moura cantou fados de Amália Rodrigues.
João Raio, recordou as realidades locais nos dias de Abril e as mudanças que se registaram pela acção do Poder Local.
Carlos Alberto Correia, leu o seu poema que “sei Abril em nós” , como um sentimento feito de afectos e amor. Recordou os tempos de resistência e a luta pela democracia contra a ditadura.
O Rodrigo, de 10 anos, leu o seu poema de Abril. Luciano Barata recordou Vinicio de Morais, clamando o poema «Operário em Construção”.
Toni da Costa, voltou de novo, para em coro com todos os presentes cantar: “canta, canta amigo canta, vem cantar a nossa canção, tu sozinho não é nada, juntos temos o mundo na mão”.
Lisa Maria, cantou e encantou com a sua voz, recordando que “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”.
Mário Durval, recordou que no dia 25 de Abril, a seu lado caíu um jovem de 17 anos, morto pela PIDE – um morto de Abril, esquecido e desconhecido.
O fado «Abandono», uma evocação da prisão de Peniche, com letra de David Mourão Ferreira, cantado por Amália Rodrigues, foi recordado pela voz de Manuel Assunção, membro do ANIMAE VOX.
Foi uma noite agradável, de convívio, onde, afinal, a palavra ABRIL esteve indissopciável da palavra LIBERDADE.













