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Perspectivas

Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro«Poemas que traduzem o seu sentimento e o sabor da Liberdade»

Na Biblioteca Municipal do Barreiro, na sala multiusos, realizou-se uma sessão de apresentação do livro «O Sonho Chamado Liberdade», de António Sousa Pereira.

António Sousa Pereira tem uma personalidade marcada por ser “um poço de emoções” onde “o coração está sempre muito perto da boca”, dizendo “tudo o que tem vontade de dizer e muitas vezes cria alguma controvérsia” – referiu Regina Janeiro, vereadora responsável pela área Cultural da Câmara Municipal do Barreiro.

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Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro «Poemas que traduzem o seu sentimento e o sabor da Liberdade»

Por Jornal Rostos

Na Biblioteca Municipal do Barreiro, na sala multiusos, realizou-se uma sessão de apresentação do livro «O Sonho Chamado Liberdade», de António Sousa Pereira, uma sessão que contou com a presença de Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área cultural.
A sessão contou com a animação musical do actor Luís Ramos e foram lidos poemas por Lurdes Sales, do TESFAL.
António Sousa Pereira, referiu as razões que motivaram à reedição do livro, dando relevo ao facto de sentir que uma das mais belas conquistas de Abril é a «Liberdade», o vivermos numa sociedade com regras democráticas, com o respeito pelo direito à diferença, sendo este um valor que devemos legar aos vindouros.

O coração está sempre muito perto da boca

Regina Janeiro, responsável pela área cultural, no decorrer da sessão de apresentação do livro «O Sonho chamado Liberdade», realizada na Sala Multiusos da Biblioteca Municipal do Barreiro, referiu que António Sousa Pereira tem uma personalidade marcada por ser “um poço de emoções” onde “o coração está sempre muito perto da boca”, dizendo “tudo o que tem vontade de dizer e muitas vezes cria alguma controvérsia”.

Contribuir para melhorar a sociedade

“Um homem que veio de Vila Real, que é a terra onde nasceu, mas o Barreiro é a terra onde de coração e de alma, fez a sua vida e aprendeu a ser homem com letra grande”- referiu Regina Janeiro.
“Um homem que ainda hoje é presidente de uma colectividade, a colectividade mais antiga do nosso concelho, isso são traços que definem as pessoas, pessoas que não se acomodam, que não deixam de lutar, continuam a achar que podem contribuir para melhorar a sociedade. Eu acho que estes são os verdadeiros revolucionários, são aqueles que não baixam as mãos” – sublinhou a autarca.

Um espaço de excelência do livro

Regina Janeiro, salientou o facto da Biblioteca Municipal do Barreiro ser “um espaço atraente”, sendo cada vez mais visitado, pois “está sempre cheia de gente”.
“A Biblioteca é um espaço de excelência do livro, por isso agradecemos que tenha escolhido este espaço para a apresentação do seu livro” – referiu Regina Janeiro.
A autarca recordou que o livro “O sonho Chamado Liberdade” foi agora reeditado passados 20 anos, referiu as ilustrações de Fátima Romão, acrescentado que esta obra traduz aquilo que António Sousa Pereira sente do 25 de Abril.
“São poemas que traduzem o seu sentimento e o sabor da Liberdade”- referiu.

Temos que continuar a ser revolucionários

“Considero muito actual e muito oportuno, que se recordem as razões porque se fez o 25 de Abril, porque hoje estão a ser tomadas medidas de cortes na Saúde e na Acção Social, no Ensino, com consequências muito negativas, que colocam em causa a escola pública, e perante tudo isto nós temos que sentir Abril, temos que continuara defender aquilo que nasceu com o 25 de Abril” – referiu Regina Janeiro.
A autarca salientou que a Liberdade não pode ser indissociável do direito ao pão, à habitação, evocando a canção de Sérgio Godinho - “coisas que hoje parecem ficar distantes”.
“Temos que continuar a ser revolucionários, temos que continuar a acreditar em Abril, temos que acreditar que vale a pena lutar, temos que acreditar que quem luta nem sempre vence, mas quem não luta perde sempre” – sublinhou Regina Janeiro.
“Acho que ao lermos o livro de Sousa Pereira, ele faz sentir essas emoções, que o futuro recomeça no dia que agora começa”- sublinhou a autarca.

Após a intervenção de Regina Janeiro, a sessão tornou-se numa «tertúlia», falou-se de Abril, da Europa, de correntes de pensamento, de ideologias, tendo Nuno Santa Clara Gomes, vereador independente da Câmara Municipal do Barreiro, um capitão de Abril, recordado episódios vividos na própria noite do 25 de Abril, no Posto de Comando da Pontinha. Cantou-se Zeca Afonso e o convivio encerrou ao som de «Grândola Vila Morena».

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