Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Lançamento da obra «Crónicas Barreirenses e outros escritos» - BarreiroManuela Fonseca é uma defensora dos Direitos Humanos

. “Força miúda!” sublinhou Regina Janeiro, vereadora da CMB

Decorreu, hoje à tarde, a sessão de lançamento da obra «Crónicas Barreirenses e outros escritos», de Manuela Fonseca, Professora Universitária, jubilada, cidadã «Barreiro Reconhecido».

“Este livro tem cheiros, tem sabores, tem sons”, salientou Lurdes Sales Pereira, é uma obra escrita por quem “está apaixonada pelo seu Barreiro, pelo seu Barreirense e pelas suas amizades”.
“É importante que os jovens leiam a obra de Manuela Fonseca” – referiu Ana Lourenço Monteiro.
“É a história de um eu muito nosso, um eu inserido num colectivo” – salientou Dulce Reis.

5 min de leitura
Lançamento da obra «Crónicas Barreirenses e outros escritos» - Barreiro Manuela Fonseca é uma defensora dos Direitos Humanos

Por Jornal Rostos

A sessão de lançamento da obra «Crónicas Barreirenses e outros escritos», de Manuela Fonseca, Professora Universitária, jubilada, cidadã «Barreiro Reconhecido», realizou-se hoje à tarde na Cooperativa Cultural Popular Barreirense.
Uma sala repleta de amigos e admiradores que partilharam este momento de uma autora que, com esta obra, lega ao Barreiro, sua terra natal, muitas das suas memórias e vivências.

Manuela Fonseca faz parte da história centenária da cooperativa

A sessão foi aberta por Nuno Soares, da Direcção da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, que sublinhou ser um “devorador de crónicas e escritos sobre a minha terra, o Barreiro, salientando ser “uma honra” que Manuela Fonseca tenha escolhido a cooperativa para apresentar a sua obra.
Recordou que a Cooperativa está prestes a comemorar os 100 anos e que Manuela Fonseca faz parte dessa história centenária.

Defensora dos Direitos Humanos

Nuno Soares, sublinhou que a obra de Manuela Fonseca é um contributo para “afirmação da nossa identidade”, revelando “a realidade da sua vida e do seu Barreiro”.
Referiu a sua grande admiração por Manuela Fonseca que classificou de “uma professora extraordinária” e uma defensora dos Direitos Humanos.

“Força miúda!”

Regina Janeiro, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área Cultural, sublinhou a capacidade da cooperativa de “estar aberta à comunidade” e a sua dinâmica de querer “fazer com os outros”.
Referiu que Manuela Fonseca é uma mulher que fala com “a boca no coração” e que o seu livro “está cheio de emoções e sentimentos”.
A autarca expressou a sua satisfação por a sala estar repleta de amigos de Manuela Fonseca, alguns oriundos de diversos pontos do país, facto que expressa o reconhecimento pela sua obra.
“Força miúda” – foi com esta expressão carinhosa que Regina Janeiro dirigiu um beijo a Manuela Fonseca.

Agarra bem esta esperança

Lurdes Sales Pereira, recordou que por duas vezes consecutivas que abriu, ao acaso, a obra de Manuel Fonseca para ler um texto deparou-se sempre com o mesmo texto – “a esperança no futuro”, um título que transmite muito bem “o sentimento e o estado de alma” da autora, dirigindo-se a Manuela Fonseca sublinhou – “agarra bem esta esperança”.
Referiu que na leitura da obra foi escrevendo palavras suscitadas pela reflexão com os texto e descobriu que “há palavras que passeiam de mãos dadas pelos seus textos” - solidariedade, democracia, família, associativismo.

Este livro tem cheiros, tem sabores, tem sons

“Este livro tem cheiros, tem sabores, tem sons” e, salientou, é uma obra escrita por quem “está apaixonada pelo seu Barreiro, pelo seu Barreirense e pelas suas amizades”.
“Manuela Fonseca escreveu este livro com o coração” – salientou Lurdes Sales Pereira, acrescentando que o livro atravessa gerações e transporta-nos pelas vivências de gerações, “pelo passado, pelo presente e pelo futuro”.
Referiu que neste seu livro Manuela Fonseca demonstra o grande respeito que tem pelas pessoas, integrando as pessoas nos seus textos, desde as suas vivências de criança e adolescência.
“Manuela Fonseca através da sua escrita ama as pessoas e ama o Barreiro” – sublinhou.

Textos são uma experiência de vida

Ana Lourenço Monteiro, referiu como foi construindo cumplicidades com Manuela Fonseca, através da troca de e-mails, partilhando confidências e sentindo a riqueza e a experiência de vida e de saberes de Manuela Fonseca.
“É importante que os jovens leiam a obra de Manuela Fonseca”, para “ficarem ligados à história do Barreiro” referiu.
Sublinhou que no seu relacionamento com Manuela Fonseca encontrou sempre uma pessoa com uma personalidade marcada de afectos, optimista e com humor.
“Os seus textos são uma experiência de vida” – sublinhou.

Este livro não é um só eu, é um eu colectivo

Dulce Reis, salientou que este é um livro “sobre o Barreiro, sobre a classe profissional dos professores, sobre os ferroviários”.
“É a história de um eu muito nosso, um eu inserido num colectivo” – salientou.
Recordou que percorrer os textos de Manuela Fonseca é mergulhar nas memórias – os comboios, as amizades – “uma rede de amizades que suporta a construção do eu colectivo”.
Sublinhou que Manuela Fonseca “não sobrepõe o eu, ao eu colectivo”.
“Este livro não é um só eu, é um eu colectivo” – salientou Dulce Reis.
Recordou que a autora valoriza as suas raízes e neste seu livro espelha – “a muita humildade que há nesta terra”.

Barreiro uma terra com muitos nomes para serem reconhecidos

Manuela Fonseca, agradeceu a presença de muitos amigos, evocou nomes e memórias, sublinhando que o Barreiro é uma terra com muitos nomes para serem reconhecidos.
“Bem haja aos que me mantiveram e mantêm neste meus 63 anos” – sublinhou.
Recordou que a Cooperativa foi um espaço onde forjou muito da sua educação.
Lançou o repto para se continuar a comemorar o Feriado do 5 de Outubro, com um «Viva a República» e expressou o seu desejo de no próximo ano, no 5 de Outubro, ser lançado um novo livro.

Recordando Maria Rosa Colaço ou as gaivotas de Albufeira

Nazaré Almeida e Manuel Alpalhão leram alguns dos textos editados na obra «Crónicas Barreirenses e outros escritos», recordando por exemplo Maria Rosa Colaço ou as gaivotas de Albufeira.
Seguiu-se um momento de convívio e de assinatura de autógrafos dedicado aos muitos amigos que, neste dia da República, trouxeram a Manuela Fonseca o merecido abraço de fraternidade.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção