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ARPISA – Associação de Reformados e Pensionistas de Santo André - BarreiroMantém forte cooperação com as associações da freguesia

A ARPISA - Associação de Reformados e Pensionistas de Santo André desenvolve diversas actividades envolvendo os seus associados e a comunidade, e dadas as dificuldades existente nas suas instalações mantém uma estreita cooperação com as associações da freguesia.

“A Junta de Freguesia dá-nos muita colaboração, quer ao nível de logística, quer ao nível de apoio financeiro.A junta é o nosso parceiro principal” – sublinha Mariana Paixão.

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ARPISA – Associação de Reformados e Pensionistas de Santo André - Barreiro Mantém forte cooperação com as associações da freguesia

Por Jornal Rostos

A ARPISA – Associação de Reformados e Pensionistas de Santo André foi fundada em 18 de Maio de 1987, conta actualmente com cerca de 500 associados.

Associação começou a desenvolver-se a partir de 1986

Mariana Paixão, uma das fundadoras, Vogal da Direcção, recorda que na génese da criação da ARPISA está a situação vivida nos anos 80 quando “surgiu uma avalanche de reformas antecipadas”.
“Estava tanta gente a vir para a reforma que pensámos em organizar-nos numa associação. A associação começou a desenvolver-se a partir de 1986, mas só em 1987 conseguimos avançar para a legalização” – refere.
Recorda aqueles que com ela estiveram na fundação – “já cá não estão entre nós” e sublinha a muita dedicação que existiu para organizar a associação.
No seu arranque a ARPISA funcionou em instalações cedidas pela Câmara Municipal do Barreiro que pagava a renda, actualmente, devido às dificuldades financeiras, a associação deixou as antigas instalações e está a funcionar em dois espaços cedidos pela autarquia no Mercado Municipal de Santo André.

Cooperação com as associações da freguesia.

A ARPISA desenvolve diversas actividades envolvendo os seus associados e a comunidade, e dadas as dificuldades existente nas suas instalações mantém uma estreita cooperação com as associações da freguesia.
AARPISA mantém em funcionamento um Grupo de Ginástica, promove atelliers de Artes de Pintura, Cerâmica e Bordados.
O Grupo Coral da ARPISA é outra actividade que funciona e dá vida à associação, que conta com cerca de 20 elementos.
Anualmente a associação promove passeios de convívio com os associados quer a Odemira, quer a Montachique ( Loures).
“Realizamos uma sardinhada para os sócios e nestes eventos contamos com o apoio das Câmaras locais” – sublinha Salvador Braga, Secretário da Direcção.
“Ao longo do ano promovemos passeios culturais” – salienta.

Junta de Freguesia dá-nos muita colaboração

Leopoldina Mendes, Vice presidente da Direcção, sublinha – “nós mantemos uma actividade de partilha com as colectividades, participamos em actividades da Autarquia, como o programa «Mexe-te Barreiro” e mantemos aqui na sede um espaço de convívio”.
“A Junta de Freguesia dá-nos muita colaboração, quer ao nível de logística, quer ao nível de apoio financeiro.A junta é o nosso parceiro principal” – sublinha Mariana Paixão.

Não desistimos de sonhar pelas nossas instalações próprias

Salvador Braga sublinha que a associação continua a alimentar o sonho de ter instalações próprias.
Mariana Paixão, refere que com os recursos da associação será difícil alcançar esse sonho – “as quotizações são de 50 centimos, embora haja quem pague um pouco mais”.
Recordam que existe um projecto para as novas instalações, mas na actual situação com as dificuldades financeiras há muita dificuldades.
“Nós trabalhamos. Não desistimos de sonhar pelas nossas instalações próprias. Essa é a nossa luta, uma luta que vai continuar.” – salienta Mariana Paixão.

Dar força à coesão social da comunidade

A ARPISA mantém a sua dinâmica, contribuindo para unir as pessoas, e dar força à coesão social da comunidade.
“Eu sou Alentejana, da Salvada, moro aqui na Quinta da Lomba. Esta é a minha terra. Vim trabalhar para a CUF, na Zona Textil, tinha 20 anos” – refere Mariana Paixão.
Bernardino Mendes, Tesoureiro, recorda que veio de Lisboa, onde trabalhava no Metro, e aqui reside há dezenas de anos.
Leopoldina Mendes é como diz “camarra”, uma barreirense de gema, seu pai trabalhava na CUF, oriundo da zona de Torres Novas.
Salvador Braga, também veio para a Quinta da Lomba na procura de casa, trabalhou durante anos na Fábrica de Braço de Prata.
São histórias de vida. Homens e Mulheres que se cruzam, uns vindo das suas terras em busca de trabalho, outros vindos em procura de casa, que, nos dias de hoje, partilham a alegria do convívio e de práticas salutares de convívio.
“Olhe dedicamos-nos a estas coisas e acabamos por não parar em casa” – sublinha Mariana Paixão.

Barreiro é o berço de muito boa gente

No decorrer da nossa conversa recordam que o Barreiro faz parte das suas vidas e sentem um grande orgulho na terra e na Quinta da Lomba.
“Quando vamos a algum lado nos nossos passeios, encontramos sempre alguém que viveu no Barreiro, ou tem familiares ou um amigo no Barreiro” – sublinha Mariana Paixão.
Leopoldina Mendes recorda seu pai um activista da vida associativa que foi um impulsionador das Marchas Populares do Bairro Operário.
“O Barreiro é o berço de muito boa gente” – salienta Mariana Paixão.
Joaquina Paixão, da Mesa da Assembleia Geral, comenta o seu amor pelo Barreiro – “Eu gosto de dizer: Sou do Barreiro”.

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