Apresentação do livro «Nas asas de um anjo» de Joana André“As coisas acontecem por uma razão” talvez para “aprendermos a sermos melhores”
Joana André ficou desempregada. Foi então que decidiu colocar como objectivo escrever o livro nos seus tempos livres, porque - “nascemos para fazer alguma coisa. Eu esforcei-me por fazer alguma coisa. Fiz este livro” - disse.

Por Jornal Rostos
No auditório da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, realizou-se a apresentação do livro «Nas asas de um anjo», de Joana André.
Nuno Cavaco, presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, referiu que Joana André sempre gostou de ajudar os outros e contribuir para ajudar os outros a serem mais felizes - "este livro é uma bela prenda de Natal", sublinhou.
Rita Tapadinhas, recordou a importância do o livro e da leitura, afirmando que – “uma casa sem livros está nua”.
Referiu que “uma das formas de aprendizagem é a leitura”, salientado que Portugal ao nível da União Europeia é um dos países com mais baixos índices de leitura.
Capacidade de entrar nas personagens
Rita Tapadinhas, sublinhou que Joana André, “foi minha aluna dois anos” e na turma “destacava-se pela simplicidade e elo sorriso”.
“Ela é uma pessoa especial rodeada de pessoas especiais” – referiu.
Comentou que na leitura da obra ficou impressionada com a “versatilidade da autora” e a “sua capacidade de entrar nas personagens”, nomeadamente, “alguém que não foi mãe” foi capaz de “falar desse sentimento como se fosse uma mãe”.
Sublinhou, igualmente, a forma como Joana André explica na sua obra a doença do cancro.
“Continua com a tua imaginação e criatividade” – foi a nota final de Rita Tapadinhas, dirigindo-se a autora.
Escrever o livro nos meus tempos livres
Joana André, recordou que sempre gostou de ler desde pequena, mas “escrever nunca foi um grande gosto”, mas, sublinhou – “diziam-me que escrevia coisas de jeito”.
Lembrando que, quando escrevia, “punha algumas pessoas a chorar”.
A autora da obra «Nas asas de um anjo», referiu que “fiquei desempregada”, e foi então que decidiu colocar como objectivo –“escrever o livro nos meus tempos livres”.
“Uma amiga obrigou-me a contactar uma editora” – salientou.
Não é uma biografia, nem autobiografia
Joana André, salientou que o seu livro “tem várias histórias, a principal é o cancro”.
Alertou que “não é uma biografia, nem autobiografia, não conta a minha história, nem a história de ninguém próximo de mim”.
Recordou que o seu pai faleceu vítima de um cancro.
“O livro tem situações que se passaram, porque eu quis transmitir a realidade, quis enquadrar a história em situações reais” – sublinhou.
Joana André, referiu que o último capítulo do romance, esse sim, “é uma autobiografia”, porque “aí dou a minha perspectiva, são contadas situações onde me revi”.
Acessível à leitura dos mais novos e dos mais velhos
Joana André, sublinhou que com este seu livro fez uma aposta em “simplificar a história”, sem muitas descrições, porque tinha como objectivo que o romance fosse “acessível à leitura dos mais novos e dos mais velhos”.
Salientou que as opiniões expressas no livro – “não são a minha opinião, são as opiniões das personagens”.
Joana André recordou que o seu livro é marcado por três momentos – um passado: que refere uma história ou um percurso de vida, com um olhar por dentro das personagens; um presente: onde as opiniões pressupõem situações; um futuro: uma reflexão sobre as coisas, de forma a pensarmos que “as coisas acontecem por uma razão”, talvez para “aprendermos a sermos melhores”.
Nascemos para fazer alguma coisa
Joana André, sublinhou que sendo o tema central da obra o cancro, há outros temas como a família, a amizade, as diferenças de opinião.
“Nascemos para fazer alguma coisa. Eu esforcei-me por fazer alguma coisa. Fiz este livro” – sublinhou Joana André.













