Universidade da Terceira Idade do BarreiroConta actualmente com 2140 alunos
“Eu não quero uma UTIB da Câmara, quero uma UTIB da Sociedade Civil, onde esteja a Câmara, professores, alunos e associações civis do concelho do Barreiro” – referiu Carlos Alberto Correia, na última sessão de «5ª Feira à noite na SFAL», tendo como tema – “A UTIB e O Movimento Associativo”.
Luís Cunha, formador na área de Informática, recordou a evolução da UTIB desde o ano 2002, quando foi fundada, que arrancou com 254 alunos, contando actualmente com 2140 alunos.

Por Jornal Rostos
No âmbito da última iniciativa «5ª Feira à Noite na SFAL», esteve em debate o tema «A UTIB – Universidade da Terceira Idade do Barreiro e o Movimento Associativo».
Luís Cunha, um dos formadores da UTIB, na área de Informática, recordou a evolução da UTIB desde o ano 2002, quando foi fundada, que arrancou com 254 alunos, contando actualmente com 2140 alunos.
Luis Cunha referiu que em média existem 3 alunos por disciplina e um total de 53 formadores, em diversas áreas do Teatro às ciências Sociais, da Língua Portuguesa à Filosofia, das Medicinas Alternativas ao Ambiente, da História à Economia, Da Dança ao Inglês, sendo o Inglês uma disciplina com muitas inscrições.
O ano que registou mais inscrições
“Este ano foi aquele que registou mais inscrições na UTIB” – sublinhou.
Recordou que as disciplinas com mais adesão estão ligadas às novas tecnologias, existindo uma Sala de Formação com 60 computadores, oferecidos pela TAP e uma Oficina de Informática que permite a recuperação de equipamento – “temos procurado fazer alguma ligação à comunidade, oferecendo equipamentos que reparamos, ou oferecendo a alunos que necessitam deste apoio ”.
Recordou Luis Cunha que 1300 alunos da UTIB são mulheres, sendo 40% viúvas, números que demonstram como a UTIB dá um contributo - "para tirar as pessoas de casa".
Atribuir conhecimentos e competências
Carlos Alberto Correia, também formador na UTIB, recordou que no Barreiro, já nos anos 80, existiu um projecto de criação de uma Universidade Popular, que não encontrou condições para se desenvolver.
A UTIB – “é uma forma de ensino gratuito que permite atribuir conhecimentos e competências” a pessoas com experiência de vida e que “sabem fazer”.
Recordou que a UTIB foi criada pela Câmara Municipal do Barreiro “na gestão socialista” e, nessa altura foi convidado para leccionar Antropologia, mas só iniciou a sua colaboração em 2007.
Acho pretensioso que se chame Universidade
Carlos Alberto Correia, sublinhou – “não represento o pensamento dominante na UTIB”, mas “acho pretensioso que se chame Universidade, nem concorde que se designe de Terceira Idade”.
Na sua intervenção defendeu que a UTIB “deve ter regras” e para tal devia ser criado o “Regulamento da UTIB” que definisse normas Pedagógicas e Técnicas, que contribuísse para o seu – “funcionamento claro e democrátrico” .
Não seria correcto que a Câmara controlasse ideologicamente a UTIB
Na sua opinião o funcionamento da UTIB tem por base um modelo onde “cada um criou o seu projecto”.
“Na UTIB não há professores, nem alunos, há pessoas que trocam experiências. Estamos perante pessoas que têm uma aprendizagem, uma riqueza de vida” – sublinhou.
Carlos Alberto Correia referiu que é importante não se partidarizar a UTIB – “a UTIB não é do PS que deu o pontapé de saída, nem do PCP, nem do meu partido”.
Recordou que a UTIB – “enquanto não tiver meios próprios de sobrevivência depende da Câmara”, mas por essa razão, -“não seria correcto que a Câmara controlasse ideologicamente a UTIB”.
Movimento Associativo podia ser um importante apoio à UTIB
“A minha esperança é possamos avançar para outro nível de desenvolvimento da UTIB, mas nós não temos instalações próprias” – referiu.
Sublinhou que existindo no concelho um amplo Movimento Associativo, com instalações próprias, existindo algumas delas que não esta a ser utilizadas – “podiam ser um importante apoio à UTIB”.
Carlos Alberto Correia sublinhou – “Eu não quero uma UTIB da Câmara, quero uma UTIB da Sociedade Civil, onde esteja a Câmara, professores, alunos e associações civis do concelho do Barreiro” – referiu.













