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Perspectivas

SIRB «Os Penicheiros» - BarreiroDeu «um salto qualitativo» na mobilização dos jovens

“Agravam-se as condições de subsistência das colectividades” – sublinhou, Vítor Santos, Presidente da Direcção da SIRB «Os Penicheiros, hoje à tarde, no decorrer da Sessão Solene evocativa do 142º aniversário da fundação da colectividade.

“As colectividades e o Movimento Associativo voluntário criam riqueza material e cultural” – sublinhou Carlos Moreira.

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SIRB «Os Penicheiros» - Barreiro Deu «um salto qualitativo» na mobilização dos jovens

Por Jornal Rostos

Vítor Santos, Presidente da Direcção da SIRB «Os Penicheiros, hoje à tarde, no decorrer da Sessão Solene evocativa do 142º aniversário da fundação da colectividade que foram anos percorridos com “bons e maus momentos” mas marcados pela “consolidação de princípios e valores em prol da cultura popular” contribuindo para os “ideais de construção de uma sociedade mais justa”.
O dirigente referiu o importante papel do Movimento Associativo e Popular na formação das populações e a sua importância na “ligação às pessoas e intervenção cívica”.

Preocupações sobre as condições do edifício sede

Vítor Santos salientou que a actual situação que se vive no país “tem empurrado as colectividades” para desempenhar funções que não estão no seus objectivos, e referiu o contributo que dão “na defesa do Poder Local Democrático”.
“Agravam-se as condições de subsistência das colectividades” – sublinhou, nomeadamente porque sofrem os efeitos do aumento do IVA e da electricidade.
Recordou que as colectividades desenvolvem esforços para se adaptar a nova realidade e acrescentou – “não estamos arrependidos de assinar um protocolo com a Câmara Municipal do Barreiro”.
Por outro lado, salientou as preocupações existentes sobre as condições do edifício sede da colectividade.

Mudança nas politicas de apoio ao Movimento Associativo

Vítor Santos, sublinhou que a SIRB «Os Penicheiros» deu “um salto qualitativo” na mobilização dos jovens para este projecto” e recordou a importância do Grupo de Teatro Projector na animação da vida da associação.
O presidente da Direcção da SIRB «Os Penicheiros» salientou que existe uma boa cooperação entre a colectividade e a Câmara Municipal do Barreiro e Junta de Freguesia do Barreiro.
Por outro aldo lamentou que o Governo não tenha politicas de apoio ao Movimento Associativo e Popular e considerou ser necessário – “mudança nas politicas” de apoio ao Movimento Associativo.

Movimento Associativo e Popular é um parceiro insubstituível

Sónia Baptista, Vice Presidente da Federação das Colectividades de Setúbal e em representação da Confederação das Colectividades de Cultura e Recreio, sublinhou a sua satisfação por estar presente “nesta casa da democracia onde se promovem valores”.
Referiu que o Movimento Associativo e Popular “é um parceiro insubstituível do Poder Local Democrático que desempenham papeis convergentes”.
A dirigente salientou que vivemos “tempos difíceis”, mas “apesar das dificuldades as colectividades continuam a desenvolver um importante papel” na valorização da vida das populações.

Colectividade com um cariz muito peculiar

António Marques, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, trouxe um abraço da sua freguesia e a oferta de uma lembrança financeira.
Luciano Barata, do Grupo Teatro Projector declamou o poema «Sou Português aqui» de José Fanha e expressou os votos de continuação de bom trabalho à SIRB.
Adriano Maria, Presidente da Assembleia de Freguesia do Barreiro recordou que as associações com o trabalho que desenvolvem promovem um conjunto de actividades que eram competência do Estado, sublinhando que a SIRB “é uma colectividade com um cariz muito peculiar”.

Vamos conseguir vencer as dificuldades

Frederico Pereira, Presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, recordou que o Movimento Associativo e Popular tem as suas raízes no século XIX, sendo a SIRB disso um exemplo, e foram a forma de organização das populações para promoverem a cultura e o desporto.
“As dificuldades que as colectividades atravessam são idênticas às do nosso povo” – sublinhou, acrescentando que – “somos portugueses vamos conseguir vencer as dificuldades”.

Criam riqueza material e cultural

Carlos Moreira, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que vivemos tempos de dificuldades, salientando que “valores de quatro décadas”, desde o 25 de Abril, “agora estão sendo postos em causa”, nomeadamente ao nível do Poder Local quando se pretende a extinção de freguesias.
Recordou que as colectividades, tal como as freguesias, porque estão mais próximo das populações – “fazem melhor” e desenvolvem um trabalho importante “em prol das populações”.
“As colectividades têm um papel central no desenvolvimento do ser humano” – sublinhou.
Carlos Moreira, referiu que vivemos tempos de crise, mas “é importante que se identifiquem as causas da crise”, porque “a crise tem um remédio” que passa “por uma distribuição mais justa da riqueza”.
“As colectividades e o Movimento Associativo voluntário criam riqueza material e cultural” – sublinhou Carlos Moreira.

No decorrer da sessão registou a actuação do Grupo Coral Alentejano «Os Amigos do Barreiro» e foram entregues emblemas aos associados que completaram 25 e 50 anos de vida associativa.
Os associados que receberam o emblema de 50 anos foram: António Costa Cabrita, Álvaro Ribeiro Monteiro, José Manuel Alcântara e Fernando Ortélio Sousa Perdigão.

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