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Perspectivas

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do BarreiroManuela Fonseca sempre foi «uma mulher interventiva»

. Uma mulher com uma “visão social e política do Barreiro”

A obra “Crónicas Barreirenses e Outros Escritos”, de Manuela Fonseca, ontem, foi apresentada na Biblioteca Municipal do Barreiro.

“É uma mulher que admiro, uma resistente da vida e sempre com urgência de viver” – sublinhou Rosalina Carmona, Historiadora.

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Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro Manuela Fonseca sempre foi «uma mulher interventiva»

Por Jornal Rostos

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no inicio da sessão de apresentação da obra “Crónicas Barreirenses e Outros Escritos”, que Manuela Fonseca sempre foi “uma mulher interventiva” com fortes “sentimentos sobre a sua terra e as pessoas da sua terra”.

O aluno de estimação

Carlos Humberto, recordou que foi aluno, em aulas de Inglês, de Manuela Fonseca, que sempre o tratou como sendo o seu“aluno de estimação”.
Referiu que ambos são naturais da zona do Barreiro onde sempre se disse – “Vamos á Vila”.
Sublinhou o autarca que existiam duas razões para marcar presença na sessão de apresentação do livro de Manuela Fonseca – “por ser seu amigo” e porque institucionalmente, como cidadã, - “Manuela merece que o Presidente da Câmara esteja presente no lançamento do seu livro”.

É preciso revisitar o passado

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que nos tempos actuais – “é preciso revisitar o passado, não numa persepctiva passadista, mas numa perspectiva dialéctica”.
“È preciso não permitir que se esqueça, nem que se branquei a nossa história colectiva, porque é preciso aprender com o nosso passado” – sublinhou.
Carlos Humberto, salientou que conhecer o passado é um contributo para vencer as dificuldades dos tempos actuais.
“É preciso vencer as dificuldades com firmeza, com clarividência, com ductilidade, que significa associar a firmeza à maleabilidade” – sublinhou o autarca.

Barreiro não tem castelos mas tem chaminés

Carlos Humberto, recordou que os barreirenses durante muitos anos no passado – “fizemos das tripas coração, mas vencemos, agora também fazemos das tripas coração e vamos vencer”.
O autarca sublinhou que – “no Barreiro é preciso unirmo-nos cada vez mais”, neste tempo de “tantas mutações”, onde, disse, “aqueles que dizem que não há ideologia, impõem a sua ideologia”.
“Nós temos a nossa ideologia, o nosso património de ideias, não é uma ideologia partidária. O Barreiro não tem castelos, mas tem chaminés, não tem casas senhoriais, mas tem património” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
“No seu livro Manuela Fonseca defende todo este património” – referiu.

Uma mulher frontal

Isabel Soares, Directora da Biblioteca Municipal, apresentou a biografia de Manuela Fonseca, sublinhando que esta é uma mulher com uma “visão social e politica do Barreiro”, é “uma mulher frontal” e “assustadoramente corrosiva”.
Salientou a sua actividade ao nível do ensino e o mérito que foi reconhecido pela Câmara Municipal do Barreiro.

Uma pedagoga do tempo feliz

Rosalina Carmona, Historiadora, sublinhou que no seu livro Manuela Fonseca é “uma pedagoga do tempo feliz, o 25 de Abril”, escreve “dizendo ao que vem sem subterfúgios”, porque as suas crónicas são de “grande honestidade intelectual”.
“É uma mulher que admiro, uma resistente da vida e sempre com urgência de viver” – sublinhou.
Filipe Chinita, Poeta, comentou também a obra de Manuela Fonseca e a sessão encerrou com uma actuação do Pianista Alexis Forestier, que brindou os presentes com obras de Chopin e Mozart.

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