José Reis do Teatro UMANO no Barreiro«Fazer cultura é a melhor resposta aos problemas do mundo e das pessoas»
“Mais que fazer um produto cultural e atirá-lo para cima das pessoas é importante que, no mínimo, as pessoas sintam curiosidade em conhecer os processos de construção” – referiu José Reis.

Por Jornal Rostos
José Reis recordou que no inicio da sua actividade profissional era um «Animador Cultural», hoje, designam por «Mediador Cultural».
Na sua opinião o «Animador Cultural» ou «Mediador Cultural» deve “movimentar-se em todos os territórios” da arte criativa à recepção, porque “está no processo”.
Mediador Cultural» deve conhecer a realidade
“Ter a visão global do território é assim que é preciso pensar a cultura” – sublinhou.
Defendeu José Reis que o «Mediador Cultural» deve conhecer as pessoas, deve conhecer a realidade.
Na sua intervenção sublinhou que a acção do «Mediador Cultural» não é «neutra», porque “falar do mediador é falar de mediação”, é “juntar forças opostas”.
O mediador tem que “unir” e “desestabilizar”.
Sublinhou que a “mediação cultural é um espaço de inclusão de encontro com a cidadania cultural”.
O importante é que exista interacção
José Reis teceu diversos comentários sobre “democratização cultural”, “democracia cultural” e “cidadania cultural”, desenvolvendo os conceitos com base nas experiências do Grupo de teatro UMANO.
No essencial defendeu que o importante é que exista interacção – “é por as pessoas a participar”.
Recordou que nos espectáculo do Grupo UMANO o público participa, faz perguntas, assume o lugar de personagens.
“Mais que fazer um produto cultural e atirá-lo para cima das pessoas é importante que, no mínimo, as pessoas sintam curiosidade em conhecer os processos de construção” – referiu José Reis.
As peças são abertas e aceitam elementos novos
Na sua intervenção referiu que o Teatro UMANO tem 10 anos de existência, já produziu uma dezena de espectaculos, tendo feito centenas de espectaculos para os mais diversos públicos.
O Grupo para além de produzir espectaculos, faz formação e mantém intercâmbios artísticos, nomeadamente com Grupo de Teatro de Itália.
Actualmente o grupo está a desenvolver actividades em colaboração com a Fundação AGIR, estando previsto a realização de cerca de 30 espectáculos por todo o país.
O grupo nos seus espectaculos “faz a abordagem de temas polémicos” - sublinhou.
“As peças são abertas, cujas personagens aceitam elementos novos de acordo com a realidade do momento e do local onde são representadas” – referiu
Visão do território e não visão de capelinhas
José Reis, referiu que actualmente “não há dinheiro”, mas “há capacidade de fazer cultura”, para tal “é necessário trabalhar em conjunto” e “valorizar os espaços”, tendo “visão do território e não visão de capelinhas”.
Esta é na sua opinião a “capacidade soberana” daqueles que trabalham na “mediação cultural” e afirmam a “cidadania cultural”.
“Acreditamos que fazer cultura é a melhor resposta aos problemas do mundo e das pessoas” – salientou Josér Reis.
Notas Biográficas
José Reis é Licenciado em Ciências da Comunicação e da Cultura, área de Programação e Gestão Cultural, pela Universidade Lusófona e Pós graduação em Práticas Culturais para Municípios. Universidade Nova.
Presentemente encontra-se a desenvolver trabalhos de produção e mediação cultural no âmbito do Teatro UMANO)













