Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Fátima Afonso em conferência no BarreiroRecorda que o Seixal «era o bairro Operário da Mundet»

. Apresentado o documentário : «A última Fábrica de Cortiça em Alhos Vedros», que dá a conhecer a fábrica «Correia, Branco e Nunes», no concelho da Moita

Fátima Afonso, Técnica do Museu do Seixal, no decorrer da conferência « A Indústria Corticeira no Barreiro, Seixal e Moita», realizada ontem no Barreiro, recordou a importância da indústria da cortiça na margem sul do Tejo, numa primeira fase nos concelhos do Barreiro, Seixal e Moita, mais tarde no concelho do Montijo.

3 min de leitura
Fátima Afonso em conferência no Barreiro Recorda que o Seixal «era o bairro Operário da Mundet»

Por Jornal Rostos

A Técnica do Museu do Seixal, sublinhou que a indústria da cortiça era uma actividade caracterizada pela – “qualidade e quantidade”, sendo a Mundet, no Seixal, que se instalou naquele concelho em 1905, uma referência ao nível nacional e internacional.
Segundo Fátima Afonso a indústria corticeira iniciou a sua actividade no concelho do Seixal no ano de 1897, e no ano 1898 existem referências de reuniões que levaram à criação no Seixal de uma Delegação da Associação de Corticeiros do Barreiro.
Recordou que em 1916 existiam no Seixal 3 3mpresas de cortiça, empregando 603 trabalhadores, uma época de grande actividade do sector que contava com 38 fábricas na margem sul do Tejo

Mundet encerrou actividade em 1988

Fátima Afonso, sublinhou que a vila do Seixal –“era o bairro Operário da Mundet” empresa de referência cuja actividade tinha “dimensão mundial”.
Recordou que para além da actividade industrial a empresa desenvolvia uma intensa actividade social desde a criação de um Grupo Desportivo, Biblioteca, Refeitório, Creche e Bombeiros Privativos que serviam a comunidade com a sua ambulância.
A empresa começou a viver um período de crise a partir dos anos 60, encerrando a sua actividade em 1988.
Recordou que na população do Seixal, ainda hoje, muitos dos seus habitantes recordam que são filhos ou netos de antigos trabalhadores da Mundet, realidade que demonstra como a ind´sutria corticeira influenciou o quotidiano, marcou as familais e deixou marcas identitárias na vida municipio.

Ecomuseu um espaço de referência

Em 1996, a Câmara Municipal do Seixal adquiriu os 13 hectares onde a empresa estava instalada e dinamizou o Ecomuseu, hoje, um espaço de referência museológica na região e no país.
Fátima Afonso salientou que actualmente ainda existem 3 unidades industriais de cortiça em laboração no concelho do Seixal, podendo considera-se que o concelho um «território corticeiro», não pela sua actual dimensão económica, mas pela sua importâmcia na história do Seixal.

«A última Fábrica de Cortiça em Alhos Vedros»

Na conferência «A Indústria Corticeira no Barreiro, Seixal e Moita», foi apresentado o documentário : «A última Fábrica de Cortiça em Alhos Vedros», que dá a conhecer a fábrica «Correia, Branco e Nunes», com recurso à memória do seu proprietário.
Segundo Vítor Mendes, Técnico da Câmara Municipal da Moita, esta empresa é «uma espécie de dinossauro», pois é única que resta de uma indústria que chegou a contar com 65 empresas em laboração na Vila de Alhos Vedros.
Recordou Vítor Mendes que a indústria corticeira instalou-se em Alhos Vedros pelo facto daquela localidade estar servida por rede ferroviária e cais fluvial.
"A cortiça tem o seu lugar e não se vai perder no futuro, esta é uma actividade que deve continuar" - sublinhou Vítor Mendes.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção