Plano de Urbanização da Quimiparque – BarreiroNão é um mero acto de especulação de uso do solo
– «É um processo vivo, dinâmico e flexível»
Bruno Vitorino, PSD, afirmou que o Plano de Urbanização da Quimiparque – “é uma brincadeira muito cara, paga a peso de ouro e não serve os interesses do Barreiro”.
Joaquim Matias, PCP/CDU salientou que – “o Plano de Urbanização da Quimiparque não é um mero acto de especulação de uso do solo”.
João Pintassilgo, PS, afirma que “gostaria de ver a Câmara Municipal do Barreiro e a CDU mais pró-activa nesta matéria”.

Por Jornal Rostos
O Plano de Urbanização da Quimiparque foi, ontem à noite, na sessão da Assembleia Municipal do Barreiro, um tema que animou as intervenções.
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que o referido plano neste momento está numa “fase crucial” e que é “estratégico para o desenvolvimento do concelho do Barreiro”.
Gostaria de ver a Câmara e a CDU mais pró-activa
João Pintassilgo, PS, salientou que, perante a actual “crise do mercado imobiliário”, assim como a suspensão da Terceira Travessia do Tejo e a construção da Gare Sul, vão atrasar este projecto.
Por essa razão, hoje, disse - “mais que lamentar, é preciso encontrar soluções e sermos pró-activos”.
O deputado socialista referiu que a CDU, está actualmente – “com menos contestação junto ao Governo”, sendo diferente a sua postura “quando o Governo era socialista”.
Recordou o autarca que o Plano de Urbanização da Quimiparque está entregue na CCDR, e, neste contexto, sublinhou – “gostaria de ver a Câmara Municipal do Barreiro e a CDU mais pró-activa nesta matéria”.
Na sua opinião, “face à alteração radical da Administração da Baía Tejo”, vão “existir dificuldades de resposta” e, acrescentou – “teremos que dar tempo ao tempo”.
Não é um mero acto de especulação de uso do solo
Joaquim Matias, PCP/CDU, referiu que a importância do Plano de Urbanização da Quimiparque, um projecto que faz parte – “da luta da CDU”.
“É preciso defender o que existe” – sublinhou, acrescentando – “o desenvolvimento do Plano da Quimiparque é uma questão crucial para o Barreiro”, inseparável do desenvolvimento do arco ribeirinho sul – “uma realidade da margem esquerda” de Lisboa como uma metrópole.
O deputado comunista salientou que o desenvolvimento daquele território tem que ser “virado para a produção” e contestou que a suspensão da Terceira Travessia do Tejo ou construção da Gare Sul coloquem em causa o desenvolvimento do projecto.
“Não concordo. Estes eram catalisadores do Plano de Urbanização da Quimiparque, mas o plano acabará por se impor” - referiu.
Joaquim Matias, salientou que – “o Plano de Urbanização da Quimiparque não é um mero acto de especulação de uso do solo”.
E, defendeu no que diz respeito à sua aprovação pela CCDR – “um plano desta dimensão” deveria ter para ser apreciado “uma via própria”.
Transportar Nova Iorque para o Barreiro
Bruno Vitorino, PSD, salientou que está disponível “para fazer uma discussão séria sobre o Plano de Urbanização da Quimiparque”.
“Vamos fazê-lo junto à sociedade barreirense” – sublinhou.
O autarca social democrata afirmou que o Plano de Urbanização da Quimiparque – “é uma brincadeira muito cara, paga a peso de ouro e não serve os interesses do Barreiro”.
“Ninguém nos tempos de hoje acredita que é possível transportar Nova Iorque para o Barreiro” – referiu Bruno Vitorino.
O autarca social democrata considerou que o desenvolvimento do Plano de Urbanização da Qumiparque está “assente no imobiliário”, e tendo em conta “os pressupostos do papel em que está assente o programa”, tudo isto, “não passa de promessas vãs”.
“O Plano de Urbanização da Quimiparque tal como é apresentado é caro e pago a peso de ouro, não é um plano sério, é uma brincadeira” – sublinhou.
Não vamos contar com este Governo para o desenvolvimento do Barreiro
Joaquim Matias, PCP/CDU, referiu que o deputado social democrata, Bruno Vitorino, - “demonstra completa ignorância sobre o Plano de Urbanização da Quimiparque” e acrescentou que não conhecia uma sugestão ou contributo que tenha dado para o seu desenvolvimento.
“Nunca ninguém falou fazer disto uma Nova Iorque, não é correcto que se diga isto em relação ao Plano de Urbanização da Qumiparque ” – sublinhou o deputado do PCP/CDU.
Joaquim Matias, acrescentou que neste momento – “temos o Governo que temos”, e “não vamos contar com este Governo para o desenvolvimento do país, nem do Barreiro”.
“Temos que saber o que interessa para o Barreiro e não deixar desvirtuar” – referiu o deputado comunista.
Joaquim Matias, salientou que o território do Plano de Urbanização da Quimiparque – “deve ser essencialmente para actividades económicas”, e os seus 3 Km de frente ribeirinha é uma bela zona para fruição e habitação.
O deputado do PCP/CDU afirmou igualmente que Bruno Vitorino “recusa-se a discutir estratégia” e que as suas preocupações estão no Regulamento do Plano de Urbanização da Quimiparque – “é isso que o preocupa”, disse, “porque este Governo é um Governo de favores”.
70% está destinado a actividade económica
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que o Plano de Urbanização da Quimiparque – “é um processo vivo, dinâmico e flexível”.
Recordou que no território do plano – “70% está destinado a actividade económica”.
O autarca salientou que a construção da Gare Sul e Terceira Travessia do Tejo estão contemplados no plano, que “deve prever”, porque são muito importantes para o Barreiro e para a AML.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que se está a confundir as coisas quando se fala em construção de prédios de 30 andares, pois isso não é uma obrigatoriedade, é uma possibilidade de “ocupação em altura”.
Plano de Urbanização da Quimiparque aprovado por unanimidade
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro recordou que os termos de referência do Plano de Urbanização da Quimiparque foram aprovados, por unanimidade, no ano 2008, na Câmara Municipal do Barreiro, sendo então Bruno Vitorino, vereador.
Por essa razão, salientou que, hoje, Bruno Vitorino, ao “apelidar um trabalho de anos de brincadeira, será que estava a brincar quando aprovou o que aprovou na Câmara”.
“É no mínimo desrespeitador de todos os que estes anos trabalharam no Plano de Urbanização da Quimiparque, com um trabalho sério” – referiu Carlos Humberto.
“Será que cinco anos de trabalho está tudo mal feito?” – interrogou o autarca.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu acerca do Plano de Urbanização da Qumiparque – “tem que ser o interesse do Barreiro aquilo que determina as nossas posições”.













