Francisco Louçã, no Barreiro, agradece a Angela Merkel“Impulso que dá à Greve Geral” com visita a Lisboa
Francisco Louçã, Coordenador do Bloco de Esquerda, hoje à tarde, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, agradeceu à Chanceler Alemã, Angela Merkel, “o impulso que dá à Greve Geral” com a sua visita a Lisboa no dia 12 de Novembro.
Há uns “perigosos bloquistas”, como Manuela Ferreira Leite, Miguel Cadilhe, Bagão Felix, que defendem a renegociação, salientou Francisco Louçã.

Por Jornal Rostos
O Coordenador do Bloco de Esquerda que participou, hoje à tarde, numa sessão que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, promovida pelas concelhias do Barreiro e Moita, salientou que os portugueses devem dar a Angela Merkel - “uma resposta enorme do ponto de vista democrático” repudiando a sua “arrogância imperial”.
Sublinhou que será positivo o facto de um conjunto de cozinheiros estarem disponíveis para preparar “a maior canja” para oferecer à Chanceler Alemã.
Necessária uma resposta europeia dos trabalhadores
Francisco Louçã, referiu a importância da Greve Geral agendada para o dia 14 de Novembro, salientando o facto de nesse mesmo dia a Greve se estender por diversos países da Europa.
“É necessária uma resposta europeia dos trabalhadores, é preciso termos a consciência que somos europeus e a necessidade de estarmos juntos” – sublinhou.
Recordou que os Mercados Financeiros querem “dominar a Europa” querem a “transferência dos salários para o capital” – “isto é um roubo aos trabalhadores”.
No âmbito da acção ao nível europeu salientou que no dia 9 de Novembro o Bloco de Esquerda vai realizar, em Lisboa, um Comício com representantes de forças politicas de esquerda da Grécia, Alemanha e França.
Defender a necessidade de “renegociação” da divida
Sobre o Orçamento de Estado, Francisco Louça, salientou que – “nunca ninguém aumentou os impostos como este Governo está a aumentar”.
Referiu que daqui a um ano “a crise é muito pior”.
Francisco Louça, recordou que o Bloco de Esquerda, não aceita as dicotomias – “o salário ou a divida”, “a economia ou a divida”, e sempre defendeu a necessidade de “renegociação” tendo sido criticado por assumir esta posição.
Mas, sublinhou que nos dias de hoje, há uns “perigosos bloquistas”, como Manuela Ferreira Leite, Miguel Cadilhe, Bagão Felix, que defendem a renegociação.
“É preciso dizer à troika que acabou a festa, acabou a festa do empobrecimento” – sublinhou.
Partido Socialista está num “jogo perigoso”
“Só há uma resposta a esta crise orçamental, estarmos juntos todos, sem excepção, enfrentar a troika e dizer-lhes que já chega” – referiu Francisco Louçã.
Salientou que o Partido Socialista está num “jogo perigoso”, com uma posição politica de “deixa andar, de quanto pior melhor”, ficando “à espera das contradições da direita”.
“Não temos o direito de adiar em nome de calculismos políticos” – salientou o líder do BE.
A festa da Troika tem que acabar
“Nós queremos a demissão do Governo. Este Governo não tem mérito para fazer um Orçamento. Este Governo tem que ir embora” – referiu Francisco Louçã.
“A festa da Troika tem que acabar” – acrescentou
O Coordenador do Bloco de Esquerda apelou a um voto solidário – “o voto solidário contra este Orçamento”, “o voto solidário contra a Troika”, “o voto solidário contra o desemprego”.













