Nos Barreiro e Moita são cerca de 10 mil desempregadosGoverno está a fazer «um massacre aos trabalhadores»
Arménio Carlos, líder da CGTP, sublinhou que esta não é “uma Marcha de lamechas, não é uma Marcha de lamúrias”, esta, referiu, “é uma Marcha de exigência pela dignidade do trabalho”.
Luis Leitão, da União dos Sindicatos de Setúbal, sublinhou que actualmente há cerca de 10 mil desempregados nos concelhos do Barreiro e Moita.

Por Jornal Rostos
Após percorrer algumas ruas do Barreiro, a Manifestação do Desemprego, oriunda do sul do país, vinda do concelho da Moita, junto aos Paços do Concelho no Barreiro, passou a integrar os trabalhadores da EMEF que, naquele local, aguardavam os manifestantes.
O que o país precisa é de trabalho
No Parque Catarina Eufémia, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, que integrou a manifestação desde o Alto do Seixalinho, ao lado de Arménio Carlos, líder da CGTP-IN, saudou com “um abraço solidário” os manifestantes sublinhando que “o Barreiro é uma terra de trabalho, que quer continuar ao serviço da região e do país”.
“O que o país precisa é de trabalho, dignidade, condições de vida e empregos com direitos” – sublinhou o autarca.
“Mais que medidas restritivas e cortes de salários, precisamos é de criar riqueza” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Maior número de desempregados que há memória
Deolinda, Marchante desempregada, recordou que a manifestação saiu de Faro no dia 5 de Outubro e vai terminar amanhã em Lisboa.
Agradeceu a forma como a Marcha foi recebida nos concelhos do Barreiro e Moita e divulgou a Carta Reivindicativa dos Desempregados, que contesta as politicas erradas do Governo e referiu que Portugal tem “o maior número de desempregados que há memória”.
Participação de todos na Greve Geral de 14 de Novembro
Luis Leitão, da União dos Sindicatos de Setúbal, salientou que nos concelhos do Barreiro e Moita há mais de 10 mil desempregados, de acordo com os números oficiais – “outros não se encontram nas estatísticas”.
O dirigente sindical saudou os trabalhadores da EMEF que estão em luta pela defesa dos seus postos de trabalho e lançou o apelo à participação de todos na Greve Geral de 14 de Novembro.
Não é uma Marcha de lamúrias
Arménio Carlos, líder da CGTP, sublinhou que esta manifestação é a melhor resposta às medidas apresentadas ontem pelo Governo.
Salientou que esta não é “uma Marcha de lamechas, não é uma Marcha de lamúrias”, esta referiu, “é uma Marcha de exigência pela dignidade do trabalho”.
Recordou que foi anunciado pelo Governo que ia “mitigar os sacrifícios” e, ontem, anunciou “um massacre aos trabalhadores, aos pensionistas, aos micro, médios e pequenos empresários”.
O dirigente sindical apelou para que todos assumam o artigo 21.º da Constituição, que defende o direito à resistência a qualquer ordem que ponha em causa os seus direitos, liberdades e garantias.
BREVES REGISTOS













